quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma joia no Olímpico

'Gostei do Mithyuê. Gostei também do Viçosa, que tem potencial. O Vinicius entrou e fez um gol num passe do Leandro, um guri promissor, talvez o mais promissor de todos que estavam em campo.'

O parágrafo acima escrevi depois da vitória de 2 a 0 sobre o Porto Alegre.

A frase abaixo é do técnico Renato, após a goleada do pobre Inter de Santa Maria:

- O Leandro é uma joia (gostava mais quando joia se escrevia 'jóia') que o Grêmio tem.

O jogador de exceção joga alguns minutos e mostra que é bom. Foi assim contra o Porto Alegre, e repetiu-se neste jogo na goleada de 6 a 0. O guri Leandro entrou e fez dois gols.

Alguns o chamam de Neymar.

É evidente que Leandro será inscrito para disputar a Libertadores.

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação com a vitória do União Petrolero sobre o Leon.

É um segundo lugar, mas já é muito para o time que foi montado para a competição.

Leandro é um guri, imaturo ainda, será ele capaz de dar a qualidade ofensiva que o time precisa e que não tem desde a saída de Jonas?

Por mais que veja no guri um baita talento, um jogador de enorme potencial, acredito que ele não está preparado para as agruras da Libertadores. Mesmo assim, será útil. E digo mais, deve receber oportunidade de jogar ao lado do Borges.

Aliás, dias atrás escrevi que Borges é dodói e que logo desfalcaria o time. Lesionado, segundo dizem, não jogou contra o Inter-SM. Pode ter sido poupado. Mas sem dúvida daqui a pouco ele vai deixar o time na mão. E aí, quem será o centroavante?

Reitero: a direção não armou o grupo para vencer a Libertadores.

Vamos ver agora o que ela vai fazer diante da classificação à próxima etapa da
competição. Vamos ver.

Soube que a rede Globo antecipou 30 milhões de cota de TV.

Então, que se invista na qualificação da equipe.

SAIDEIRA

O argentino Escudero voltou a mostrar que conhece. A esperança de título renasce se Escudero e Leandro confirmarem diante de adversários mais fortes.

A inveja e a Kidiaba

Inveja. É o que estou sentindo. Inveja é um sentimento baixo, mesquinho, pequeno. Mas quem nunca teve inveja na vida que atire a primeira pedra.

Não sinto inveja do RG, por exemplo. Imagine, rico daquele jeito, submetido à vontade do irmão e curtindo pagode. Não dá pra ter inveja.

Inveja mata. Dia desses, no litoral, um brigadiano admitiu ter matado um boxeador de futuro promissor por inveja.

Inveja é o título de um livro do Zuenir Ventura.

Esse sentimento corrói por dentro. Mas foi incontrolável quando li que o Inter vai disputar um torneio com a elite da elite do futebol mundial. Só grandes clubes do futebol europeu, e o Inter aqui do terceiro mundo.

Os outros três levam uma vantagem sobre o Inter: não consta que tenham perdido para o Mazembe, nem jogo de peteca ou de bocha. Menos ainda de futevôlei, especialidade do Renato.

Não seria mais justo levar o Mazembe no lugar do Inter?, pensei no olho do furacão causado pela inveja.

A vida é injusta, o mundo é injusto.

Quando começava a superar esse sentimento tão negativo e corrosivo, eis que vejo Sobis e Cavenaghi no ataque do Inter contra o Zequinha.

Vi alguns lances formidáveis do argentino. Um tiro de sem pulo extraordinário, após o passe do Oscar (como é que o SP foi perder esse talento? e ainda mais para o Inter, olha a inveja aí de novo).

Sobis, Cavenaghi e Damião. Qualquer um deles seria titular do Grêmio. Borges ficaria no banco do Inter. Ou nem isso. Inveja, pura inveja.

Ah, mas o Inter venceu apenas por 1 a 0, e o adversário era o Zequinha, alguém despeitado (é outro sentimento desprezível) pode observar.

Não importa. O que vale é o enorme potencial desses jogadores citados.

O Inter é candidato ao título da Libertadores. O Grêmio, do jeito que está, com apenas Borges de atacante, passou a ser um mero figurante.

Ainda mais quando cogitam de contratar o Éverton, do Caxias.

Se Éverton é solução, então só me resta mesmo é me afogar no poço escuro da inveja.

Só não faço isso porque tenho o Roth como esperança de novos dias.

SAIDEIRA

Informo que a 1983, de trigo, já pode ser degustada no Box 21, que fica ali na Rua Carlos Von Koserits, 304, bairro Higienópolis, perto da Sogipa.

E que a Kidiaba, uma cerveja escura, fica pronta em dez dias. O rótulo ficou um espetáculo.

Quem quiser, pode encomendar long ou 600 ml. Máximo de três unidades por pessoa.

O email pra contato está ao lado.

domingo, 20 de março de 2011

Renato e os reservas discretos e esforçados

Liguei a TV, reduzi o som abaixo do zero. Liguei o rádio. Estava com toda a boa vontade, disposto a identificar no time reserva do Grêmio alguém que possa ser titular incontestável e que justifique todas as críticas - inclusive minhas - ao Renato por não dar oportunidades a esse ou aquele guri da base.

Depois de 90 minutos, cheguei à conclusão de que a situação está pior do que eu imaginava.

Não vi ninguém incontestável para entrar no time titular. Ninguém.

É claro que há uma meia dúzia de jogadores que podem disputar a titularidade, mas ninguém que a gente possa afirmar que está sendo injustiçado.

De todos que estavam em campo, vi apenas um que ninguém questiona: o Victor.

O resto ainda tem que provar. É evidente que Renato poderia olhar com mais carinho para alguns jovens. Entre eles, o Neuton, que a meu ver deve entrar na lateral-esquerda.

Maylson, que eu admiro, só jogou mesmo no segundo tempo. Saimon é um bom zagueiro. Willian Magrão está sempre entre os titulares.

Gostei do Mithyuê. Gostei também do Viçosa, que tem potencial. O Vinicius entrou e fez um gol num passe do Leandro, um guri promissor, talvez o mais promissor de todos que estavam em campo.

O Pessali fez boa partida, marcou, armou. Mas assim como os outros não foi nada de extraordinário, nada que me desse maior entusiasmo.

O Fernando, que ainda não vi justificar seu prestígio, foi correto, eficiente.

E o Escudero? Marcou um belo gol na vitória por 2 a 0 sobre o Porto Alegre. Fez algumas boas jogadas, mas é outro que precisa jogar mais para ser titular de um time que ambiciona o título da Libertadores.

Ficou claro, contudo, que ele precisa ser melhor aproveitado, até porque Carlos Alberto não mostrou grande coisa até agora.

Gostaria de estar aqui escrevendo que Renato está sendo muito injusto, que existem jogadores na reserva capazes de mudar a cara do time. Mas não é verdade.

Portanto, mais do que o Renato, cabe à direção se mexer.

sábado, 19 de março de 2011

Renato deveria subir à presidência

Sob Intervenção, é o título de uma matéria na ZH deste sábado, assinada pelo sempre atento Luís Henrique Benfica, excelente colega dos tempos do CP e grande repórter. Na linha de apoio, ou segundo título: Odone vai descer ao vestiário.

O conteúdo da matéria está resumido no título. Odone vai intervir no vestiário. Não vai. Renato não vai deixar.

Odone, é claro, tem o direito de chamar Renato pra conversar sobre o time, manifestar sua insatisfação. Perfeito.

Mas, antes de deixar seu confortável gabinete, Odone deveria exercer melhor sua função de presidente do clube.

Se Renato não está mais correspondendo como técnico, Odone vai pior como presidente.

Seria o caso de inverter a situação:

"Sob Intervenção

Renato vai subir à presidência"

Esta seria a manchete correta para colocar o Grêmio no prumo ao menos no que diz respeito ao futebol.

Paulo Odone e seus subordinados do futebol não estão fazendo o dever de casa: faltam substitutos para Jonas e André Lima. Hoje, só há um atacante confiável, Borges, o resto não faz cócegas nas defesas adversárias.

Pode-se sonhar com título da Libertadores tendo apenas um atacante, que nem é lá essas coisas?

E a lateral-esquerda. É incrível, mas tenho saudade do Fábio Santos.

E aí entra uma das minhas críticas ao Renato. Por que não dar ao Neuton as mesmas oportunidades que ele tem dado, genero e injustificadamente, ao Gilson?

Outro que merece ser melhor aproveitado: Maylson.

E afinal, quando iremos saber se Escudero é uma boa contratação ou não?

Odone e Renato têm muito o que conversar. Coisas para dizer um ao outro.

Só não sei se o local adequado é o vestiário ou o gabinete presidencial.

Talvez campo neutro.

SAIDEIRA

Na matéria do Benfica, há citação de várias fontes, mas sem dar nome aos bois (cornetas?) (É 'um conselheiro', 'um assessor' e um 'interlocutor de Odone', nomes que é bom nenhum.

Está certo, preservar a fonte.

Imaginem se fosse o Kajuru assinando a matéria. Com ele, parece que não tem essa de preservar o sigilo da fonte.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O tamanho do futebol do Grêmio

Ver o Grêmio numa tela de quase três metros de largura jogar o futebol sofrível que teve a coragem de apresentar contra o glorioso León é algo apavorante, traumatizante.

Foi o que senti hoje, quando vi o empate por 1 a 1 de dois times jogando uma bolinha varzeana, na casa de um amigo conselheiro do Grêmio, ao lado do Antônio Augusto, o maior plantão esportivo de todos os tempos. Ele está na rádio Pampa, à noite.

Esse time do León é pra vencer sem maior esforço, mas com um mínimo de talento, que apareceu raras vezes no jogo. Numa delas, Douglas deixou Carlos Alberto em condições de marcar, e o meia fez um golaço.

Fora o gol, o melhor que Carlos Alberto fez foi a comemoração imitando o Kidiaba. Damião provocou, levou o troco. E que troco!

(Ah, a cerveja Kidiaba vem aí, lançamento em abril.)

Quem me acompanha sabe que já joguei a toalha em termos de título da Libertadores.

Com o time atual e com Renato perdido, confuso e teimoso (difícil entender a insistência com Gilson e Bruno Colaço no meio de campo, entre outros atentados), o Grêmio cai na próxima fase.

Pode um time que tem apenas um atacante de qualidade, e qualidade limitada porque não sabe chutar com o pé esquerdo e é zero no cabeceio devido à sua altura, almejar algo mais que uma figuração na Libertadores?

Se com Borges é complicado, imaginem sem ele. O que faz a direção que ainda não contratou um centroavante com estatura de centroavante? E um companheiro para o camisa 9?

Já dei a dica: vejam no futebol japonês. Tem gente querendo voltar pra jogar de graça.

Já sugeri o Fábio Júnior, goleador do campeonato mineiro. Está bem, ele não é nem uma maravilha, mas teria feito os gols que Borges perdeu.

Será que vão morrer abraçados ao Clementino, ao Viçosa, ao Borges (abusou de arte de perder gol)?

Nos últimos anos, sucessivas diretorias comemoram vaga na Libertadores, o brinquedinho que todos sonham. Aí, com o brinquedo na mão, não sabem o que fazer com ele. É o que está acontecendo agora com Paulo Odone e cia.

Pior que isso só perder o Renato e ficar 40 dias esperando um técnico como aconteceu recentemente.

Decidi, depois do jogo desta tarde, que não vou aceitar mais o convite do meu amigo para ver o Grêmio na tela grande enquanto não vierem reforços para o ataque e enquanto Gilson continuar titular.

Se é pra me assustar, prefiro ver na tela pequena, no máximo cinco polegadas, que é afinal de contas o tamanho do futebol do Grêmio desde a saída do Jonas.

SAIDEIRA

Renato ofereceu hoje um banquete para os urubus se esbaldarem. Mas não tenho dúvida de que fez isso muito mais pela falta de opções ofensivas. E aí, é responsabilidade da direção. O fato é que aqueles que estavam à espreita, e outros que já davam uma alfinetada aqui e outra ali, vão se revelar plenamente.

Vão desprezar a omissão da direção e cair de pau no Renato.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Adilson é a bola da vez se Renato sair

Renato é criativo. Ao ver que tinha confiado demais no Kajuru, inventou essa de que pensava ser um trote e contra-atacou com outro trote. Veneno contra veneno, princípio da homeopatia.

É claro que foi a saída que Renato encontrou por ter falado demais. E logo pra quem?

Ele acreditou que Kajuru fosse preservar o sigilo da fonte. Normalmente, por ética, quando o informante diz 'olha, não sou que te disse', o repórter dá a notícia, mas não revela de onde saiu a informação.

Kajuru, não, colocou toda a gravação no ar.

Não tenho dúvida de que Renato foi procurado pelo Fluminense e que está inclinado a aceitar a proposta de voltar ao Rio. É no Rio que está sua família. Tem também seus amigos, seus parceiros de praia, etc.

Outro fator que pode levar Renato a deixar o Grêmio: ele perdeu seu melhor atacante e não houve reposição. Com Jonas, já seria difícil ganhar a Libertadores. Sem Jonas, e sem ninguém para o lugar (e agora sem André Lima), o título ficou impossível.

Ah, o Flu está mal na Libertadores, alguém pode lembrar. É, mas tem time para sair dessa, ainda mais com Renato.

Renato, se sair mesmo, sai por cima. Tirou o Grêmio do buraco no Brasileirão, algo que muita gente duvidou e hoje, livre da segundona, despreza esse fato;
de lambuja classificou o clube para a Libertadores.

Alguns ingratos estão relevando isso, e até torcendo para Renato ir embora.

São os mesmos que dentro de mais algum tempo estarão gritado: volta Renato!

Ah, quem vem se Renato sair?

Não tenho dúvida de que vem Adilson, que há dois levou o Cruzeiro à final da Libertadores. Não gosto dele como treinador, mas a direção gosta.

terça-feira, 15 de março de 2011

Renato Portaluppi de volta ao Flu?

Em entrevista ao jornalista Jorge Kajuru, do site Esporte Interativo, Renato Portaluppi admite que poderá voltar ao Tricolor Carioca até o final de semana.

Confira: