O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, foi ao programa do Lasier, na Gaúcha, para rebater o advogado Gladimir Chieli, contratado pelo grupo liderado pelo eterno presidente Hélio Dourado.
Preis parecia mais preocupado em desqualificar o advogado, frisando que 'nem conselheiro ele é'. E daí?, pelo jeito ele sabe mais do que a maioria dos conselheiros que aprovaram o contrato com a OAS sem uma análise mais profunda como requeria e requer a gravidade do assunto.
Aí, passou a desfiar uma longa lista de personalidades que teriam examinado o documento e aprovado cada passo do processo. Ninguém questiona a integridade dos conselheiros e dos integrantes das comissões.
Lasier tentava interromper para que Preis entrasse no mérito das questões que haviam sido levantadas na véspera. Depois de muita insistência, Lasier conseguiu citar alguns itens, como o fato de que os sócios terão de pagar ingresso.
O dirigente gremistas disparou: "São grosseiras inverdades". Mas logo completou: "Bem, algumas até são verdadeiras".
Depois de mais um discurso, Preis admitiu que os sócios terão de pagar, mas enfatizando que hoje já pagam, que o clube arca com alguns custos, etc., e que será estudada uma maneira de resolver o problema.
No final das contas, de tanto que Preis falou, faltou tempo para responder todas as dúvidas levantadas pelo advogado e endossadas por Hélio Dourado.
Aliás, o apresentador fez questão de dizer que Dourado respaldava o documento do advogado que "nem conselheiro é". Foi aí que Preis comentou que respeitava o passado do presidente que concluiu o Olímpico sem precisar vender à alma a empreiteiros.
Pois eu quero dizer que respeito o passado e ainda mais o presente de Hélio Dourado, que, beirando os 80 anos, luta com todas as suas forças pelo seu Grêmio.
Pena que outros grandes nomes da história gremista não apareçam para opinar, participar. Afinal, é o futuro do Grêmio que está em jogo.
O que não se pode admitir que a discussão em torno da Arena termine como tudo aqui no RS: grupos radicais de um lado contra grupos radicais de outro, sem que se busque o melhor para o clube com diálogo e transparência, mas transparência de verdade.
EM TEMPO
O programa Conversas Cruzadas, da TVCom, pelo sei, vai debater a Arena nesta quarta-feira. Acho que é às 22h30min. Soube também que o Preis não irá participar. Teria algum compromisso fora do Estado.
PROPOSTA
Um grupo de investidores ofereceu 7 milhões de euros ao Grêmio por Douglas Costa. O negócio pode ser fechado hoje. O Grêmio quer ficar com 20% do passe do guri. Se conseguir, será ótimo.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
A Arena e o 'sentimentalismo' do Dom Quixote
Um grupo de gremistas, entre eles o eterno presidente Hélio Dourado, segue preocupado com o contrato firmado entre o Grêmio e a OAS para construção da Arena.
Ninguém é exatamente contra a Arena (na verdade, eu ainda acho que seria melhor remodelar o Olímpico, mas isso não me faz um inimigo da Arena), mas com a forma como o negócio foi alinhavado, no qual a construtora parece sair com larga vantagem.
O que o Movimento Grêmio Acima de Tudo quer é o melhor para o Grêmio, não para a OAS. No máximo, que a coisa fique equilibrada. Ou seja, foi bom pra você, também?
O grupo entregou ao presidente Duda Kroeff um documento contestando pontos do contrato, como a questão dos direitos dos sócios, que na Arena terão de pagar ingresso. Ou o Grêmio terá de pagar à OAS, que ficará com direito a todos os ingressos para comercializar livremente.
Quer dizer, o clube terá de comprar ingressos (parcial ou integralmente) para os seus sócios entrarem no estádio que só será seu daqui a 20 anos.
Quantos de nós que debatemos esse assunto estarão aqui para ver o Grêmio de novo dono de um estádio?
O presidente Hélio Dourado, que há muito tempo não é mais criança, com certeza não pensa em si mesmo quando questiona o contrato.
Hélio Dourado pensa no Grêmio. Ele quer o melhor para o Grêmio. Não para a OAS.
(Dourado é um Dom Quixote. Foi com esse espírito que ele ergueu o Olímpico Monumental.)
Se há furos no contrato, que sejam debatidos, questionados, rediscutidos com a empresa.
O que não pode, o que não é aceitável, nem tolerável, é que o presidente do clube, o homem que deveria comandar todo esse processo, ao tomar conhecimento do documento e das dúvidas ali postas, se limite a reduzir todo esse debate a uma palavra que até agora ecoa nos meus ouvidos.
- Sentimentalismo.
Foi o que o presidente Duda, pelo qual tenho o maior apreço, disse hoje numa emissora de rádio, não lembro qual. Para ele, a ação comandada pelo maior de todos os presidentes do Grêmio, o que está presente em todos os momentos, como este agora, que simplesmente está definindo o tamanho do clube no futuro, é uma questão de 'sentimentalismo'.
Mesmo que seja - e não duvido que possa ser um pouco, e ele tem direito -, o mínimo que o presidente do clube teria de fazer neste momento é ele mesmo se debruçar sobre o contrato, analisar todos os pontos, e verificar se as críticas apresentadas têm fundamento e o que ainda poder ser feito para buscar o melhor para o Grêmio.
É isso que eu esperava do filho do patrono do Grêmio, com quem tive a honra de conviver um pouco na condição de setorista do clube no final dos anos 70 início dos 80.
O que faria o patrono Fernando Kroeff na situação em que está colocado seu filho?
Sem sentimentalismo, mas com saudosismo.
Sim, saudosismo. Sinto saudade dos grandes comandantes que o Grêmio há muito tempo deixou de ter.
Cheguei a imaginar que o Duda poderia recuperar essa tradição.
Bem, ainda acredito nele.
QUESTÃO DE ORDEM
Sei que o Adalberto Preis, presidente de uma empresa que não existe, a Grêmio Empreendimentos, anda negociando alguma coisa, e até já conseguiu uma grande vitória, ampliar a área que será do Grêmio daqui a 20 anos. Ficou equivalente à área do Olímpico.
Quer dizer, negociando pode-se melhorar esse contrato, principalmente se esse questionamento público continuar, o que contribui para pressionar a empresa.
AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ
Vágner Mancini assinou com o Vasco, que contratou (ou está contratando) Rafael Carioca, que foi dispensado por Mancini no Grêmio.
Ninguém é exatamente contra a Arena (na verdade, eu ainda acho que seria melhor remodelar o Olímpico, mas isso não me faz um inimigo da Arena), mas com a forma como o negócio foi alinhavado, no qual a construtora parece sair com larga vantagem.
O que o Movimento Grêmio Acima de Tudo quer é o melhor para o Grêmio, não para a OAS. No máximo, que a coisa fique equilibrada. Ou seja, foi bom pra você, também?
O grupo entregou ao presidente Duda Kroeff um documento contestando pontos do contrato, como a questão dos direitos dos sócios, que na Arena terão de pagar ingresso. Ou o Grêmio terá de pagar à OAS, que ficará com direito a todos os ingressos para comercializar livremente.
Quer dizer, o clube terá de comprar ingressos (parcial ou integralmente) para os seus sócios entrarem no estádio que só será seu daqui a 20 anos.
Quantos de nós que debatemos esse assunto estarão aqui para ver o Grêmio de novo dono de um estádio?
O presidente Hélio Dourado, que há muito tempo não é mais criança, com certeza não pensa em si mesmo quando questiona o contrato.
Hélio Dourado pensa no Grêmio. Ele quer o melhor para o Grêmio. Não para a OAS.
(Dourado é um Dom Quixote. Foi com esse espírito que ele ergueu o Olímpico Monumental.)
Se há furos no contrato, que sejam debatidos, questionados, rediscutidos com a empresa.
O que não pode, o que não é aceitável, nem tolerável, é que o presidente do clube, o homem que deveria comandar todo esse processo, ao tomar conhecimento do documento e das dúvidas ali postas, se limite a reduzir todo esse debate a uma palavra que até agora ecoa nos meus ouvidos.
- Sentimentalismo.
Foi o que o presidente Duda, pelo qual tenho o maior apreço, disse hoje numa emissora de rádio, não lembro qual. Para ele, a ação comandada pelo maior de todos os presidentes do Grêmio, o que está presente em todos os momentos, como este agora, que simplesmente está definindo o tamanho do clube no futuro, é uma questão de 'sentimentalismo'.
Mesmo que seja - e não duvido que possa ser um pouco, e ele tem direito -, o mínimo que o presidente do clube teria de fazer neste momento é ele mesmo se debruçar sobre o contrato, analisar todos os pontos, e verificar se as críticas apresentadas têm fundamento e o que ainda poder ser feito para buscar o melhor para o Grêmio.
É isso que eu esperava do filho do patrono do Grêmio, com quem tive a honra de conviver um pouco na condição de setorista do clube no final dos anos 70 início dos 80.
O que faria o patrono Fernando Kroeff na situação em que está colocado seu filho?
Sem sentimentalismo, mas com saudosismo.
Sim, saudosismo. Sinto saudade dos grandes comandantes que o Grêmio há muito tempo deixou de ter.
Cheguei a imaginar que o Duda poderia recuperar essa tradição.
Bem, ainda acredito nele.
QUESTÃO DE ORDEM
Sei que o Adalberto Preis, presidente de uma empresa que não existe, a Grêmio Empreendimentos, anda negociando alguma coisa, e até já conseguiu uma grande vitória, ampliar a área que será do Grêmio daqui a 20 anos. Ficou equivalente à área do Olímpico.
Quer dizer, negociando pode-se melhorar esse contrato, principalmente se esse questionamento público continuar, o que contribui para pressionar a empresa.
AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ
Vágner Mancini assinou com o Vasco, que contratou (ou está contratando) Rafael Carioca, que foi dispensado por Mancini no Grêmio.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Minhas primeiras resoluções
Comecei hoje a fazer uma lista de resoluções para 2010. Fiz isso depois de ler que o filme sobre o Lula estreia por aqui na virada do ano. Minha primeira determinação:
- prometo não assistir a esse filme, nunca.
Depois, fiquei pensando em outras...
- prometo combater a volta da família Assis Moreira ao Olímpico por todo o sempre.
- prometo o máximo de empenho em aceitar a Arena do jeito está posto, inclusive sem definição de como ficará o quadro social para frequentar o local nos primeiros 20 anos.
- prometo que não vou ler nenhum livro de ex-jogador de futebol e de ex-dirigente de clube de futebol.
- prometo todo o esforço para acreditar tanto nos jogadores das categorias de base quanto o meu parceiro Francisco do Alegrete.
- prometo que vou tentar torcer para a seleção brasileira na Copa do Mundo (nunca torço, me é indiferente).
- prometo que vou tentar acreditar que o brasileiro de pontos corridos é melhor que o com mata-mata.
- prometo que vou fazer de tudo para melhorar este blog.
Bem, por quanto é isso. Quem quiser colaborar com sugestões será muito bem recebido aqui no boteco, inclusive com direito a uma rodada de cerveja por conta da casa.
- prometo não assistir a esse filme, nunca.
Depois, fiquei pensando em outras...
- prometo combater a volta da família Assis Moreira ao Olímpico por todo o sempre.
- prometo o máximo de empenho em aceitar a Arena do jeito está posto, inclusive sem definição de como ficará o quadro social para frequentar o local nos primeiros 20 anos.
- prometo que não vou ler nenhum livro de ex-jogador de futebol e de ex-dirigente de clube de futebol.
- prometo todo o esforço para acreditar tanto nos jogadores das categorias de base quanto o meu parceiro Francisco do Alegrete.
- prometo que vou tentar torcer para a seleção brasileira na Copa do Mundo (nunca torço, me é indiferente).
- prometo que vou tentar acreditar que o brasileiro de pontos corridos é melhor que o com mata-mata.
- prometo que vou fazer de tudo para melhorar este blog.
Bem, por quanto é isso. Quem quiser colaborar com sugestões será muito bem recebido aqui no boteco, inclusive com direito a uma rodada de cerveja por conta da casa.
sábado, 12 de dezembro de 2009
A festa de Danrlei e as vaias a Assis
Foi bonita a festa de despedida do goleiro Danrlei, um jogador recordista em conquista de títulos. O jogo do time Amigos de Danrlei contra o Grêmio de 1995 até que foi interessante. Ganhou o time de 95, 4 a 3, com uma ajudinha do Victor no segundo gol, marcado por Jardel. Acho que foi uma entregadinha amiga.
Foi bom rever alguns jogadores que marcaram seu nome na história. Dinho fez alguns lançamentos primorosos; Luis Carlos Goiano discreto e eficiente; Jardel sempre oportunista; a dupla Galvão e Adilson jogando o fino; Arce cruzando com perfeição. Todos mais velhos, cabelos grisalhos, carecas, barrigudinhos.
Dinho parecia um guri no final. Estava feliz porque seus filhos, que eram muito pequenos quando ele foi campeão da Libertadores, puderam ver o pai jogando com a camisa do Grêmio (réplica da camisa de 95, que será comercializada em breve) e tendo seu nome gritado por todo o estádio.
Eram mais de 33 mil torcedores.
Danrlei, é claro, chorou algumas vezes. Previsível, inevitável.
Previsível, também, o que aconteceu quando Assis, o irmão de Ronaldinho Gaúcho, entrou em campo.
Confesso que fiquei surpreso ao vê-lo à beira do campo com a camisa do Grêmio, a do time de 95. Assis, o sujeito que articulou aquela saída traiçoeira de RG, no Olímpico, com a camisa tricolor.
Não sei se foi cara de pau ou coragem. De qualquer maneira, acho que ele quis prestar uma homenagem sincera (?) a Danrlei, o que é louvável. Mas acabou provocando a torcida.
Ele foi muito vaiado. Quando entrou em campo e quando pegava na bola. A torcida gritou algumas coisas que nenhum dos repórteres ou narradores foi capaz de repetir. Portanto, fiquei sem saber o que a torcida dizia.
Mas o Assis ouviu, e isso é o que importa. A direção gremista, que andou abrindo as portas do Olímpico pra ele, também ouviu, e agora não tem mais dúvida sobre o sentimento da grande maioria da torcida.
Aliás, a cobertura estava irritante. Eu ansioso para saber quem tocava na bola, quem era quem, e narradores, repórteres e comentaristas falando abobrinha. Neste aspecto, nada supera o pessoal das TVs. Saudade do tempo em que eles narravam o jogo e emitiam menos opinião.
Se vão ao Olímpico para transmitir o jogo, que o façam da melhor maneira. As emissoras de rádio ainda fizeram razoavelmente esse papel, dizendo quem estava com a bola, etc. Em especial a Guaíba e a Band. A Gaúcha era muita conversa fiada, mas não tanto quanto a TV Com e a Sport TV.
Foi uma festa bonita, digna de um grande goleiro.
Foi bom rever alguns jogadores que marcaram seu nome na história. Dinho fez alguns lançamentos primorosos; Luis Carlos Goiano discreto e eficiente; Jardel sempre oportunista; a dupla Galvão e Adilson jogando o fino; Arce cruzando com perfeição. Todos mais velhos, cabelos grisalhos, carecas, barrigudinhos.
Dinho parecia um guri no final. Estava feliz porque seus filhos, que eram muito pequenos quando ele foi campeão da Libertadores, puderam ver o pai jogando com a camisa do Grêmio (réplica da camisa de 95, que será comercializada em breve) e tendo seu nome gritado por todo o estádio.
Eram mais de 33 mil torcedores.
Danrlei, é claro, chorou algumas vezes. Previsível, inevitável.
Previsível, também, o que aconteceu quando Assis, o irmão de Ronaldinho Gaúcho, entrou em campo.
Confesso que fiquei surpreso ao vê-lo à beira do campo com a camisa do Grêmio, a do time de 95. Assis, o sujeito que articulou aquela saída traiçoeira de RG, no Olímpico, com a camisa tricolor.
Não sei se foi cara de pau ou coragem. De qualquer maneira, acho que ele quis prestar uma homenagem sincera (?) a Danrlei, o que é louvável. Mas acabou provocando a torcida.
Ele foi muito vaiado. Quando entrou em campo e quando pegava na bola. A torcida gritou algumas coisas que nenhum dos repórteres ou narradores foi capaz de repetir. Portanto, fiquei sem saber o que a torcida dizia.
Mas o Assis ouviu, e isso é o que importa. A direção gremista, que andou abrindo as portas do Olímpico pra ele, também ouviu, e agora não tem mais dúvida sobre o sentimento da grande maioria da torcida.
Aliás, a cobertura estava irritante. Eu ansioso para saber quem tocava na bola, quem era quem, e narradores, repórteres e comentaristas falando abobrinha. Neste aspecto, nada supera o pessoal das TVs. Saudade do tempo em que eles narravam o jogo e emitiam menos opinião.
Se vão ao Olímpico para transmitir o jogo, que o façam da melhor maneira. As emissoras de rádio ainda fizeram razoavelmente esse papel, dizendo quem estava com a bola, etc. Em especial a Guaíba e a Band. A Gaúcha era muita conversa fiada, mas não tanto quanto a TV Com e a Sport TV.
Foi uma festa bonita, digna de um grande goleiro.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Os doutos do Grêmio e Marquinhos
O técnico Silas fez bem em indicar alguns jogadores do Avaí. Eu mesmo há havia chamado a atenção para três deles: Marquinhos (um Tcheco com mais vitalidade), William (um centroavante típico, matador) e Muriqui (um meio esperto, driblador e de futebol objetivo).
Gostei também dos volantes Léo Gago, que vai para o Vasco, e Ferdinando, bom cobrador de faltas. Tem ainda o zagueiro Émerson, firme, goleador.
Entre esses, o principal é Marquinhos. Por isso, ainda não consegui entender por que os doutos do futebol gremista não procuraram o jogador para contrata-lo imediatamente.
Li que eles esperam por uma definição de Hugo. Marquinhos não tem nada a ver com Hugo, são jogadores diferentes. Marquinhos é um articular, participativo, que faz o time jogar. Se a direção gremista pensa mesmo assim é porque entende de futebol ainda menos do que eu imagino.
Bem, quem contratou o volante Henrique da Campinense tendo volantes sobrando no Olímpico entre os profissionais e também entre os juniores...
Frase do Marquinhos: "Já joguei com o Souza no São Paulo. Minha característica é diferente da do Souza e da do Douglas. eu gosto mais de organizar o jogo, manter a posse de bola, tenho bom passe. Eu não gosto muito de driblar, prefiro dar velocidade à bola".
Hugo, se vier, vai ocupar o espaço do Douglas Costa e do Souza, nunca irá competir com Marquinhos. Aliás, Hugo será um reserva de luxo.
Ah, até quando o Grêmio vai esperar por Hugo e Borges? Enquanto isso deixa de contratar outros jogadores, que vão acabar em outros clubes.
FOSSATI VEM AÍ
O técnico uruguaio chega na segunda-feira. Gostaria de saber quais os critérios da dupla Fernando Carvalho/Piffero? Primeiro, tentaram Luxemburgo. Depois, Jorge Fossati. O que há de comum entre eles? Não sei.
No programa Ganhando o Jogo (ex-Terceiro Tempo, não me perguntem por que mudou o nome), o Fernando Carvalho entrou pelo telefone, trazido pelo Montanha.
Perguntei, maliciosamente, me segurando pra não rir:
- Se não der o Fossati, o Inter vai tentar o Celso Roth?
O Flávio Dal Pizzol soltou uma gargalhada.
- Esta é a minha resposta -, brincou o dirigente, referindo-se à risada do Flávio.
É, acho que o Roth, técnico que figurou duas vezes seguidas entre os três melhores do Brasileirão, vai continuar desempregado por mais alguns dias. Injustiça.
Gostei também dos volantes Léo Gago, que vai para o Vasco, e Ferdinando, bom cobrador de faltas. Tem ainda o zagueiro Émerson, firme, goleador.
Entre esses, o principal é Marquinhos. Por isso, ainda não consegui entender por que os doutos do futebol gremista não procuraram o jogador para contrata-lo imediatamente.
Li que eles esperam por uma definição de Hugo. Marquinhos não tem nada a ver com Hugo, são jogadores diferentes. Marquinhos é um articular, participativo, que faz o time jogar. Se a direção gremista pensa mesmo assim é porque entende de futebol ainda menos do que eu imagino.
Bem, quem contratou o volante Henrique da Campinense tendo volantes sobrando no Olímpico entre os profissionais e também entre os juniores...
Frase do Marquinhos: "Já joguei com o Souza no São Paulo. Minha característica é diferente da do Souza e da do Douglas. eu gosto mais de organizar o jogo, manter a posse de bola, tenho bom passe. Eu não gosto muito de driblar, prefiro dar velocidade à bola".
Hugo, se vier, vai ocupar o espaço do Douglas Costa e do Souza, nunca irá competir com Marquinhos. Aliás, Hugo será um reserva de luxo.
Ah, até quando o Grêmio vai esperar por Hugo e Borges? Enquanto isso deixa de contratar outros jogadores, que vão acabar em outros clubes.
FOSSATI VEM AÍ
O técnico uruguaio chega na segunda-feira. Gostaria de saber quais os critérios da dupla Fernando Carvalho/Piffero? Primeiro, tentaram Luxemburgo. Depois, Jorge Fossati. O que há de comum entre eles? Não sei.
No programa Ganhando o Jogo (ex-Terceiro Tempo, não me perguntem por que mudou o nome), o Fernando Carvalho entrou pelo telefone, trazido pelo Montanha.
Perguntei, maliciosamente, me segurando pra não rir:
- Se não der o Fossati, o Inter vai tentar o Celso Roth?
O Flávio Dal Pizzol soltou uma gargalhada.
- Esta é a minha resposta -, brincou o dirigente, referindo-se à risada do Flávio.
É, acho que o Roth, técnico que figurou duas vezes seguidas entre os três melhores do Brasileirão, vai continuar desempregado por mais alguns dias. Injustiça.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Nada de esperar por quem não quer vir
Se eu fosse dirigente de futebol provavelmente quebraria a cara em pouco tempo. Eu jamais insistiria na contratação de um jogador que não demonstrasse um bom grau vontade de defender o meu clube. É claro que seria mais ou menos tolerante dependendo do jogador, mas sempre fixaria um prazo (curto) para que o negócio fosse fechado.
No caso de Borges e Hugo, por exemplo, eu já teria desistido. Primeiro, porque não são importantes assim. São dois acessórios de boa qualidade para um time de ponta.
E é isso que eles são no SP e seriam no Grêmio. Ou o Grêmio é inferior ao SP?
Além do mais, Hugo pode bloquear a passagem de Douglas Costa. Entre ele e Marquinhos, do Avaí, sou mais o segundo, que é mais participativo, articulador, e também faz gols.
Em resumo, não adianta trazer jogador que vem pra cá pensando em proposta da Europa ou da Arábia.
Além disso, conforme lembrou o Danrlei no programa do Reche na Ulbra hoje à noite, o clube perde tempo com determinado jogador, enquanto outros acabam contratados pelos concorrentes.
É melhor garimpar talentos desconhecidos. Melhor e mais barato, e muitas vezes com resultados mais efetivos.
O mesmo vale para treinador. Começa a fazer muita onde, muito doce, é melhor descartar.
A direção colorada esteve reunida nesta noite, dia 10, em Montevidéu, com o técnico Jorge Fossati. Eu imaginava que Fossati viria correndo, e acho que FC e VP também. Mas ele está balançado por uma promessa da seleção equatoriana. Pediu tempo para responder.
Enquanto isso, Muricy Ramalho está para cair do Palmeiras. Ele seria uma contratação que a torcida colorada festejaria. Já o Fossati é uma aposta, embora me pareça um treinador muito bom pelo que vi da LDU. Além disso, um sujeito correto.
OS VENDEDORES
Aqueles que acusam o Inter de ser um clube vendedor, que só pensa em grana, deixando os títulos em segundo plano, até que não deixam de ter razão.
Levantamento feito por uma empresa de Portugal (Futebol Finance) aponta que o Inter lidera o ranking dos maiores vendedores no período entre 2003 e 2008. O Grêmio é o oitavo.
Os oito clubes que mais venderam arrecadaram um total de R$ 1 bilhão e 270 milhões.
Veja o quadro:
Internacional-RS – R$250,9 milhões (95,1 milhões de Euros) São Paulo-SP – R$217,8 milhões (82,5 milhões de Euros) Cruzeiro-MG* – R$181,0 milhões (68,6 milhões de Euros) Santos-SP – R$149,6 milhões (56,7 milhões de Euros) Atlético-PR – R$126,8 milhões (48,0 milhões de Euros) Corinthians-SP – R$125,2 milhões (47,4 milhões de Euros) Palmeiras-SP – R$116,7 milhões (44,2 milhões de Euros) Grêmio-RS – R$105,0 milhões (39,8 milhões de Euros)
QUEM AVISA AMIGO É
Celso Roth, eleito entre os três melhores técnicos do Brasileirão em 2008 e 2009, continua desempregado.
No caso de Borges e Hugo, por exemplo, eu já teria desistido. Primeiro, porque não são importantes assim. São dois acessórios de boa qualidade para um time de ponta.
E é isso que eles são no SP e seriam no Grêmio. Ou o Grêmio é inferior ao SP?
Além do mais, Hugo pode bloquear a passagem de Douglas Costa. Entre ele e Marquinhos, do Avaí, sou mais o segundo, que é mais participativo, articulador, e também faz gols.
Em resumo, não adianta trazer jogador que vem pra cá pensando em proposta da Europa ou da Arábia.
Além disso, conforme lembrou o Danrlei no programa do Reche na Ulbra hoje à noite, o clube perde tempo com determinado jogador, enquanto outros acabam contratados pelos concorrentes.
É melhor garimpar talentos desconhecidos. Melhor e mais barato, e muitas vezes com resultados mais efetivos.
O mesmo vale para treinador. Começa a fazer muita onde, muito doce, é melhor descartar.
A direção colorada esteve reunida nesta noite, dia 10, em Montevidéu, com o técnico Jorge Fossati. Eu imaginava que Fossati viria correndo, e acho que FC e VP também. Mas ele está balançado por uma promessa da seleção equatoriana. Pediu tempo para responder.
Enquanto isso, Muricy Ramalho está para cair do Palmeiras. Ele seria uma contratação que a torcida colorada festejaria. Já o Fossati é uma aposta, embora me pareça um treinador muito bom pelo que vi da LDU. Além disso, um sujeito correto.
OS VENDEDORES
Aqueles que acusam o Inter de ser um clube vendedor, que só pensa em grana, deixando os títulos em segundo plano, até que não deixam de ter razão.
Levantamento feito por uma empresa de Portugal (Futebol Finance) aponta que o Inter lidera o ranking dos maiores vendedores no período entre 2003 e 2008. O Grêmio é o oitavo.
Os oito clubes que mais venderam arrecadaram um total de R$ 1 bilhão e 270 milhões.
Veja o quadro:
Internacional-RS – R$250,9 milhões (95,1 milhões de Euros) São Paulo-SP – R$217,8 milhões (82,5 milhões de Euros) Cruzeiro-MG* – R$181,0 milhões (68,6 milhões de Euros) Santos-SP – R$149,6 milhões (56,7 milhões de Euros) Atlético-PR – R$126,8 milhões (48,0 milhões de Euros) Corinthians-SP – R$125,2 milhões (47,4 milhões de Euros) Palmeiras-SP – R$116,7 milhões (44,2 milhões de Euros) Grêmio-RS – R$105,0 milhões (39,8 milhões de Euros)
QUEM AVISA AMIGO É
Celso Roth, eleito entre os três melhores técnicos do Brasileirão em 2008 e 2009, continua desempregado.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Silas convence também nas entrevistas
Silas está me impressionando nas entrevistas. Mostra ser um sujeito sério, firme, compenetrado e conhecedor de futebol, inclusive todas as artimanhas e malícias que envolvem o esporte.
Mostrou, também, ser um profissional atento às perguntinhas tipo pegadinha que lhe são feitas por alguns colegas da imprensa, que, como é natural, querem sair da entrevista com uma manchete atraente, impactante. No lugar deles, faria o mesmo.
Mas o que não se pode é forçar a barra.
Hoje, na primeira entrevista de Silas no Olímpico, nesse objetivo de sair com uma manchete, o máximo que os setoristas do Grêmio conseguiram extrair do equilibrado técnico foi que ele é quem irá mandar no vestiário.
Houve quem percebesse na resposta uma indireta para Paulo Paixão, considerado um líder de vestiário. A frase foi explorada por alguns setores por esse lado malicioso, venenoso. Silas já estaria querendo se impor, mostrar que quem manda no galinheiro é o galo, e ele, Silas, é o galo.
Desde o tempo da bola de tento que quem manda no vestiário é o treinador. Aliás, a figura do preparador físico só foi aparecer lá pelo final dos anos 50, mas assumindo maior relevância no futebol a partir da década de 70, principalmente com Gilberto Tim.
Portanto, é um despautério (só para recuperar uma expressão do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça) alguém imaginar que Paulo Paixão, ou qualquer outro preparador físico, irá reinar no vestiário de algum clube que se preze.
É evidente que determinados preparadores conseguem ter sobre os jogadores uma ascendência até maior que a do técnico. Na real, o técnico é o cara mau, aquele que coloca jogador no banco, tira o craque e coloca o carregador de piano.
O preparador físico é o bonzinho, o sujeito que aconselha, que dá apoio, mas que também não deixa de cobrar e exigir trabalho. É quase um psicólogo, assim como deve ser também o treinador para poder administrar o bando de egos que vive no vestiário, e fazer com que eles se envolvam no trabalho e nos objetivos do clube.
Enfim, que vistam a camisa e joguem pelo time, pelo grupo, e não apenas por si próprios.
Então, quem manda no vestiário é o treinador, mas sempre com o apoio e a cumplicidade do preparador físico. E também dos dirigentes. É um trabalho de equipe, cuja última palavra cabe ao treinador, ao menos em relação à escalação e ao esquema tático.
NOS ACRÉSCIMOS
Fossati ainda não é o favorito da direção colorada, que trabalha com outro nome. Se não der certo, o Inter fecha até amanhã no máximo com o técnico uruguaio.
Ah, Celso Roth continua desempregado.
Mostrou, também, ser um profissional atento às perguntinhas tipo pegadinha que lhe são feitas por alguns colegas da imprensa, que, como é natural, querem sair da entrevista com uma manchete atraente, impactante. No lugar deles, faria o mesmo.
Mas o que não se pode é forçar a barra.
Hoje, na primeira entrevista de Silas no Olímpico, nesse objetivo de sair com uma manchete, o máximo que os setoristas do Grêmio conseguiram extrair do equilibrado técnico foi que ele é quem irá mandar no vestiário.
Houve quem percebesse na resposta uma indireta para Paulo Paixão, considerado um líder de vestiário. A frase foi explorada por alguns setores por esse lado malicioso, venenoso. Silas já estaria querendo se impor, mostrar que quem manda no galinheiro é o galo, e ele, Silas, é o galo.
Desde o tempo da bola de tento que quem manda no vestiário é o treinador. Aliás, a figura do preparador físico só foi aparecer lá pelo final dos anos 50, mas assumindo maior relevância no futebol a partir da década de 70, principalmente com Gilberto Tim.
Portanto, é um despautério (só para recuperar uma expressão do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça) alguém imaginar que Paulo Paixão, ou qualquer outro preparador físico, irá reinar no vestiário de algum clube que se preze.
É evidente que determinados preparadores conseguem ter sobre os jogadores uma ascendência até maior que a do técnico. Na real, o técnico é o cara mau, aquele que coloca jogador no banco, tira o craque e coloca o carregador de piano.
O preparador físico é o bonzinho, o sujeito que aconselha, que dá apoio, mas que também não deixa de cobrar e exigir trabalho. É quase um psicólogo, assim como deve ser também o treinador para poder administrar o bando de egos que vive no vestiário, e fazer com que eles se envolvam no trabalho e nos objetivos do clube.
Enfim, que vistam a camisa e joguem pelo time, pelo grupo, e não apenas por si próprios.
Então, quem manda no vestiário é o treinador, mas sempre com o apoio e a cumplicidade do preparador físico. E também dos dirigentes. É um trabalho de equipe, cuja última palavra cabe ao treinador, ao menos em relação à escalação e ao esquema tático.
NOS ACRÉSCIMOS
Fossati ainda não é o favorito da direção colorada, que trabalha com outro nome. Se não der certo, o Inter fecha até amanhã no máximo com o técnico uruguaio.
Ah, Celso Roth continua desempregado.
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