De tanto ler o meu sócio aqui no boteco, o Francisco do Alegrete, enaltecendo os guris das categorias de base do Grêmio, eu acreditei que veria talentos fulgurantes no time júnior tricolor no confronto com o Atlético Paranaense, pelo campeonato brasileiro sub-20.
Criei uma expectativa muito grande. E sempre que isso acontece a decepção é maior. A gurizada do Grêmio, atual campeão, levou 4 a 1. O resultado não diz o que foi o jogo, que foi parelho. Mas o Grêmio jogou pouco, e mereceu perder.
Já havia visto esse time, quase o mesmo, na Copa Dalegrave. Cheguei a escrever aqui a minha decepção. E repito a minha conclusão: não dá para depender dessa gurizada.
É claro que tem ali uns dois ou três que podem dar certo, mas nada além disso. Não vi nenhum jogador com potencial de craque. São jogadores médios em sua maioria. Admito que é cedo para uma avaliação definitiva, mas o time que jogou hoje em Santa Maria foi decepcionante.
E preocupante.
TREINADORES
O Inter acabou desistindo da grife Luxemburgo. Melhor assim. Luxemburgo há muito tempo não é só um treinador de futebol. E agora quer ser senador. Nem se vexa de concorrer por um Estado que sequer conhece, Tocantins. Segue, assim, a lição de Sarney, hoje o melhor amigo do Lula.
Na segunda-feira, eu coloquei na contracapa do CP a foto do Jorge Fossati, depois que o repórter Fabrício Falkowski colheu a informação de que o Inter pensava também num técnico estrangeiro. Na hora me ocorreu o nome do uruguaio. 'Só pode ser ele", disse, sob olhares desconfiados dos colegas da redação.
É arriscado apostar em treinadores de outro país, não me lembro de algum que tenha acertado plenamente. Mas Fossati, que já jogou no Brasil e conhece muito bem o RS, além de falar um portunhol no capricho, é uma alternativa interessante, principalmente porque o Inter tem a Libertadores como prioridade.
QUEM AVISA AMIGO É
Celso Roth continua desempregado...
Melhor acertar logo com o Fossati.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Os técnicos de grife e o desabafo de Mário Sérgio
O que não falta no futebol é injustiça. O filósofo que abalou o Olímpico diria que o "no futebol como na vida" as injustiças são comuns, fazem parte.
O técnico Mário Sérgio salvou o ano do centenário. Levou o Inter à Libertadores, e por detalhe não foi campeão brasileiro.
Ontem, sem festa, talvez com um discreto tapinha nas costas de alguém mais próximo da diretoria ou da comissão técnica, ele deixou Porto Alegre.
Parecia esperar um pouco, talvez um convite para continuar e completar seu trabalho. Mas hoje os clubes só querem técnico com grife, desabafou ele ontem num programa da SportTV. Transcrevo uma frase:
- Novos profissionais têm de surgir. Estou tomando verdadeira ojeriza do profissional de grife, o marqueteiro. Eles ficam dizendo "eu ganhei, eu ganhei". Ganhou nada! Quem ganha é o jogador. Quando um dirigente me diz que ganhou, eu pergunto: "onde está seu nome na escalação?".
Olha, eu assino embaixo dessa declaração.
Mário Sérgio cometeu alguns equívocos no Inter, mas atingiu o objetivo. E é isso o que importa no futebol. A imprensa não deu trégua, em especial os colorados irritados porque o time estava irregular e tudo indicava que não chegaria ao G-4.
Fizeram um cálculo sobre seu aproveitamento. Era ruim, pior que o de Tite, compararam alguns colegas. Era notícia naquele momento? Era. Mas também seria justo neste momento apresentar o aproveitamento do Inter com o mesmo Mário Sérgio no comando.
Silêncio. Ninguém toca no assunto. Eu, que não gosto de injustiça de nenhum tipo, até mesmo quando envolve alguém que processei porque me atacou num momento de fúria, faço questão de enaltecer o trabalho do Mário Sérgio.
Este é o momento dele, talvez o melhor de sua carreira. Talvez não se repita, mas pode ser um recomeço, a sua virada.
Não resta dúvida de que ele ainda é um técnico inconfiável, até por conta de seu temperamento. Mas ninguém pode negar que conhece futebol e que conseguiu o que poucos esperavam dele, o treinador, como ele próprio frisou na entrevista, que só foi contratado porque era um dos poucos em disponibilidade.
Agora, com o mercado aberto, o Inter vai atrás de seu sonho: anderlei Luxemburgo. O Inter quer um técnico de grife. O Grêmio há pouco teve um técnico de grife. Deu no que deu.
O Palmeiras tinha um interino, Jorginho, e acumulou vitórias. Veio o Muricy, outra grife, e o time conseguiu ficar fora até do G-4, mesmo depois de liderar o Brasileiro com boa vantagem.
Eu cheguei ao ponto de declará-lo campeão aqui numa mesa do boteco. Mais um indício de que não entendo nada mesmo. Acho que vou começar a comentar jogo de botão.
O Grêmio agora contrata Silas. Eu levo fé (sem trocadilho) no Silas. Gostei do que ele falou hoje na rádio Guaíba, ao meio-dia. Fiquei entusiasmado. Me passou firmeza, segurança, sem aquele discurso meloso de fanático religioso ou filósofo de cabeça oca e frases feitas, repetidas, como se contivessem a sabedoria de um monge tibetano.
Ainda sobre o Luxemburgo. Percebo que os colorados estão assanhados. Torcedor também gosta de grife. Eu só compro roupa de grife em liquidação. Mas técnico de grife não entra em liquidação. Podem perder sucessivamente, mas sempre tem um dirigente que não abre mão da marca, ainda mais quando apoiado pela torcida.
Luxemburgo pode dar certo tanto quanto o Silas, produto novo nesse mercado valorizado dos treinadores, onde qualquer novato já ganha uma fortuna, no mínimo um apartamento de dois quartos por mês. O Grêmio poderia ter optado por Rospide, que fez mais do que Autuori.
A lição do Flamengo com Andrade é ignorada pelos dirigentes de um modo geral. Eles só querem grife, e esquecem que quem ganha mesmo, como disse o Mário Sérgio, são os jogadores.
Não sei por que esse pessoal gosta tanto de gastar tanto com treinadores.
EM TEMPO
Sabe aquele jogador que a gente diz que joga por meio time? Dois desse tipo foram contemplados hoje. Estão na seleção do campeonato brasileiro. Victor e Guiñazu.
Victor é um goleiro que vale por meio time. Sem ele, o Grêmio não teria conquistado o vice-brasileiro de 2008. Ele jogou até pelo treinador da ocasião.
Guiñazu dispensa maior comentários. É incansável. Com ele, o Inter parece sempre jogar com um a mais em campo.
O futebol tem suas injustiças, mas há situações em que ele é justo. É o caso agora.
Victor e Guiñazu jogam por meio time.
O técnico Mário Sérgio salvou o ano do centenário. Levou o Inter à Libertadores, e por detalhe não foi campeão brasileiro.
Ontem, sem festa, talvez com um discreto tapinha nas costas de alguém mais próximo da diretoria ou da comissão técnica, ele deixou Porto Alegre.
Parecia esperar um pouco, talvez um convite para continuar e completar seu trabalho. Mas hoje os clubes só querem técnico com grife, desabafou ele ontem num programa da SportTV. Transcrevo uma frase:
- Novos profissionais têm de surgir. Estou tomando verdadeira ojeriza do profissional de grife, o marqueteiro. Eles ficam dizendo "eu ganhei, eu ganhei". Ganhou nada! Quem ganha é o jogador. Quando um dirigente me diz que ganhou, eu pergunto: "onde está seu nome na escalação?".
Olha, eu assino embaixo dessa declaração.
Mário Sérgio cometeu alguns equívocos no Inter, mas atingiu o objetivo. E é isso o que importa no futebol. A imprensa não deu trégua, em especial os colorados irritados porque o time estava irregular e tudo indicava que não chegaria ao G-4.
Fizeram um cálculo sobre seu aproveitamento. Era ruim, pior que o de Tite, compararam alguns colegas. Era notícia naquele momento? Era. Mas também seria justo neste momento apresentar o aproveitamento do Inter com o mesmo Mário Sérgio no comando.
Silêncio. Ninguém toca no assunto. Eu, que não gosto de injustiça de nenhum tipo, até mesmo quando envolve alguém que processei porque me atacou num momento de fúria, faço questão de enaltecer o trabalho do Mário Sérgio.
Este é o momento dele, talvez o melhor de sua carreira. Talvez não se repita, mas pode ser um recomeço, a sua virada.
Não resta dúvida de que ele ainda é um técnico inconfiável, até por conta de seu temperamento. Mas ninguém pode negar que conhece futebol e que conseguiu o que poucos esperavam dele, o treinador, como ele próprio frisou na entrevista, que só foi contratado porque era um dos poucos em disponibilidade.
Agora, com o mercado aberto, o Inter vai atrás de seu sonho: anderlei Luxemburgo. O Inter quer um técnico de grife. O Grêmio há pouco teve um técnico de grife. Deu no que deu.
O Palmeiras tinha um interino, Jorginho, e acumulou vitórias. Veio o Muricy, outra grife, e o time conseguiu ficar fora até do G-4, mesmo depois de liderar o Brasileiro com boa vantagem.
Eu cheguei ao ponto de declará-lo campeão aqui numa mesa do boteco. Mais um indício de que não entendo nada mesmo. Acho que vou começar a comentar jogo de botão.
O Grêmio agora contrata Silas. Eu levo fé (sem trocadilho) no Silas. Gostei do que ele falou hoje na rádio Guaíba, ao meio-dia. Fiquei entusiasmado. Me passou firmeza, segurança, sem aquele discurso meloso de fanático religioso ou filósofo de cabeça oca e frases feitas, repetidas, como se contivessem a sabedoria de um monge tibetano.
Ainda sobre o Luxemburgo. Percebo que os colorados estão assanhados. Torcedor também gosta de grife. Eu só compro roupa de grife em liquidação. Mas técnico de grife não entra em liquidação. Podem perder sucessivamente, mas sempre tem um dirigente que não abre mão da marca, ainda mais quando apoiado pela torcida.
Luxemburgo pode dar certo tanto quanto o Silas, produto novo nesse mercado valorizado dos treinadores, onde qualquer novato já ganha uma fortuna, no mínimo um apartamento de dois quartos por mês. O Grêmio poderia ter optado por Rospide, que fez mais do que Autuori.
A lição do Flamengo com Andrade é ignorada pelos dirigentes de um modo geral. Eles só querem grife, e esquecem que quem ganha mesmo, como disse o Mário Sérgio, são os jogadores.
Não sei por que esse pessoal gosta tanto de gastar tanto com treinadores.
EM TEMPO
Sabe aquele jogador que a gente diz que joga por meio time? Dois desse tipo foram contemplados hoje. Estão na seleção do campeonato brasileiro. Victor e Guiñazu.
Victor é um goleiro que vale por meio time. Sem ele, o Grêmio não teria conquistado o vice-brasileiro de 2008. Ele jogou até pelo treinador da ocasião.
Guiñazu dispensa maior comentários. É incansável. Com ele, o Inter parece sempre jogar com um a mais em campo.
O futebol tem suas injustiças, mas há situações em que ele é justo. É o caso agora.
Victor e Guiñazu jogam por meio time.
domingo, 6 de dezembro de 2009
A dor de ser digno e ético
Gremistas torcendo contra o Grêmio; colorado torcendo pelo Grêmio. O gol de Roberson aos 20 minutos sacudiu a redação do CP. Colorados vibraram intensamente, alguns chegaram a se abraçar, enquanto os gremistas se encolhiam.
Teve um que se escondeu debaixo da mesa, outro foi para a sacada chutando a lata de lixo. O gol de Alecsandro no minuto seguinte não foi tão comemorado pelos colorados quanto o de Roberson. Aliás, desde o começo do campeonato eu vinha pedindo uma oportunidade para o garoto.
A partir daí, o clima na redação e imagino em todos os cantos do Estado foi de tensão. Nervos a flor da pele. O Gremista Histérico, em silêncio sepulcral o tempo todo, finalmente abriu a boca, e foi num tom absolutamente ameaçador, hostil.
- Eu vou esperar essa cambada no aeroporto -, rugiu do alto do seu 1 metro e 90, temendo que o Grêmio acabasse dando o tetra brasileiro para o Inter.
Marcelo Grohe fazia sua melhor partida. Mário Fernandes jogava como se buscasse um contrato milionário com o mais rico clube europeu. Túlio corria como um guri. Thiego, até ele, estava soberbo ao lado de Léo. Adilson era um guerreiro, como sempre, aliás.
Aos 29, o gol de empate do Flamengo. Foi a vez dos gremistas. Festa na redação, mas com discrição, porque o resultado ainda favorecia o Inter, e o Grêmio se mostrava valente, sem dar qualquer sinal de que facilitaria. Pelo contrário.
O Grêmio parecia vestir a camisa colorada. Nem o próprio Inter lutaria com tanta bravura..
No intervalo, Túlio prometeu, provocando calafrios nos gremistas:
- Vamos jogar com dignidade até o final, independente do que possa acontecer.
E foi o que ocorreu. O Grêmio correu, lutou e tentou de todas as formas colocar água no chopp da festa flamenguista, e, ao mesmo tempo, dar o título ao Inter.
Nervoso, o Flamengo parecia não acreditar que encontraria tanta resistência de tanto que se falou que o Grêmio facilitaria, entregaria o jogo.
O gol de Angelim foi um alívio para os gremistas, e uma decepção para os colorados, que nem prestavam mais atenção no jogo contra o Santo andré, batido por 4 a 1.
Quando o jogo no Maracanã terminou, o Gremista Histérico, cruzou os braços iguais ao de Maguila, respirou fundo, fechou os olhos por segundos. Sorriu. Estava feliz.
- Não vou mais pro aeroporto.
Olhou ao redor, e completou:
- Como dói ser digno e ético.
DIZEM POR AÍ
... que Jorge Fossati, técnico da LDU, está cotado para comandar o Inter em 2010. ele é especialista em competição sul-americana e a Libertadores (que o Grêmio ajudou a dar para o coirmão) é a grande prioridade.
PERIGO
Celso Roth desempregado é um risco, um perigo. Quem precisa de treinador aqui por essas bandas, hein? hein?
Teve um que se escondeu debaixo da mesa, outro foi para a sacada chutando a lata de lixo. O gol de Alecsandro no minuto seguinte não foi tão comemorado pelos colorados quanto o de Roberson. Aliás, desde o começo do campeonato eu vinha pedindo uma oportunidade para o garoto.
A partir daí, o clima na redação e imagino em todos os cantos do Estado foi de tensão. Nervos a flor da pele. O Gremista Histérico, em silêncio sepulcral o tempo todo, finalmente abriu a boca, e foi num tom absolutamente ameaçador, hostil.
- Eu vou esperar essa cambada no aeroporto -, rugiu do alto do seu 1 metro e 90, temendo que o Grêmio acabasse dando o tetra brasileiro para o Inter.
Marcelo Grohe fazia sua melhor partida. Mário Fernandes jogava como se buscasse um contrato milionário com o mais rico clube europeu. Túlio corria como um guri. Thiego, até ele, estava soberbo ao lado de Léo. Adilson era um guerreiro, como sempre, aliás.
Aos 29, o gol de empate do Flamengo. Foi a vez dos gremistas. Festa na redação, mas com discrição, porque o resultado ainda favorecia o Inter, e o Grêmio se mostrava valente, sem dar qualquer sinal de que facilitaria. Pelo contrário.
O Grêmio parecia vestir a camisa colorada. Nem o próprio Inter lutaria com tanta bravura..
No intervalo, Túlio prometeu, provocando calafrios nos gremistas:
- Vamos jogar com dignidade até o final, independente do que possa acontecer.
E foi o que ocorreu. O Grêmio correu, lutou e tentou de todas as formas colocar água no chopp da festa flamenguista, e, ao mesmo tempo, dar o título ao Inter.
Nervoso, o Flamengo parecia não acreditar que encontraria tanta resistência de tanto que se falou que o Grêmio facilitaria, entregaria o jogo.
O gol de Angelim foi um alívio para os gremistas, e uma decepção para os colorados, que nem prestavam mais atenção no jogo contra o Santo andré, batido por 4 a 1.
Quando o jogo no Maracanã terminou, o Gremista Histérico, cruzou os braços iguais ao de Maguila, respirou fundo, fechou os olhos por segundos. Sorriu. Estava feliz.
- Não vou mais pro aeroporto.
Olhou ao redor, e completou:
- Como dói ser digno e ético.
DIZEM POR AÍ
... que Jorge Fossati, técnico da LDU, está cotado para comandar o Inter em 2010. ele é especialista em competição sul-americana e a Libertadores (que o Grêmio ajudou a dar para o coirmão) é a grande prioridade.
PERIGO
Celso Roth desempregado é um risco, um perigo. Quem precisa de treinador aqui por essas bandas, hein? hein?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Reina grande expectativa até domingo - Finalmente, Bernardoni com a camisa gremista

O que mais vai acontecer até a hora do jogo no Maracanã? Não duvido que algum torcedor interessado num resultado negativo do Flamengo entre com um mandado judicial contra o Grêmio. Que algum juiz aceite alguma liminar determinando que o Victor jogue.
Quem sabe a Fifa não se manifeste e mande o Grêmio jogar com todos os titulares, mesmo os machucados, talvez até os suspensos?
Não duvido que mães coloradas se unam, chorosas, clamando por um Grêmio "digno, nobre e ético" no Maracanã, que vença ou empate com o Flamengo, desprezando o singelo fato de que o Inter seria, então, campeão brasileiro no ano do centenário.
Não duvido de nada em meio ao desespero colorado diante dessa situação inusitada, ter que depender do Grêmio. Não duvido de nada depois de ler uma carta (registrada em cartório, é verdade, eu vi os carimbos) que um colorado enviou à presidência e ao Conselho Deliberativo do Grêmio implorando uma vitória gremista.
Para isso, o tal torcedor apela até para a memória do goleiro Lara, tecendo considerações sobre ética, bravura, dignidade.
"Estaria o Clube Grêmio rebaixando-se a temporalidade dos sentimentos rasos de um time?", questiona à certa altura o dito cujo, que passa até pela guerra dos Farrapos em seu texto.
Lá pelas tantas (são quase três laudas de um apelo emocionado, comovente e desesperado), o colorado diz, comprovando a minha tese da relação Pai e Filho, de que no fundo todo colorado gostaria de ser gremista.
"Nós colorados, no fundo de nossos corações, sempre tivemos o Grêmio como um exemplo de Clube."
E escreveu mais o angustiado missivista colorado:
"Vou lhes dizer algo que colorado nenhum dirá, porque lhes direi a verdade. Não a verdade parcial, mas a verdade absoluta. Durante anos, o Grêmio, até hoje, foi um exemplo de Clube".
O que mais veremos até a hora do jogo no Maracanã?
Reina grande expectativa.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Bernardoni realizou seu sonho: vestiu a camisa do Grêmio
No programa do Reche, agora à noite, na Ulbra TV, o ex-árbitro e sempre polemista e colorado, Airton Bernardoni vestiu a camisa do Grêmio, a do Baltazar, grande goleador da conquista do Brasileiro de 1981.
Diz ele que é como agradecimento antecipado ao Grêmio por um eventual resultado no Maracanã que dê o título brasileiro ao seu time, o Inter.
Aparentemente é apenas um gesto folclórico, brincalhão.
No fundo, no fundo, Bernardoni sempre quis vestir a camisa tricolor. Só precisava de um pretexto. Se ele vestisse a camisa no caso de confirmada a conquista, ainda vá. Mas antes, sabendo que o Grêmio vai perder...
Tenho uma tese que costumo repetir na redação para irritar os colorados: o sonho de todo o colorado é torcer para o Grêmio.
Hoje, eles estão realizando esse sonho.
Por trás dessa imensa rejeição ao Grêmio, existe um amor profundo, que sai das entranhas, algo visceral, tão intenso que se transforma em ódio na superfície.
É como muitas relações pai e filho. O Grêmio, claro, é o pai, porque nasceu antes. O Inter, o filho, o filho rebelde.
Os dois se amam, mas vivem brigando.
Tudo o que o filho quer é ser igual ao pai.
Não tenho dúvida que um bom psicanalista, gremista, vai concordar com essa tese.
O Bernardoni está ai para confirmá-la.
EM BREVE A FOTO DO BERNARDONI.
Diz ele que é como agradecimento antecipado ao Grêmio por um eventual resultado no Maracanã que dê o título brasileiro ao seu time, o Inter.
Aparentemente é apenas um gesto folclórico, brincalhão.
No fundo, no fundo, Bernardoni sempre quis vestir a camisa tricolor. Só precisava de um pretexto. Se ele vestisse a camisa no caso de confirmada a conquista, ainda vá. Mas antes, sabendo que o Grêmio vai perder...
Tenho uma tese que costumo repetir na redação para irritar os colorados: o sonho de todo o colorado é torcer para o Grêmio.
Hoje, eles estão realizando esse sonho.
Por trás dessa imensa rejeição ao Grêmio, existe um amor profundo, que sai das entranhas, algo visceral, tão intenso que se transforma em ódio na superfície.
É como muitas relações pai e filho. O Grêmio, claro, é o pai, porque nasceu antes. O Inter, o filho, o filho rebelde.Os dois se amam, mas vivem brigando.
Tudo o que o filho quer é ser igual ao pai.
Não tenho dúvida que um bom psicanalista, gremista, vai concordar com essa tese.
O Bernardoni está ai para confirmá-la.
EM BREVE A FOTO DO BERNARDONI.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Jogada de mestre
Se realmente for confirmada a contratação de Paulo Paixão teremos aí uma jogada de mestre, imagino eu arquitetada pela direção que tanto critico.
Pode ser também que foi sem querer querendo.
Vejam: o Grêmio recuou diante da pedida do Dorival Jr, que não ganhou nada e se acha grande coisa. Tem gente que não tem senso de medida.
Queria um técnico mais em conta, digamos assim. E por que? Queria economizar no técnico para poder bancar o Paixão, um preparador físico caro, mas que vale o quanto pesa, ou o quanto pede.
Então, Silas veio a calhar. Pelo preço de um filósofo, dois profissionais de qualidade: um consagrado e inquestionável, outro com um belo futuro. Não tenho dúvida que o Silas, com o suporte de um sujeito como Paulo Paixão, dará certo.
Só espero que não tenha fanatismo religioso no vestiário.
Com Paixão no vestiário, até Meira pode ser um bom dirigente. Está bem, já estou delirando. Mas, quem sabe? Se não atrapalhar, e Paixão não vai dar espaço para isso, já estará de bom tamanho.
Já estou vendo uma luzinha no fim do túnel.
Pode ser também que foi sem querer querendo.
Vejam: o Grêmio recuou diante da pedida do Dorival Jr, que não ganhou nada e se acha grande coisa. Tem gente que não tem senso de medida.
Queria um técnico mais em conta, digamos assim. E por que? Queria economizar no técnico para poder bancar o Paixão, um preparador físico caro, mas que vale o quanto pesa, ou o quanto pede.
Então, Silas veio a calhar. Pelo preço de um filósofo, dois profissionais de qualidade: um consagrado e inquestionável, outro com um belo futuro. Não tenho dúvida que o Silas, com o suporte de um sujeito como Paulo Paixão, dará certo.
Só espero que não tenha fanatismo religioso no vestiário.
Com Paixão no vestiário, até Meira pode ser um bom dirigente. Está bem, já estou delirando. Mas, quem sabe? Se não atrapalhar, e Paixão não vai dar espaço para isso, já estará de bom tamanho.
Já estou vendo uma luzinha no fim do túnel.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Trama maquiavélica e a mão da Angelina
Só pode ser obra de algum gremista maquiavélico. Alguém de mente diabólica. Eu explico.
O Inter estava quase morto, desesperançado, desenganado. Mário Sérgio era o pior técnico do planeta, só inventava, a direção colorada só queria saber de fazer negócio. A torcida, por conta disso tudo, reabriu o portão 8. Enfim, caos no Beira-Rio.
O máximo que os colorados almejavam era não chegar atrás do Grêmio. Os mais otimistas ainda sonhavam com uma vaguinha no G-4, seria a glória das glórias.
Eis que o Grêmio, ardilosamente (me recuso a acreditar que seja apenas o acaso), decide abrir caminho para o Inter beliscar o título, já tão distante. Parou o Cruzeiro, o que facilitou a vaga no G-4, e, não satisfeito, interrompeu a escalada de Palmeiras e São Paulo rumo ao título.
O Inter, então, fez a sua parte, cada vez mais motivado e embalado pelos resultados obtidos pelo coirmão.
Agora, a vaga tão sonhada no grupo da Libertadores no ano do centenário, restrito até pouco atrás ao Gauchão, já não é suficiente. O ser humano é assim. Pega a mão, já quer o braço e tudo o mais.
O sujeito faz qualquer coisa pra pegar na mãozinho aveludada da Angelina Jolie. Bem, se chegou até ali, porque não avançar mais um pouquinho, um pouquinho mais.
Quanto mais se avança, mais se quer.E maior a frustração e a revolta se o objetivo não for atingido.
Assim estão os colorados hoje. Poderiam estar comemorando na Goethe a vaga na Libertadores. Mas isso já não basta. Eles querem o título. Estão enlouquecidos pelo título.
Por isso, estão assim tão desvairados, disparando teses e mais teses sobre ética e dignidade.
Os colorados estão sofrendo, os gremistas se deliciando.
É assim o futebol gaúcho. O resto é hipocrisia e desespero.
NADA COMO UM DIA...
O Ministério Público está executando o Instituto Ronaldinho Gaúcho e Roberto de Assis Moreira por não cumprimento de obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 1° de abril de 2008. Eles teriam promovido cortes de mata nativa, drenagens e movimentação de terras sem licença dos órgãos ambientais na sede do Instituto, zona Sul da Capital. Para reparar e compensar esses danos assumiram compromissos que não foram cumpridos.
Isso dá cadeia.
Gente fina é outra coisa...
O Inter estava quase morto, desesperançado, desenganado. Mário Sérgio era o pior técnico do planeta, só inventava, a direção colorada só queria saber de fazer negócio. A torcida, por conta disso tudo, reabriu o portão 8. Enfim, caos no Beira-Rio.
O máximo que os colorados almejavam era não chegar atrás do Grêmio. Os mais otimistas ainda sonhavam com uma vaguinha no G-4, seria a glória das glórias.
Eis que o Grêmio, ardilosamente (me recuso a acreditar que seja apenas o acaso), decide abrir caminho para o Inter beliscar o título, já tão distante. Parou o Cruzeiro, o que facilitou a vaga no G-4, e, não satisfeito, interrompeu a escalada de Palmeiras e São Paulo rumo ao título.
O Inter, então, fez a sua parte, cada vez mais motivado e embalado pelos resultados obtidos pelo coirmão.
Agora, a vaga tão sonhada no grupo da Libertadores no ano do centenário, restrito até pouco atrás ao Gauchão, já não é suficiente. O ser humano é assim. Pega a mão, já quer o braço e tudo o mais.
O sujeito faz qualquer coisa pra pegar na mãozinho aveludada da Angelina Jolie. Bem, se chegou até ali, porque não avançar mais um pouquinho, um pouquinho mais.
Quanto mais se avança, mais se quer.E maior a frustração e a revolta se o objetivo não for atingido.
Assim estão os colorados hoje. Poderiam estar comemorando na Goethe a vaga na Libertadores. Mas isso já não basta. Eles querem o título. Estão enlouquecidos pelo título.
Por isso, estão assim tão desvairados, disparando teses e mais teses sobre ética e dignidade.
Os colorados estão sofrendo, os gremistas se deliciando.
É assim o futebol gaúcho. O resto é hipocrisia e desespero.
NADA COMO UM DIA...
O Ministério Público está executando o Instituto Ronaldinho Gaúcho e Roberto de Assis Moreira por não cumprimento de obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 1° de abril de 2008. Eles teriam promovido cortes de mata nativa, drenagens e movimentação de terras sem licença dos órgãos ambientais na sede do Instituto, zona Sul da Capital. Para reparar e compensar esses danos assumiram compromissos que não foram cumpridos.
Isso dá cadeia.
Gente fina é outra coisa...
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