Faz uns dez anos, surgiu a informação de que o Manchester United tinha interesse num juvenil de 15 anos, do Grêmio. Bruno, o nome dele. Um novo Ronaldinho Gaúcho, diziam dele os mais comedidos. Os mais entusiasmados vislumbravam um novo Pelé.
A proposta do clube inglês era de 500 mil dólares, muita grana para aquela época.
Fiquei curioso. Nessa época eu ficava na redação, bunda acomodada na cadeira, ouvido colado no telefone para furar a concorrência.
Naquela noite foi diferente. Eu tinha que conferir de perto a informação que havíamos recebido. Descobri onde ficava a casa da família do jogador, ali pros lados da PUC. Fui até lá acompanhado de um fotógrafo, acho que o Ricardo Giusti ou o José Ernesto. Bem, está nos anais do CP.
Era uma casa humilde, instalada num terreno da prefeitura, destinado a uma praça. Fomos bem recebidos pelo Joaquim, pai do guri, ex-jogador do Inter e funcionário do Grêmio. Logo apareceu a mãe de Bruno e o próprio, com uma camisa do Manchester nas mãos.
Conversamos rapidamente – eu precisava retornar à redação para escrever a matéria – e tiramos umas fotos. A família estava inclinada a continuar no Olímpico, rejeitando a oferta então milionária.
Saí dali convencido de que Bruno ficaria em troca de um aumento, uma casa para os pais, etc. E não deu outra.
Bruno ficou, perdeu o cavalo encilhado. O guri tímido se revelou mais forte que o guri talentoso. Bruno nunca deslanchou. Não conseguiu carregar o fardo de ser apontado como sucessor de Ronaldinho Gaúcho.
Fez alguns bons jogos, e eu mesmo cheguei a me enganar. Via nele um jogador dos mais talentosos, diferente de RG, mas também com muitas qualidades.
Bruno sumiu. Antes disso, passou por grandes clubes, sem sucesso. Chegou a ser conhecido como Bruno Soneca. A última informação que tive é que jogava no RS ou no Porto Alegre, talvez no Cerâmica.
Lembro de Bruno, o guri que conheci cheio de sonhos e esperança, a propósito de Andrigo.
O nome me remete imediatamente a Endrigo, Sergio Endrigo, cantor italiano, autor (?) de uma das mais belas músicas dos anos 60 e 70: Io che amo solo te, canção que ouço agora graças ao You Tube enquanto escrevo estas mal traçadas.
Andrigo tem 15 anos. Joga no Inter. Foi destaque no mundial sub-15, uma dessas competições feitas para os mega empresários piratearem jovens talentos do segundo e terceiro mundos.
A proposta que o guri recebeu seria de 5 milhões de euros, pra ele. Nada para o Inter ou para o investidor Sonda. O clube receberia uma esmola pela formação.
Com esse dinheiro, mesmo que fracasse, que nunca deslanche, Andrigo estará rico. Poderá proporcionar uma vida confortável, no mínimo, a seus pais, sonho de todo guri pobre que ascende na vida.
Andrigo pode ser um novo RG, um novo Pelé, um novo Alexandre Pato.
Mas pode ser também um novo Bruno.
SAIDEIRA
Sensacional o artigo do David Coimbra na página 2 de ZH. Exalta a figura do meu maior e único ídolo na política: Leonel Brizola. Vou recortar e emoldurar. Se pudesse, esfregaria na cara de muita gente calhorda que aí está. De todos os partidos.
David só não referiu, talvez por falta de espaço, que Brizola, ao vivo, na TV, chegou a propor a Lula uma aliança para derrotar Collor. Mas Lula (que virou Lulla), assim como seu partido, queria assumir o poder sozinho. Mesmo que isso custasse a vitória de Collor, hoje um grande amigo, parceirão.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A instabilidade gremista e o Inter à espera do banquete
Decididamente, Maylson caiu em desgraça no Olímpico. E com ele caem as chances de o Grêmio terminar o Brasileiro entre os melhores.
Renato melhorou o Grêmio, sem dúvida. Os resultados estão aí. O time corre mais. Agora, a instabilidade técnica e tática que havia com Silas permanece.
Uma análise serena e crítica aponta que alguns resultados positivos foram alcançados no detalhe. Assim como venceu, poderia ter perdido ou empatado.
Ontem, no Olímpico, que já foi uma trincheira onde o Grêmio era imbatível e que desmoronou na gestão Duda/Meira/Silas, o time deixou escapar uma vitória nos minutos finais.
Questão de ordem: estará o Olímpico amuado, aborrecido e revoltado com essa história de ser demolido e trocado por uma Arena?
Para mim – e não desprezo opiniões em contrário -, o problema maior está no esquema. A opção pelo esquema com dois volantes e dois meias (sendo que um só corre, não pensa e erra jogadas simples) é um erro. Se os dois meias fossem, por exemplo, Hernanes e Kaká, nenhuma objeção. Mas são Souza (argh) e Douglas.
Diante disso, é difícil entender por que Maylson segue fora do time. Souza ocupa a posição indevidamente. Marca mal, articula mal e conclui mal. Este é o momento de Souza. Será que Renato o escala no carteiraço?
Ontem, Maylson poderia ter entrado. Renato optou por Roberson e Fernando. Maylson joga mais que esses dois, ou pelo menos já mostrou mais que os dois este ano. Muito mais.
Por que Maylson sequer entra na equipe? Eu pergunto e arrisco uma resposta: se ele entrasse no jogo poderia jogar muito melhor que o Souza, e aí Renato ficaria com dificuldade para insistir com o seu preferido. Sinceramente, espero estar errado nesta minha hipótese.
Maylson, no momento e na função de terceiro jogador de meio-campo, joga mais do que o Souza. Dá mais consistência ao setor e ao mesmo tempo é mais efetivo na frente. É um dos goleadores do time na temporada. Renato não sabe disso?
Quantos gols Souza marcou?
O próprio Renato justifica o desempenho de Souza pelo tempo que ficou parado. Mas se admite que Souza não está bem, sendo até vaiado, por que ele continua titular? Vai entrar em forma jogando e comprometendo a campanha do time? Não seria melhor entrar nos jogos e, quando e se passar a jogar mais, aí sim ser titular?
Renato ainda não entendeu que seu time precisa ser encorpado, ter uma estrutura mais forte de marcação. Os jogadores da defesa são apenas razoáveis, que ora jogam um pouco melhor, ora comprometem. Com um meio-campo de mais pegada, a defesa daria resposta melhor e não tomaria um gol bobo como o de empate do Flamengo.
Se Renato não vê isso, então já me dou por satisfeito só pelo fato de não ser rebaixado de novo.
SAIDEIRA
Escrevo pouco sobre o Inter porque a fase é de expectativa para a decisão do mundial em dezembro. Se eu posso deixar de escrever, o Inter não pode parar de jogar. O Inter espera o tempo passar jogando. Precisa cumprir a tabela de jogos. Isso não impede que pense também no título do Brasileiro. O time procura se manter na ponta de cima, à espera que os líderes fraquejem e caiam. O Inter faz a sua parte, mas sem esquecer que logo ali está o que realmente interessa: o bi mundial. O Brasileirão, portanto, é apenas o aperitivo, no máximo o prato de entrada do banquete que se aproxima.
FECHANDO A CONTA
Se eu começar a atacar a mídia, chama-la de golpista e tudo mais, será que serei beneficiado com um contrato parecido com o que recebeu o jornalista e blogueiro Luís Nassif ? Vejam esta notícia do Portal Imprensa:
Segundo o Estadão, ele teria sido contratado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) há uma semana, sem licitação, para prestar serviços de "entrevistador" e comentarista nos programas "Repórter Brasil" e "Programa 3 a 1", exibidos pela TV Brasil. A EBC pagará R$ 180 mil pelos serviços de Nassif, conforme publicado no Diário Oficial da União. O contrato do jornalista com a estatal terá vigência de seis meses e foi assinado pela presidente da empresa, Tereza Cruvinel, na última quinta-feira (16).
Nassif faz parte do conselho consultivo do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que integra a organização "Contra o Golpismo Midiático e em Defesa da Democracia". Em seu blog, Nassif havia publicado comentários de leitores sobre o protesto contra a imprensa, marcado para acontecer nesta quinta (23), em São Paulo (SP), e organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
FECHANDO A CONTA II
A organização acima diz defender a democracia. O que ela achou da declaração do presidente Lula querendo a extinção de um partido político que lhe faz oposição? Será esta a democracia que esse grupo defende? A democracia de uma só voz?
DE ÚLTIMA
Como se esperava, Mano não convocou Neymar. Fez muito bem. O guri é um talento, mas precisa de limites.
Giuliano foi chamado. Também é justo. Idem o Vitor.
Renato melhorou o Grêmio, sem dúvida. Os resultados estão aí. O time corre mais. Agora, a instabilidade técnica e tática que havia com Silas permanece.
Uma análise serena e crítica aponta que alguns resultados positivos foram alcançados no detalhe. Assim como venceu, poderia ter perdido ou empatado.
Ontem, no Olímpico, que já foi uma trincheira onde o Grêmio era imbatível e que desmoronou na gestão Duda/Meira/Silas, o time deixou escapar uma vitória nos minutos finais.
Questão de ordem: estará o Olímpico amuado, aborrecido e revoltado com essa história de ser demolido e trocado por uma Arena?
Para mim – e não desprezo opiniões em contrário -, o problema maior está no esquema. A opção pelo esquema com dois volantes e dois meias (sendo que um só corre, não pensa e erra jogadas simples) é um erro. Se os dois meias fossem, por exemplo, Hernanes e Kaká, nenhuma objeção. Mas são Souza (argh) e Douglas.
Diante disso, é difícil entender por que Maylson segue fora do time. Souza ocupa a posição indevidamente. Marca mal, articula mal e conclui mal. Este é o momento de Souza. Será que Renato o escala no carteiraço?
Ontem, Maylson poderia ter entrado. Renato optou por Roberson e Fernando. Maylson joga mais que esses dois, ou pelo menos já mostrou mais que os dois este ano. Muito mais.
Por que Maylson sequer entra na equipe? Eu pergunto e arrisco uma resposta: se ele entrasse no jogo poderia jogar muito melhor que o Souza, e aí Renato ficaria com dificuldade para insistir com o seu preferido. Sinceramente, espero estar errado nesta minha hipótese.
Maylson, no momento e na função de terceiro jogador de meio-campo, joga mais do que o Souza. Dá mais consistência ao setor e ao mesmo tempo é mais efetivo na frente. É um dos goleadores do time na temporada. Renato não sabe disso?
Quantos gols Souza marcou?
O próprio Renato justifica o desempenho de Souza pelo tempo que ficou parado. Mas se admite que Souza não está bem, sendo até vaiado, por que ele continua titular? Vai entrar em forma jogando e comprometendo a campanha do time? Não seria melhor entrar nos jogos e, quando e se passar a jogar mais, aí sim ser titular?
Renato ainda não entendeu que seu time precisa ser encorpado, ter uma estrutura mais forte de marcação. Os jogadores da defesa são apenas razoáveis, que ora jogam um pouco melhor, ora comprometem. Com um meio-campo de mais pegada, a defesa daria resposta melhor e não tomaria um gol bobo como o de empate do Flamengo.
Se Renato não vê isso, então já me dou por satisfeito só pelo fato de não ser rebaixado de novo.
SAIDEIRA
Escrevo pouco sobre o Inter porque a fase é de expectativa para a decisão do mundial em dezembro. Se eu posso deixar de escrever, o Inter não pode parar de jogar. O Inter espera o tempo passar jogando. Precisa cumprir a tabela de jogos. Isso não impede que pense também no título do Brasileiro. O time procura se manter na ponta de cima, à espera que os líderes fraquejem e caiam. O Inter faz a sua parte, mas sem esquecer que logo ali está o que realmente interessa: o bi mundial. O Brasileirão, portanto, é apenas o aperitivo, no máximo o prato de entrada do banquete que se aproxima.
FECHANDO A CONTA
Se eu começar a atacar a mídia, chama-la de golpista e tudo mais, será que serei beneficiado com um contrato parecido com o que recebeu o jornalista e blogueiro Luís Nassif ? Vejam esta notícia do Portal Imprensa:
Segundo o Estadão, ele teria sido contratado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) há uma semana, sem licitação, para prestar serviços de "entrevistador" e comentarista nos programas "Repórter Brasil" e "Programa 3 a 1", exibidos pela TV Brasil. A EBC pagará R$ 180 mil pelos serviços de Nassif, conforme publicado no Diário Oficial da União. O contrato do jornalista com a estatal terá vigência de seis meses e foi assinado pela presidente da empresa, Tereza Cruvinel, na última quinta-feira (16).
Nassif faz parte do conselho consultivo do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, que integra a organização "Contra o Golpismo Midiático e em Defesa da Democracia". Em seu blog, Nassif havia publicado comentários de leitores sobre o protesto contra a imprensa, marcado para acontecer nesta quinta (23), em São Paulo (SP), e organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
FECHANDO A CONTA II
A organização acima diz defender a democracia. O que ela achou da declaração do presidente Lula querendo a extinção de um partido político que lhe faz oposição? Será esta a democracia que esse grupo defende? A democracia de uma só voz?
DE ÚLTIMA
Como se esperava, Mano não convocou Neymar. Fez muito bem. O guri é um talento, mas precisa de limites.
Giuliano foi chamado. Também é justo. Idem o Vitor.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O furacão Silas e a frase do Caetano
O estrago que Silas fez em sua passagem pelo Olímpico não pode ser comparado ao do furacão Katrina que devastou parte dos EUA cinco anos atrás, muito menos ao que fazem determinados grupos unidos para desviar recursos públicos e acabar com o que resta da ética e da moralidade neste país do ‘nunca antes’.
É certo, também, que outros treinadores fizeram até pior que o atual treinador do Flamengo. O mesmo vale para alguns dirigentes. Até o hoje o clube sofre com heranças malditas, o que contribui para esse longo período sem títulos de expressão.
A diferença é que a presença de Silas é mais recente. O corpo ainda está quente, como diria um detetive apalpando um cadáver jogado num beco qualquer.
Por isso, é no mínimo interessante essa volta de Silas ao Olímpico, de onde saiu sem deixar saudades.
Acredito que o douto Luís Onofre Meira, que o manteve mais tempo que o bom senso poderia tolerar, irá recebÊ-lo no aeroporto. O criador e a criatura. Quem sabe não irão juntos a um culto religioso, sem esquecer de passar na ‘caixinha’?
Na verdade, Silas até nem tem culpa. Ou pelo menos sua culpa é menor. Nem culpo Meira por investir em Silas. Eu mesmo achei que poderia ser uma opção, já que Tite não estava nos planos, muito menos Renato Portaluppi, nome que defendi no ano passado.
Então, foi uma aposta do Meira. Responsabilizo esse dirigente por ter insistido demais, percebendo que o time afundava cada vez mais.
Eis aí a culpa de Meira: a incapacidade de agir na hora certa. Ah, tem outra: quando agiu, agiu mal.
A situação do Grêmio no campeonato seria outra, muito melhor, se Silas tivesse sido deletado do clube muito antes.
Hoje, ele volta. E eu saúdo sua volta. Estou feliz, porque agora ele está do outro lado.
Tenho pena do Flamengo.
Agora, todo o cuidado é pouco. Alguém acredita que as arbitragens não vão começar a errar mais seguidamente a favor do Flamengo?
Vamos ver como será já nesta quarta-feira.
SAIDEIRA
Gosto do Caetano Veloso. Cada vez gosto mais do irmão da Maria Betânia. Aliás, até hoje tem quem acredite que Betânia é a identidade secreta do Caetano, assim como Peter Parker e o Homem Aranha.
As últimas declarações de Caetano são maravilhosas. Um alento para a minha alma tão sofrida, um bálsamo, quase como a voz das cariocas que deixei cheio de dor e saudade depois de três dias no Rio.
Classificar de 'golpista'a afirmação do presidente ao defender o fim do DEM...
Ah, Caetano.
Alguma coisa acontece no meu coração...
É certo, também, que outros treinadores fizeram até pior que o atual treinador do Flamengo. O mesmo vale para alguns dirigentes. Até o hoje o clube sofre com heranças malditas, o que contribui para esse longo período sem títulos de expressão.
A diferença é que a presença de Silas é mais recente. O corpo ainda está quente, como diria um detetive apalpando um cadáver jogado num beco qualquer.
Por isso, é no mínimo interessante essa volta de Silas ao Olímpico, de onde saiu sem deixar saudades.
Acredito que o douto Luís Onofre Meira, que o manteve mais tempo que o bom senso poderia tolerar, irá recebÊ-lo no aeroporto. O criador e a criatura. Quem sabe não irão juntos a um culto religioso, sem esquecer de passar na ‘caixinha’?
Na verdade, Silas até nem tem culpa. Ou pelo menos sua culpa é menor. Nem culpo Meira por investir em Silas. Eu mesmo achei que poderia ser uma opção, já que Tite não estava nos planos, muito menos Renato Portaluppi, nome que defendi no ano passado.
Então, foi uma aposta do Meira. Responsabilizo esse dirigente por ter insistido demais, percebendo que o time afundava cada vez mais.
Eis aí a culpa de Meira: a incapacidade de agir na hora certa. Ah, tem outra: quando agiu, agiu mal.
A situação do Grêmio no campeonato seria outra, muito melhor, se Silas tivesse sido deletado do clube muito antes.
Hoje, ele volta. E eu saúdo sua volta. Estou feliz, porque agora ele está do outro lado.
Tenho pena do Flamengo.
Agora, todo o cuidado é pouco. Alguém acredita que as arbitragens não vão começar a errar mais seguidamente a favor do Flamengo?
Vamos ver como será já nesta quarta-feira.
SAIDEIRA
Gosto do Caetano Veloso. Cada vez gosto mais do irmão da Maria Betânia. Aliás, até hoje tem quem acredite que Betânia é a identidade secreta do Caetano, assim como Peter Parker e o Homem Aranha.
As últimas declarações de Caetano são maravilhosas. Um alento para a minha alma tão sofrida, um bálsamo, quase como a voz das cariocas que deixei cheio de dor e saudade depois de três dias no Rio.
Classificar de 'golpista'a afirmação do presidente ao defender o fim do DEM...
Ah, Caetano.
Alguma coisa acontece no meu coração...
domingo, 19 de setembro de 2010
Rio, Serra e a doçura das cariocas
Antes que algu[em estranhe minha ausência aqui no boteco, informou que estou no RJ desde sexta-feira. Precisei fazer uma pausa para refletir, pensar na vida.
As últimas notícias vindas de Brasília sáo apavorantes. Talvez sumir no Casaquistáo seja mesmo a última saída.
No futebol, as coisas náo es'~ao melhores. Duvido que o Grêmio vença o Avaí. A segundona ainda é uma ameaça.
Parei numa banca de revistas. A Veja segue com fortes denúncias, comprovadas com depoimentos e documentos. A cada edição uma lição de jornalismo, de verdade.
A Isto É segue oficialista. Vergonha. Na capa, uma entrevista exclusiva com a Erenice, amigona da Dilma. Erenice diz que foi traída.
Se ele foi traída o que dirá o trabalhador que paga seus impostos e ve esse dinheiro na bola, na mala e nas cuecas de uns e outros?
Hoje, caminhando em Ipanema, deparei com uma grande passeata junto ao mar de militantes da candidatura Serra. Muita gente. muita alegria. Músicas falando de corrupção e coisa e tal. Marchinhas alegres. Por momentos fiquei feliz, e cheguei a sonhar que Serra venceria a eleição. Foram alguns segundos de felicidade.
Minha previsão, agora, é de que as pesquisas vão começar a apontar um `"crescimento"de Serra, porque a manipulação j[a foi feita. Até para explicar uma possível "reviravolta" diante dos dados forjados apresentados até agora de vantagem avassaladora da amiga da Erenice.
Volto amanha, dia 20, no começo da noite. Na hora do jogo do Grêmio estarei refugiado num teatro. Saio do teatro só depois do jogo.
Terei uma hora e meia sem notícias ruins.
SAIDEIRA
Sábado, entrei em meia duzia de lojas só para ser atendido por vendedoras cariocas.É uma doçura o jeitinho de falar das cariocas. Faz bem aos ouvidos, para a alma, um canto de sereias. São ésses intermináveis, me fazem sonhar.
Não sei se volto.
As últimas notícias vindas de Brasília sáo apavorantes. Talvez sumir no Casaquistáo seja mesmo a última saída.
No futebol, as coisas náo es'~ao melhores. Duvido que o Grêmio vença o Avaí. A segundona ainda é uma ameaça.
Parei numa banca de revistas. A Veja segue com fortes denúncias, comprovadas com depoimentos e documentos. A cada edição uma lição de jornalismo, de verdade.
A Isto É segue oficialista. Vergonha. Na capa, uma entrevista exclusiva com a Erenice, amigona da Dilma. Erenice diz que foi traída.
Se ele foi traída o que dirá o trabalhador que paga seus impostos e ve esse dinheiro na bola, na mala e nas cuecas de uns e outros?
Hoje, caminhando em Ipanema, deparei com uma grande passeata junto ao mar de militantes da candidatura Serra. Muita gente. muita alegria. Músicas falando de corrupção e coisa e tal. Marchinhas alegres. Por momentos fiquei feliz, e cheguei a sonhar que Serra venceria a eleição. Foram alguns segundos de felicidade.
Minha previsão, agora, é de que as pesquisas vão começar a apontar um `"crescimento"de Serra, porque a manipulação j[a foi feita. Até para explicar uma possível "reviravolta" diante dos dados forjados apresentados até agora de vantagem avassaladora da amiga da Erenice.
Volto amanha, dia 20, no começo da noite. Na hora do jogo do Grêmio estarei refugiado num teatro. Saio do teatro só depois do jogo.
Terei uma hora e meia sem notícias ruins.
SAIDEIRA
Sábado, entrei em meia duzia de lojas só para ser atendido por vendedoras cariocas.É uma doçura o jeitinho de falar das cariocas. Faz bem aos ouvidos, para a alma, um canto de sereias. São ésses intermináveis, me fazem sonhar.
Não sei se volto.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Roth, Renato e a urgente volantização do Grêmio
Celso Roth tem seus defeitos, mas ele guarda uma virtude que aprecio muito: gosta de armar seus times a partir de volantes. O Tite, que deveria ter voltado ao Grêmio há muito tempo, também é assim. Idem o Mano. E mais que idem o Felipão.
O Grêmio campeão da Libertadores com Felipão tinha três volantes: Dinho, Goiano e Émerson. Mais solto, Carlos Miguel. Na frente Paulo Nunes e Jardel.
É claro que ter três volantes não garante vitórias, mas é uma base para armar uma equipe capaz de vencer mais do que perder.
Se a felicidade não existe, não passa de um número maior de situações felizes; também não existe o time imbatível, mas aquele que vence mais do que perde. E, principalmente, vence na hora certa, na hora da decisão.
O Inter encarou o SP com três volantes. Dois deles reservas, só Tinga de titular. Mas manteve a estrutura, a ideia, a proposta, a filosofia de jogo.
Coisa simples, mas talvez por ser tão simples não existe no Grêmio, que ficou sofisticado com seu presidente fashion e com aquele vice que inventou o gentleman Autuori.
O Inter venceu por 3 a 1, humilhou o SP diante de sua torcida. O SP virou freguês de caderno.
Gostaria que Renato Portaluppi se mirasse nos técnicos que citei, e não no Silas, ou no Autuori, que passagem danosa pelo Olímpico. Renato, como seu antecessor, gosta de jogar com dois volantes. E, a exemplo de seu antecessor, vai dançar logo, logo, e com ele o Grêmio.
A salvação de Renato, e do Grêmio, é mudar seu conceito. ainda há tempo. Se ele tivesse dois meias de grande qualidade, ainda seria aceitável que mantivesse o esquema atual, mas nem Douglas, e muito menos e ventilador Souza, que parece ter um cérebro do tamano de uma ervilha, são craques. Longe, muito longe disso.
Gosto do Douglas, e também acho que Souza, em forma, pode ser útil. Mas não é o que estamos vendo. Não há nada que justifique sua presença no time. Ainda mais que no banco está Maylson. Ah, mas Maylson é comportado, não cria caso, não dá declarações polêmicas, não fala demais. E ainda por cima é da casa. E se é da casa, que espere sua chance, que virá quando 'os de fora' não puderem jogar.
Maylson não é o salvador da pátria, mas ao menos com ele se reconstitui um modelo que deu certo no próprio Grêmio, três meses atrás.
Não há no Olímpico alguém para encostar no Renato e transmitir essa informação pra ele? Ou já fizeram isso e ele não deu bola?
E mais: quando contrataram Renato não perguntaram qual o esquema que ele gosta de usar? Ou se preocuparam apenas em trazer um nome para sacudir a torcida?
Não é assim que se faz futebol.
Futebol exige planejamento, seriedade, organização. O factóide no futebol tem a duração de um grito de gol.
Se Renato não seguir o exemplo de Roth, povoando o meio-campo com jogadores que marquem e saiam rapidamente para o ataque, será atropelado e sequer terá tempo para anotar a placa.
Volantização é a salvação!
Vamos ver o que ele fará contra o Avaí. Estou começando a ficar apavorado. Pior que isso só o que estão apontando as pesquisas eleitorais.
O Grêmio campeão da Libertadores com Felipão tinha três volantes: Dinho, Goiano e Émerson. Mais solto, Carlos Miguel. Na frente Paulo Nunes e Jardel.
É claro que ter três volantes não garante vitórias, mas é uma base para armar uma equipe capaz de vencer mais do que perder.
Se a felicidade não existe, não passa de um número maior de situações felizes; também não existe o time imbatível, mas aquele que vence mais do que perde. E, principalmente, vence na hora certa, na hora da decisão.
O Inter encarou o SP com três volantes. Dois deles reservas, só Tinga de titular. Mas manteve a estrutura, a ideia, a proposta, a filosofia de jogo.
Coisa simples, mas talvez por ser tão simples não existe no Grêmio, que ficou sofisticado com seu presidente fashion e com aquele vice que inventou o gentleman Autuori.
O Inter venceu por 3 a 1, humilhou o SP diante de sua torcida. O SP virou freguês de caderno.
Gostaria que Renato Portaluppi se mirasse nos técnicos que citei, e não no Silas, ou no Autuori, que passagem danosa pelo Olímpico. Renato, como seu antecessor, gosta de jogar com dois volantes. E, a exemplo de seu antecessor, vai dançar logo, logo, e com ele o Grêmio.
A salvação de Renato, e do Grêmio, é mudar seu conceito. ainda há tempo. Se ele tivesse dois meias de grande qualidade, ainda seria aceitável que mantivesse o esquema atual, mas nem Douglas, e muito menos e ventilador Souza, que parece ter um cérebro do tamano de uma ervilha, são craques. Longe, muito longe disso.
Gosto do Douglas, e também acho que Souza, em forma, pode ser útil. Mas não é o que estamos vendo. Não há nada que justifique sua presença no time. Ainda mais que no banco está Maylson. Ah, mas Maylson é comportado, não cria caso, não dá declarações polêmicas, não fala demais. E ainda por cima é da casa. E se é da casa, que espere sua chance, que virá quando 'os de fora' não puderem jogar.
Maylson não é o salvador da pátria, mas ao menos com ele se reconstitui um modelo que deu certo no próprio Grêmio, três meses atrás.
Não há no Olímpico alguém para encostar no Renato e transmitir essa informação pra ele? Ou já fizeram isso e ele não deu bola?
E mais: quando contrataram Renato não perguntaram qual o esquema que ele gosta de usar? Ou se preocuparam apenas em trazer um nome para sacudir a torcida?
Não é assim que se faz futebol.
Futebol exige planejamento, seriedade, organização. O factóide no futebol tem a duração de um grito de gol.
Se Renato não seguir o exemplo de Roth, povoando o meio-campo com jogadores que marquem e saiam rapidamente para o ataque, será atropelado e sequer terá tempo para anotar a placa.
Volantização é a salvação!
Vamos ver o que ele fará contra o Avaí. Estou começando a ficar apavorado. Pior que isso só o que estão apontando as pesquisas eleitorais.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
E a festa virou velório
O técnico Renato avaliou que o time não repetiu jogos anteriores, caiu de rendimento em relação ao que vinha jogando.
Não é verdade. O Grêmio jogou o que vinha jogando. Nem mais nem menos.
O Grêmio somou alguns pontos e saiu da zona de rebaixamento, mas em todos os jogos o time sofreu muito, penou para empatar e vencer. Foram jogos equilibrados. O Grêmio venceu como poderia ter perdido.
É claro que o time cresceu com Renato, mas ainda falta muito futebol para ambicionar algo mais que uma vaga na Sul-Americana.
Nesta noite, que começou com festa e terminou em clima de velório, o Grêmio poderia ter vencido o Palmeiras. E também poderia ter perdido. Exatamente como foi nos outros jogos. O Grêmio ainda está devendo uma atuação convicente, alentadora.
Desta vez os ventos não sopraram a favor do Grêmio, que deixou o campo, no dia de seus 107 anos de existência, amargando uma derrota por 2 a 1. A dupla de área titular fez falta. Neuton é bom jogador, mas deu mole no lance do primeiro gol.
Mais uma vez a arbitragem, na dúvida, pendeu para o adversário. Normalmente isso acontece nos jogos fora de casa. A juizada não respeita mais o Olímpico, a exemplo dos adversários, que desde Silas fazem da casa gremista um salão para suas festas.
Difícil entender é a insistência de Renato com Souza. Depois do jogo, o técnico admitiu que Souza, que vem de longa parada, ainda está abaixo do que pode render. Mesmo admitindo isso, o mantém em campo quase até o final.
Quem tem Maylson para jogar na função erra ao insistir com Souza, um ventilador, uma enceradeira, esforçado, mas pouco eficiente e objetivo. Comece com Maylson e coloque Souza aos poucos. É a minha sugestão.
Para culminar, a lesão do Borges. Ficará fora uns 30 dias, é a estimativa.
Se for para contratar cabeça de bagre, que se invista no Robertson e no Bergson, fixando Jonas como centroavante. Roberson tem jogado muito bem.
Contratação agora só na série B. Ou no exterior. Quem sabe um argentino, um paraguaio ou um uruguaio?
Está faltando um castelhano nesse time.
Para completar, os dois laterais não foram bem. Gabriel ainda não me convenceu. Senti saudade do Edilson. E o Fábio Santos é isso aí.
Não é verdade. O Grêmio jogou o que vinha jogando. Nem mais nem menos.
O Grêmio somou alguns pontos e saiu da zona de rebaixamento, mas em todos os jogos o time sofreu muito, penou para empatar e vencer. Foram jogos equilibrados. O Grêmio venceu como poderia ter perdido.
É claro que o time cresceu com Renato, mas ainda falta muito futebol para ambicionar algo mais que uma vaga na Sul-Americana.
Nesta noite, que começou com festa e terminou em clima de velório, o Grêmio poderia ter vencido o Palmeiras. E também poderia ter perdido. Exatamente como foi nos outros jogos. O Grêmio ainda está devendo uma atuação convicente, alentadora.
Desta vez os ventos não sopraram a favor do Grêmio, que deixou o campo, no dia de seus 107 anos de existência, amargando uma derrota por 2 a 1. A dupla de área titular fez falta. Neuton é bom jogador, mas deu mole no lance do primeiro gol.
Mais uma vez a arbitragem, na dúvida, pendeu para o adversário. Normalmente isso acontece nos jogos fora de casa. A juizada não respeita mais o Olímpico, a exemplo dos adversários, que desde Silas fazem da casa gremista um salão para suas festas.
Difícil entender é a insistência de Renato com Souza. Depois do jogo, o técnico admitiu que Souza, que vem de longa parada, ainda está abaixo do que pode render. Mesmo admitindo isso, o mantém em campo quase até o final.
Quem tem Maylson para jogar na função erra ao insistir com Souza, um ventilador, uma enceradeira, esforçado, mas pouco eficiente e objetivo. Comece com Maylson e coloque Souza aos poucos. É a minha sugestão.
Para culminar, a lesão do Borges. Ficará fora uns 30 dias, é a estimativa.
Se for para contratar cabeça de bagre, que se invista no Robertson e no Bergson, fixando Jonas como centroavante. Roberson tem jogado muito bem.
Contratação agora só na série B. Ou no exterior. Quem sabe um argentino, um paraguaio ou um uruguaio?
Está faltando um castelhano nesse time.
Para completar, os dois laterais não foram bem. Gabriel ainda não me convenceu. Senti saudade do Edilson. E o Fábio Santos é isso aí.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Noite de 'festa' e o poder de Odone
Em outra circunstância o jogo desta quarta-feira no Olímpico seria de festa e confraternização.
Afinal, é o jogo mil do Grêmio no Brasileirão; justo na data de aniversário do clube; e com dois ídolos, dois dos maiores ídolos, frente a frente.
O problema é que não há clima pra frescura.
Grêmio e Palmeiras já abusaram demais, ultrapassaram a cota de maus resultados no campeonato e hoje precisam vencer para galgar posições mais dignas.
Por isso, fora os cumprimentos e sorrisos formais que irão trocar Renato Portaluppi e Felipão antes do jogo, sob aplausos e lágrimas de torcedores, hinos e tudo mais, o clima é de guerra, de hostilidade. Claro, isso quando a bola começar a rolar. Aí, é cada um defendendo o seu lado.
Espero que Renato não permita que o ambiente festivo contamine o vestiário. Tenho certeza que Felipão não vai deixar que isso aconteça no seu. Raposa velha, vai querer tirar proveito da situação para sair do Olímpico com três pontos, algo que seu time não tem conseguido com freqüência.
O Grêmio vai para o jogo sem sua dupla de área titular. E isso é outro problema. Até nem é um problema grave, porque os dois titulares são, na verdade, dois zagueiros razoáveis apenas. Estão quebrando o galho enquanto não aparece coisa melhor.
Assim, em princípio, Paulão e Neuton não ficam devendo nada aos titulares. A questão maior é o entrosamento. Paulão parece um zagueiro do estilo do titular, o Wilson, uma grata surpresa para mim; enquanto Neuton só não tem a experiência de Rafael Marques. Em troca, tem mais facilidade para aparecer na frente, de surpresa.
O Palmeiras não é lá essas coisas (Tadeu é o centroavante, vê se pode), mas tem um técnico ardiloso e experiente.
Afora o clima de festa que sempre me preocupa, Felipão no banco do Palmeiras é a minha maior preocupação.
Time por time sou mais o Grêmio.
Técnico por técnico, sou mais o Felipão.
Mas, parafraseando antigo personagem do Chico Anísio: “Mas quem não é?”
SAIDEIRA
Leio e ouço manifestações de conselheiros preocupados com o poder que Paulo Odone terá no Grêmio com a eleição de 150 conselheiros da oposição.
É muita força. A mesma, ou até menos, que Fábio Koff teria se atendesse o apelo e as orações da torcida e voltasse ao clube do seu coração, que hoje abriga também os integrantes do Clube dos 13.
Odone angariou inimigos ao longo de sua trajetória como dirigente. Mas também colecionou amigos e admiradores. Como todos nós, tem seus defeitos.
E também suas virtudes. Umas delas, é reconhecer em quem lhe faz oposição capacidade para colaborar de sua gestão. Já fez isso outras vezes pensando no bem do clube e, por tabela, de si próprio.
Para isso, é preciso grandeza. Uma grandeza que não percebi no grupo que está no poder há quase dois anos.
FECHANDO A CONTA
De novo a Casa Civil. De novo a lama fétida e nojenta atinge os pés do ídolo de barro. E, de novo, ali ficará.
Afinal, é o jogo mil do Grêmio no Brasileirão; justo na data de aniversário do clube; e com dois ídolos, dois dos maiores ídolos, frente a frente.
O problema é que não há clima pra frescura.
Grêmio e Palmeiras já abusaram demais, ultrapassaram a cota de maus resultados no campeonato e hoje precisam vencer para galgar posições mais dignas.
Por isso, fora os cumprimentos e sorrisos formais que irão trocar Renato Portaluppi e Felipão antes do jogo, sob aplausos e lágrimas de torcedores, hinos e tudo mais, o clima é de guerra, de hostilidade. Claro, isso quando a bola começar a rolar. Aí, é cada um defendendo o seu lado.
Espero que Renato não permita que o ambiente festivo contamine o vestiário. Tenho certeza que Felipão não vai deixar que isso aconteça no seu. Raposa velha, vai querer tirar proveito da situação para sair do Olímpico com três pontos, algo que seu time não tem conseguido com freqüência.
O Grêmio vai para o jogo sem sua dupla de área titular. E isso é outro problema. Até nem é um problema grave, porque os dois titulares são, na verdade, dois zagueiros razoáveis apenas. Estão quebrando o galho enquanto não aparece coisa melhor.
Assim, em princípio, Paulão e Neuton não ficam devendo nada aos titulares. A questão maior é o entrosamento. Paulão parece um zagueiro do estilo do titular, o Wilson, uma grata surpresa para mim; enquanto Neuton só não tem a experiência de Rafael Marques. Em troca, tem mais facilidade para aparecer na frente, de surpresa.
O Palmeiras não é lá essas coisas (Tadeu é o centroavante, vê se pode), mas tem um técnico ardiloso e experiente.
Afora o clima de festa que sempre me preocupa, Felipão no banco do Palmeiras é a minha maior preocupação.
Time por time sou mais o Grêmio.
Técnico por técnico, sou mais o Felipão.
Mas, parafraseando antigo personagem do Chico Anísio: “Mas quem não é?”
SAIDEIRA
Leio e ouço manifestações de conselheiros preocupados com o poder que Paulo Odone terá no Grêmio com a eleição de 150 conselheiros da oposição.
É muita força. A mesma, ou até menos, que Fábio Koff teria se atendesse o apelo e as orações da torcida e voltasse ao clube do seu coração, que hoje abriga também os integrantes do Clube dos 13.
Odone angariou inimigos ao longo de sua trajetória como dirigente. Mas também colecionou amigos e admiradores. Como todos nós, tem seus defeitos.
E também suas virtudes. Umas delas, é reconhecer em quem lhe faz oposição capacidade para colaborar de sua gestão. Já fez isso outras vezes pensando no bem do clube e, por tabela, de si próprio.
Para isso, é preciso grandeza. Uma grandeza que não percebi no grupo que está no poder há quase dois anos.
FECHANDO A CONTA
De novo a Casa Civil. De novo a lama fétida e nojenta atinge os pés do ídolo de barro. E, de novo, ali ficará.
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