domingo, 8 de novembro de 2009

Esperança e sonhos, é o que nos resta

O gol que Andrezinho, um dos jogadores de melhor técnica do time, perdeu logo no começo do jogo em Barueri com certeza não fazia parte do pacto pelos 100% de aproveitamento nos últimos cinco jogos. Muito menos o gol que Lauro engoliu, dando armas a seus críticos.

Não fossem esses dois lances de fracasso pessoal, o Inter talvez tivesse melhor sorte contra o bom time do Barueri, que vem de vitória recente (aquela da mala branca) sobre o Flamengo. Digo talvez, porque na realidade o time jogou pouco para quem pretendia e prometia tanto: vencer todos os jogos e brigar pelo título.

No primeiro tempo, os poucos torcedores do Barueri chegaram a cantar ‘olè’. No segundo, o Inter foi melhor. Marquinhos deixou o time mais agressivo. O gol de Fabiano Eller aumentou a esperança numa virada. Mas ficou só na esperança. Estamos assim por aqui: vivendo de esperança e de sonhos. Vitórias só as dos outros.

REFÉM DE TREINADOR

O técnico Paulo Autuori decide se fica ou não no Grêmio. De novo, o clube refém desse profissional. Esperou por ele durante 40 dias em plena Libertadores, cuja vaga é disputada à tapa e festejada como se título fosse.

Agora, planeja a próxima temporada com um treinador que ainda não decidiu se fica ou se vai embora, seduzido por petrodólares. Percebo uma contradição: ele aceitou treinar o Grêmio ganhando muito menos do que ganharia se permanecesse sob o majestoso manto árabe. Cinco meses depois, ameaça retornar por causa de dinheiro, deixando na mão o clube que, bem ou mal, tem um projeto alicerçado nele, Autuori.

O melhor para o Grêmio seria trocar de treinador. Nesse sentido, a suposta proposta árabe vem em boa hora. Autuori é profissional vitorioso, mas seu trabalho aqui não está à altura do currículo. É possível que, ajudando a montar o time para 2010, ele possa obter resultados positivos, mas como seguir com um técnico que, a cada pouco, vai levar à mesa da presidência uma reluzente proposta daquelas consideradas irrecusáveis.

EM TEMPO

Ainda não entendi como o Carlos Simon conseguiu anular o gol de Obina. Se houve falta no lance, foi do zagueiro, não do atacante.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Duda deve assumir o comando

A Polícia Federal demitiu o delegado Protógenes. É poderoso o tal de Dantas. Até pode ser que o Protógenes tenha cometido alguns excessos no cargo, mas que fica chato esse caso, fica.

Agora, nada mais chato que essa novela do Autuori.

Eu sou da seguinte opinião: ele nem deveria levar ao conhecimento da direção a proposta dos árabes.

O Grêmio esperou tanto por ele, fez todo um "planejamento" de um ano e meio com ele de treinador, que ele, com todo seu ar de ético e de conduta irretocável, deveria abafar a proposta e seguir seu trabalho. É o que se poderia esperar de um profissional com a sua história.

Mas ele foi correndo dizer que tinha proposta milionária pra voltar.

Olha, seria o caso de liberá-lo imediatamente. Mesmo que ele estivesse fazendo um bom trabalho.

O Autuori mostrou que, se não sair agora, pode largar o Grêmio a qualquer momento, diante de uma proposta ainda maior, comprometendo a temporada de 2010.

O cavalo passou encilhado e o Duda deixou passar. com metade do salário do Autuori dá pra pagar um grande jogador.

Hoje, falei rapidamente com o presidente gremista na rádio Guaíba, ao meio-dia. Sugeri que ele consiga alguém para ficar acima do Meira no futebol, ou ao lado, nunca subordinado ao Meira.

Sugeri ainda que ele passe a agir mais diretamente no futebol. O presidente tem essa prerrogativa e não pode se omitir. Ou vcs pensam que o Koff não se metia no futebol quando Cacalo era vice? Faz parte.

O Duda respondeu que ia analisar essa possibilidade. O Duda conhece muito futebol, deve exercitar esse conhecimento. Não pode comer pela mão dos outros.

Ele é o presidente, o líder. O comando é dele. Se estourar, a responsabilidade é dele, do presidente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sonhar não custa nada

Dias atrás o presidente Duda Kroeff disse que não era impossível vencer os seis jogos que o Grêmio tinha pela frente. Foi alvo de brincadeiras. Justas.

Agora, é o Inter, como um todo, alardeando que vai buscar cinco vitória seguidas. Uma espécie de histeria coletiva. 'Fizemos um pacto', revelou o volante Sandro.

Enquanto existirem chances matemáticas tudo é válido, até mesmo sonhos delirantes. É evidente que o time não vai vencer os cinco jogos que lhe restam. Mas deve tentar. Tem obrigação de tentar. Assim como o Grêmio tentou.

A tabela até não é tão difícil. O problema nem são os adversários (o pior é o Atlético no Mineirão), mas o próprio Inter, que é candidato ao título de maior decepção do campeonato diante do que dele se esperava no início.

Vencer o Barueri fora não será nada fácil. Acho que o Inter no máximo empata lá. Depois, o Santos no Beira-Rio. Esses dois ainda brigam por vaga na Sul-Americana. O jogo contra o Santos é para ganhar, como era o contra o Botafogo. Aí tem a pedreira no Mineirão. Depois, o Sport, em Recife, lutando para não cair. Mas acho que já estará morto nesse dia. Na última rodada, o Santo André, que vai lutar até a última rodada para ficar na primeira divisão.

Resumindo: a meu ver, na última rodada (ou antes) o Inter já estará fora do G-4. Teremos, então, um duelo gaudério na "segundona da América".

EM TEMPO

Tcheco estaria acertado com o Corinthians. Onde há fumaça há fogo. Ele já deu sua contribuição. Marquinhos, do Avaí, poderia ser contratado para a posição. Ou então alguém como o Valdívia. Ou o Ibson. Mas aí vão dizer que não tem dinheiro. Quem paga R$ 50 mil por mês pelo Renato Cajá tem dinheiro.

DIZEM POR AÍ...

... que depois do jogo de quarta-feira ninguém mais vai falar em Washington ou Borges (sou mais o William, do Avaí) no Olímpico.

NOS ACRÉSCIMOS

Depois que a vaca foi pro brejo, o ex-presidente Fábio Koff deu as caras no Olímpico. Reuniu-se com o seu ungido, Duda Kroef, ao lado de outro dirigente vitorioso, Cacalo. Ambos cabos eleitorais de Duda e, portanto, avalistas de tudo que aí está. Temos, assim, a boa notícia: eles voltaram. A ruim: eles não ficaram.

Em casa, um leão faminto; fora, um gatinho manso

Quando o SP perdeu seu terceiro jogador, pensei na batalha dos Aflitos. Não chegaria a render um DVD se o SP vencesse, mas que seria um grande feito não resta dúvida.

A imprensa paulista, muito mais bairrista que a nossa, faria um carnaval.

A propósito, os coleguinhas paulista vão fazer o que sempre fazem quando é o Grêmio que bate? Destacar a violência do seu representante? Claro que não.

As expulsões foram justas. Ah, pra variar, Tcheco e Maxi Lopez ganharam cartão amarelo de novo. Vale a pena ficar com jogadores assim? Tenho dúvidas, ao menos em relação ao argentino. Tcheco já deu sua contribuição.

Quem bela partida do Douglas Costa, escalado finalmente como atacante. Há tempo que venho escrevendo que ele só pode jogar nessa função, ou na do Souza. O Roth nunca me leu, nem o Autuori.

É por isso que não dou muita bola para treinador. Eles, com raras exceções, não sabem muito mais do que nós, os da arquibancada. Mas ganham uma grana...

Falam de pênalti sobre o Fábio Santos. Ele levou um empurrãozinho e depois saltou, parecia que queria voar. Por isso, o juiz não deu.

E não venham me dizer que o juiz baiano estava mal intencionado. Olha, expulsar três jogadores do SP num só jogo não é mole. Vai levar um gancho da CBF, podem me cobrar. Onde já se viu expulsar três do SP e nenhum do rival?

Agora, é incrível esse Grêmio. Impecável em casa, um leão faminto. Fora, um gatinho manso, sem unhas.

A noite só não foi melhor porque o Autuori não anunciou que estava acertado com o time árabe.

EM TEMPO

O ex-vice, o Krieger, deu entrevista na rádio Guaíba e comentou que o time estava estruturado para jogar com três zagueiros. Por isso, tinha Ruy e Jadilson. Então, trouxe o Paulo Autuori (ele, Krieger, contratou pagando uma fortuna), que não gosta do esquema 3-5-2. Então, os alas ficaram sem utilidade, frisou o ex-dirigente. Então, por que ele contratou um técnico que fugiu ao que a direção havia 'planejado'? Será que Krieger não sabia que Autuori é adepto do 4-4-2?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Com a benção de Alá

Uma parte importante dos problemas do Grêmio pode ser resolvida com a ajuda de Alá. Talvez seja um sinal de que Deus é gremista. Afinal, o Grêmio não é imortal?

Não é que o Al-Rayyan quer tirar Paulo Autuori do Grêmio? É o que informou o site da Gazeta Esportiva nesta terça-feira, dia seguinte ao de Finados, mostrando que a ressurreição é possível.

Autuori confirmou que foi procurado por seu ex-clube. O problema é que promete cumprir seu contrato até o fim.

Acho que uma estrondosa vaia quando ser nome for anunciado no Olímpico, no jogo contra o São Paulo, pode dar um empurrãozinho rumo ao aeroporto.

Não tenho dúvida que um profissional ético, equilibrado, sensível e com prestígio internacional não irá aceitar tamanha rejeição, não se submeterá a tanto constrangimento, e vai propor um rompimento amigável de seu contrato com o Grêmio, que vai até o fim de 2010 (é sério, o sr. André Krieger fez isso, colocou o bode na sala, e depois deu no pé).

Só falta o sr. Luís Onofre Meira não aceitar em nome do ‘planejamento’.

Tenho um amigo, companheiro aqui do boteco, que me telefonou propondo uma vaquinha para comprar as passagens do Autuori.

Mas e se Autuori decidir ficar por birra? ‘Ah, não me querem, agora mesmo é que eu fico.’

Pode ser, mas aí o sujeito tem que ser muito dinheirista. Autuori pode ter os seus defeitos, como qualquer um de nós, mas duvido que seu objetivo maior na vida seja dinheiro.

Penso que ele projeta para si a realização plena, acima de tudo espiritual, deixando o lado material, mundano, em segundo plano. Para isso, nada melhor que um lugar onde o nível de exigência seja menor, mais propício a momentos contemplativos e filosóficos à beira do campo.

O Autuori é um bom sujeito. Merece ser feliz. Em outro lugar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Arena e o perfil vencedor

Vou dar um tempo. Não escrevo mais sobre a Arena. Dizem que foi feito um ajuste no acordo com a OAS, que teria concordado em quase dobrar o área que inicialmente seria destinada ao Grêmio.

Estavam previstos 4,9 hectares, enquanto a área do Olímpico é de 8,8 hectares. Agora, por esse ajuste, o Grêmio teria no Humaitá 8,9 hectares. É o que dizem, mas não mostram nenhum documento FIRMADO entre as partes.

Não acredito, nem desacredito. Fica o dito pelo não dito. O único documento que disponho sobre o assunto é dezembro de 2008, aquele que referi anteriormente e que foi elaborado por uma comissão de patrimônio do clube. O documento aponta outros problemas. Espero que todos estejam solucionados ou ao menos melhor encaminhados.

Apenas reitero: seria bom que TODOS os gremistas tivessem conhecimento do que está sendo feito em termos de Arena. O caso é sério demais para que apenas alguns eleitos saibam o que realmente se passa.

EM TEMPO

O técnico Paulo Autuori agora fala em perfil vencedor. Ele quer jogadores com perfil vencedor. E tem gente que ainda o leva a sério. Deixo por instantes de ser tão ranzinza e entro no clima. Elaborei uma lista para compor a espinha dorsal do time, contribuição que humildemente repasso:

Zaga: Lúcio e Juan
Meio-campo: Hernanes e Kaká
Atacante: Luís Fabiano

O goleiro pode ser o Victor, mas não sei se ele se encaixa no "perfil vencedor" do amável técnico.

Penso que com esses jogadores o Grêmio pode voltar a ser campeão de alguma coisa. Quem sabe até com Autuori no comando do time e Meira no futebol.

Fora isso, 2010 se desenha assustador.

domingo, 1 de novembro de 2009

O fracasso da dupla Gre-Nal

Se antes do jogo contra o Botafogo as chances de o Inter conquistar o título brasileiro no ano do centenário já eram escassas, a surpreendente derrota em pleno Beira-Rio na tarde quente da véspera do Dia dos Finados rebaixa a pretensão neste final de temporada a uma vaga no grupo que irá disputar a Libertadores no próximo ano.

Mas o que está ruim ainda pode piorar. Se o time seguir com esse futebol mambembe, logo irá nivelar com o seu vizinho da Azenha, acomodando-se entre os remediados, aqueles que irão participar da Copa Sul-Americana, conhecida no Olímpico como a Segundona da América.

É claro que o competente departamento de Marketing do Inter irá encontrar uma maneira de valorizar a “conquista”, como fez na temporada passada com a própria Sul-Americana depois de fracassar no Brasileiro.

Ainda é prematuro, mas a tendência é que teremos Gre-Nal na Sul-Americana. O “Campeão de Tudo” contra o “Campeão de Nada”, como o Grêmio pode ser chamado por algum colorado que ainda tiver ânimo para brincadeira, lembrando os fracassos gremistas no Gauchão, na Copa do Brasil, na Libertadores e, agora, no Brasileirão.

Tudo dentro de um criterioso planejamento da direção Tricolor, que incluiu a extravagante espera por 40 dias de um treinador com a Libertadores em andamento.

Em matéria de trapalhadas, a direção do Inter não fica atrás. Ao negociar o principal jogador da equipe, Nilmar, fez a sua opção: melhor dinheiro no cofre do que faixa no peito. O Inter caiu de produção, sobrou para o técnico. Muricy estava desempregado quando a torcida pedia a cabeça de Tite. O cavalo passou encilhado. Aí, quando deveria seguir com Tite até o final, trouxe Mário Sérgio.

Ontem, o técnico colorado, que havia armado com sabedoria a equipe contra o São Paulo, apesar da derrota, falhou em suas opções. Jogando em casa, não poderia ter começado o jogo com três zagueiros. Até porque o Botafogo está longe de ser uma potência futebolística. D’Alessandro ficou isolado na articulação. Depois, as alterações equivocadas que abalam o ditado “quem escala mal, substitui bem”.