quarta-feira, 6 de abril de 2011

Boteco em novo endereço

Botequeiros e botequeiras (acreditem, elas estão por aí, mas são tímidas e recatadas demais pra aparecer).

Tenho um comunicado a fazer.

Vamos mudar de local. A decoração do novo ponto é quase a mesma. O endereço é que é mais fácil de divulgar.

A partir de agora estaremos no www.botecodoilgo.com.br.

De cara, aproveito para anunciar o lançamento da Kidiaba, linda por fora, gostosa por dentro.

Bem, este boteco também é de vocês. Apareçam.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Leandro: um novo caso Ronaldinho?

O empresário/procurador da nova revelação do Grêmio é Gilmar Veloz. Ele deu entrevistas hoje dizendo que não tem pressa em renovar e, assim, ampliar o tempo de contrato de Leandro, que hoje expira em abril de 2013.


São dois anos pela frente. Veloz diz que 'vai renovar no momento certo'. Garante que a ideia é manter o guri no Olímpico. Só falta proferir juras de amor ao Grêmio, imitando Assis e seu irmão.


Veloz já é dono de 27 por cento do passe do guri. Com certeza, se renovar mesmo, conforme está assegurando, vai levar mais um naco do filé. Não sei quanto irá sobrar para o Grêmio, mas se ao menos sobrar alguma coisa, quem sabe uns 50%, já será um bom negócio.


Afinal, RG e tantos outros sairam sem render nada aos cofres do clube.


Veloz é um empresário sério, e isso ajuda a explicar seu sucesso. Mas é um empresário, seu negócio é ganhar dinheiro.


Ele dizia que Pato ficaria no Beira-Rio. Pato saiu, mas o Inter ganhou uma boa grana.


Leandro também vai sair, não me iludo, e não deve demorar. O importante é que o Grêmio não fique de mãos abanando.


Agora, uma coisa eu não entendo: por que nenhum dirigente do Grêmio percebeu o enorme potencial desse guri e não se antecipou ao seu sucesso fazendo um contrato com prazo mais elástico?


Afinal, o que esse pessoal das categorias de base e os de cima está fazendo?


Modéstia à parte, eu vi o Leandro num jogo (está registrado aqui no boteco) e logo percebi que está diante de um projeto de craque.


Eu nunca tinha ouvido falar no Leandro, mas quem trabalha no Olímpico teria a obrigação de saber, ou ao menos desconfiar, de que havia ali um diamante a ser lapidado.


É por essas e outras que Gilmar Veloz - está aí um sujeito que enxerga os talentos - ganha tanto dinheiro.


Quem sabe ele não aceita trabalhar no Grêmio quando cansar de viajar e acumular fortuna?

domingo, 3 de abril de 2011

Leandro repete Taison

Leandro estoura no Gauchão e repete Taison. Hoje, marcou outra vez. Se não me engano, ele fez gol em todos os jogos que disputou desde que começou essa sequencia no time titular.


Resta esperar que Leandro não desabe na Libertadores, imitando o que houve com Taison no Brasileirão. Taison sentiu tanto a queda que custou a reerguer-se, mas quando emergiu das trevas o fez com tanto brilho que o Inter conquistou a Libertadores e ele logo foi negociado.


Torço para que Leandro se mantenha e cresça ainda mais, porque tem potencial para isso. E torço também para que continue no Olímpico pelo menos por mais uns dois anos. Leandro é o atacante que o Grêmio estava precisando para jogar ao lado do centroavante.


Hoje, o vice de futebol Vicente Martins disse que Leandro é o atacante que a torcida queria. E ele, dirigente de futebol do Grêmio, não queria? Estava satisfeito com Viçosa, Clementino, Carlos Alberto? Parece que estava, porque não moveu uma palha para encontrar um substituto de Jonas. E pelo jeito não está fazendo absolutamente nada para contratar mais um centroavante. Ou ele acha que pode ser campeão apenas com Borges, que já não é lá essas coisas?


Não adianta depois, com a eliminação anunciada na Libertadores, reclamar de arbitragem, do técnico, dos jogadores, do clima, da torcida, dos astros. A conquista de um lugar na Libertadores foi tão festejada, tão exaltada (como sempre aliás), que eu acreditei que a direção armaria uma equipe realmente capaz de brigar pelo título. Sei que André Lima vai voltar, mas em que condições? Não será tarde?


Se na Libertadores o time causa desconfiança e temores, no Gauchão vai bem, obrigado. Já garantiu a maior pontuação e, se houver outro vencedor do segundo turno, a finalíssima será no Olímpico. Já é uma boa vantagem.


O Inter tem todas as condições de ser campeão do returno. Ao menos no papel, teoricamente. Na prática, o time acumula atuações preocupantes. Vi parte do jogo contra um dos meus times, o Lajeadense, no estádio Florestal onde exibi meu talento nos distantes tempos de guri.


O Lajeadense é ruinzinho. O Inter conseguiu ser igual. E com todas as suas estrelas, estrelas que parece que só gostam de brilhar contra os castelhanos. Acho que o Lajeadense bateu demais. O juiz foi conivente. Tem sido assim neste Gauchão e em todos os anteriores. Já escrevi sobre a violência no futebol: os maiores responsáveis são os juizes. Eles custam a expulsar. Querem preservar o espetáculo, como canso de ouví-los dizer.


O fato é que o Inter está patinando demais no Gauchão. O Grêmio tem feito alguns jogos de boa qualidade, principalmente nos segundos tempos depois da fala do Renato. No Inter, Roth não consegue fazer o mesmo. Pelo contrário.


Para concluir, quero destacar outro nome na vitória por 2 a 1 sobre o Veranópolis: Pessali. O guri entrou, fez a jogada do pênalti. Espero que ele desencante e que tenha continuidade no time titular.


Já o Victor, como destacaram alguns botequeiros, está numa fase ruim. É a tal 'selecionite aguda'. A cura talvez passe por uns jogos sentado no banco de reservas. Mas ainda prefiro o Victor em má fase ao Marcelo Grohe, que até evoluiu muito, a vem da verdade, mas sigo apostando no titular.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Renato, as situações esdrúxulas e um ano sem CP

No final da tarde de hoje, na Band, um conhecido jornalista esportivo classificou de 'a coisa mais esdrúxula' que tinha visto no futebol gaúcho nos seus '15 anos de carreira' essa situação envolvendo a folga de Renato.

Com o tom de voz elevado, um tanto acima do normal, criticou Renato por ter pedido afastamento para jogar futevôlei 'em pleno campeonato gaúcho' e a direção por ter permitido.


Incluo essa manifestação no arquivo dedicado aqueles que não se conformam que o Grêmio (sua torcida ao menos, e é o que afinal importa) tenha essa relação de amizade, de cordialidade de tolerância com seu maior ídolo. Parece que isso incomoda, perturba, inquieta e, em alguns casos, causa revolta e inveja.


Se a questão é o afastamento em pleno Gauchão, como podemos classificar a decisão de uma diretoria e de sua comissão técnica de escalar um time C para disputar uma parte significativa do campeonato, o que resultou na sua eliminação prematura da primeira fase? Será que cabe a palavra esdrúxula para essa decisão? Acredito que sim.


Estou certo de que essa questão do futevôlei teria outro tratamento se o Grêmio tivesse perdido o primeiro turno.


Colegas do talentoso jornalista apressaram-se a lembrar de situações mais ridículas: a poltrona 36, por exemplo.


Mas aí fugimos um pouco da questão que interessa: a gestão do futebol. Nesse aspecto, nada pode ser comparado ao que fez a diretoria anterior do Grêmio ao esperar 40 dias por um treinador em meio à disputa de uma Libertadores. Por coincidência, Renato era apontado em todas as pesquisas feitas com a torcida gremista como um dos fortes candidatos a substituir Roth (toc-toc-toc).


Enfim, essa foi de longe a decisão mais esdrúxula e estapafúrdia que eu vi nos meus 32 anos de carreira como jornalista, a maior parte do tempo no futebol.


Estou convencido de que o colega, na ânsia de alfinetar Renato, não pensou muito sobre o assunto, ou foi traído pela memória. Ou, ainda, realmente acredita que dar folga a Renato foi mesmo uma decisão que causou enorme prejuízo à instituição. É uma questão de valores.


SAIDEIRA


No Sala de Redação, percebi que seus participantes ficaram consternados com a situação de Gilson, que depois de marcar o gol mais bonito de sua carreira, foi imediatamente substituído por Renato. Teria sido uma espécie de punição. Não foi, claro. Por que Renato iria punir o lateral esquerdo que mais admira no elenco gremista? Era uma questão de buscar a vitória e, nesse caso, não se pode perder tempo. Renato colocou um atacante.


Ah, pobre do Gilson. Ah, digo eu, pobre do torcedor que tem que aguentar o Gilson.


FECHANDO A CONTA


Há exatamente um ano, mais ou menos neste horário, eu decidia deixar a Caldas Jr, onde comecei a trabalhar em 1978. Foi uma decisão difícil, mas as circunstâncias me deram força e determinação.


No dia seguinte, primeiro de abril, pela manhã, bem cedo, entreguei minha carta de demissão no departamento de pessoal.


Um mês depois, convidei colegas do esporte que julgava amigos (afinal, tínhamos uma relação fraterna, éramos quase uma família, daquelas que se dá bem) para uma confraternização num bar. Só apareceu o Chico Izidro.


Agora, cheguei a pensar em convidar os ex-colegas de tantas brincadeiras na redação para um encontro comemorativo a este primeiro aniversário de desligamento do CP. Poderíamos falar do velho Moura, que nos deixou recentemente, e dos velhos tempos. Daríamos boas risadas. E, claro, falaríamos mal dos ausentes, que é a melhor parte nesses encontros.


Mas acabei me dando conta que pagaria outro mico, passaria por outra decepção. De decepção chega as que o Grêmio me dá.


Hoje, infelizmente, eu sei que nós não éramos tão amigos quanto eu imaginava. Mesmo assim, ficaram os bons momentos, e estes são meus parceiros para sempre.

Ozzi e o gol contra de Gilson

Ozzi Osbourne cobriu parte do corpo com a bandeira do Grêmio. No Gigantinho!!!! E não foi vaiado, é o que saiu nos saites. E mais, no final, desprezou uma bandeira do Inter jogada sobre o palco.

Será o público desse tipo de show mais civilizado do que o que frequenta os estádios de futebol? Ou o pessoal não tá nem aí pra essa rivalidade que às vezes beira à insanidade?

Agora, o mais interessante da noite musical-futebolística é que Celso Roth ficou um jogo sem sofrer o repúdio da torcida. Se houve alguma vaia, não foi enfatizada.

O time colorado bateu o glorioso Jorge... por 3 a 0. E com gols dos jogadores que se aproximam do goleador Damião e não são exatamente atacantes dentro do conceito tradicional ao menos: Oscar, D’Ale e Zé Roberto.

Por falar em vaias, Gilson entrou definitivamente no grupo dos mal-amados. Ele marcou um gol contra (e foi um belo gol de cabeça), e abriu caminho pro Juventude virar o jogo no Jaconi: 3 a 2.

Gilson, está provado, não tem condições de jogar num clube de ponta, num clube que almeja grandes títulos. O gol que marcou pode ter sido providencial. Se Gilson começar o próximo jogo, principalmente se for da Libertadores, terá que jogar o que nunca jogou na vida para conquistar a torcida.

O técnico Renato estará desafiando a sorte se continuar bancando esse rapaz. A hora é de Neuton na posição. Ou de Bruno Colaço. Nunca de Gilson.

Se domingo o Inter não conseguiu superar o São Luiz, no beira-Rio, mesmo com um jogador a mais no segundo tempo, o Grêmio não ficou atrás. Conseguiu perder para o modesto time do Juventude, que ficou uns 30 minutos com um jogador a menos.

Agora, o lance da noite foi o Ozzi envolto pela bandeira tricolor na casa dos colorados. Minimizou o fracasso no Jaconi.

Ah, Leandro marcou mais um gol e foi destaque. Renato já confirmou que ele segue no time.

Leandro pode ser um indicativo de que nem tudo está perdido na Libertadores.

Mas ainda falta um grande centroavante, ou um centroavante grande.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A volta de Koff

Com o Clube dos 13 ruindo, o ex-presidente Fábio Koff deve buscar outros rumos. Ele admite voltar ao Grêmio.

Koff foi o último grande presidente do clube. Todos os outros cometeram erros de maior ou menor envergadura.

Alguns conseguiram sucesso aqui e ali, e graças a isso conseguem voltar. Outros, nomes que é melhor esquecer, empilharam fracassos. No meio do caminho, houve quem fosse extremamente danoso ao clube.

Uma pena que o possível retorno cheire a retaliação política por causa da posição adotada pelo presidente Paulo Odone, que aderiu rapidamente ao projeto da rede Globo.

Uma pena, também, que se tivesse retornado antes, talvez a situação do Grêmio hoje fosse outra.

Mas vale o ditado: antes tarde do que nunca.
Koff tem todas as condições de colocar o Grêmio de novo no rumo dos grandes títulos.

Ah, a lamentar a morte de um grande dirigente: Rudi Petry, o homem que consagrou a frase 'assunto de economia interna'. Se realmente voltar, Koff não terá mais a voz sábia e conciliadora do 'seu' Petry.

SAIDEIRA

Sábado, passei o dia fazendo um curso de cervejeiro. O segundo. O primeiro foi com o mestre Cléber, do http://www.alquimiadacerveja.com.br/. Ali aprendi os primeiros passos e lancei a 1983 e a Mazembier. Senti necessidade de aperfeiçoamento.

Fiz o segundo curso com um mestre cervejeiro formado na Alemanha. É a minha pós-graduação.

A 1983 (Pale Ale, Weiss, Pilsen e Golden Ale) está cada vez melhor. A Mazembier é um sucesso. Tem gente que compra, bebe e coloca a garrafa cheia de café como um troféu na prateleira da sala.

Em seguidinha, sai do forno, digo, da geladeira, a Kidiaba. Um cerveja tipo Dunkel, com puro malte alemão. Quem tive interesse, que faça sua reserva o mais rápido possível. São poucas unidades.

domingo, 27 de março de 2011

Um raio de luz e o futevôlei

Quando assisto a um jogo do Gauchão nem penso na tabela de classificação, não me preocupo com o resultado, e outras coisas banais como a 'grande polêmica' que envolve a participação ou não de Renato num torneio de futevôlei no Rio.


Percebo que tem muita gente preocupada com isso: "Meu Deus, como ficará o Grêmio sem Renato num final de semana?". Está aí uma questão que poderia ser tema do programa Polêmica da R. Gaúcha, ou do Conversas Cruzadas, da TVCom.


Os sites também poderia fazer uma enquete, algo bem tendencioso: Renato tem o direito de deixar o time na mão para se divertir nas areias de Copacabana?


Agora, deixando as amenidades de lado e voltando ao que interessa: cada jogo do Gauchão serve basicamente para que a gente avalie as condições do time (Grêmio e Inter) em termos de Libertadores.


É claro que é bom ser campeão do regional, mas no momento o que conta é a mesmo a disputa da Libertadores, ainda mais que os dois estão envolvidos e a qualquer momento podem se enfrentar, provocando um terremoto de emoções, seguido de tsunami no Guaíba.


Os resultados da dupla no Gauchão não dizem muita coisa, mas o que os times apresentaram sim. O Inter, dentro de casa, com titulares, ficou num melancòlico 0 a 0 com o São Luiz. O resultado foi ruim, a atuação pior. Os colorados ficaram preocupados.


Já escrevi: o Inter tem time para ser campeão da Libertadores, mas não tem treinador para chegar lá. O Grêmio, ao contrário, tem treinador para ser campeão, mas não tem time. Por enquanto.


É aí que eu quero chegar: Leandro, com seus 17 anos, é uma raio de luz em meio a mediocridade ofensiva do Grêmio desde a saída de Jonas. No jogo em Pelotas, um jogo encardido, o guri jogou com naturalidade e espontaneidade (características fundamentais dos craques). Entrou no intervalo (Escudero, lesionado. O argentino foi razoável) e mudou a cara do time. Outra característica do craque.


Então, o Grêmio está ganhando um reforço importante para a segunda fase da Libertadores. Falta, agora, um centroavante.


O Grêmio não pode depender apenas de um centroavante, ainda mais se esse centroavante for o Borges. Além de dodói, é um jogador que não tem temperamento e força para enfrentar as agruras da Libertadores.


Mais do que um centroavante, o Grêmio precisa alguém para ser titular, com Borges ficando na reserva. Fora isso, não tem salvação.


Sobre a vitória por 3 a 1 sobre o Pelotas: foi justa. No primeiro tempo, jogo parelho. A melhor chance de gol foi do Pelotas, com o Clodoaldo entrando livre nas mãos do Marcelo Grohe, que, aliás, está me surpreendendo (além do mesmo corte de cabelo do Victor, ele está tão seguro quanto o titular). No segundo tempo, com a já tradicional sacudida de Renato (mais uma diferença entre ele e Roth), o time envolveu o Pelotas e chegou fácil à vitória. A dupla W. Magrão-Adilson foi demais.


SAIDEIRA


Não sei se mais alguém percebeu: Borges reclamou forte de Leandro em dois lances. Num, Leandro pegou a bola pela direita e chutou forte, cruzado, com a bola desviando no zagueiro e saindo para escanteio. No outro, Leandro foi ao fundo e chutou rasteiro, com o goleiro mandando para escanteio, que resultou em gol. Em ambos os lances, Borges gesticulou irritado, talvez porque quisesse o cruzamento, talvez por inveja mesmo. Escrevi sobre a inveja na semana passada.


FECHANDO A CONTA


Há uma semana participei do programa Cadeira Cativa, na Ulbra TV. O Reche não comandou o programa. Motivo: foi passear (na verdade, um evento social importante) em SP a convite da direção da Record (acho que o Reche vai acabar na matriz, tá com moral). Se o Reche pode deixar seu programa na mão, porque Renato não pode se divertir um pouco no Rio? Nem o programa perdeu grande coisa, nem o Grêmio vai perder.


Agora, uma coisa é certa: fosse com Roth, daria uma revolução.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Uma joia no Olímpico

'Gostei do Mithyuê. Gostei também do Viçosa, que tem potencial. O Vinicius entrou e fez um gol num passe do Leandro, um guri promissor, talvez o mais promissor de todos que estavam em campo.'

O parágrafo acima escrevi depois da vitória de 2 a 0 sobre o Porto Alegre.

A frase abaixo é do técnico Renato, após a goleada do pobre Inter de Santa Maria:

- O Leandro é uma joia (gostava mais quando joia se escrevia 'jóia') que o Grêmio tem.

O jogador de exceção joga alguns minutos e mostra que é bom. Foi assim contra o Porto Alegre, e repetiu-se neste jogo na goleada de 6 a 0. O guri Leandro entrou e fez dois gols.

Alguns o chamam de Neymar.

É evidente que Leandro será inscrito para disputar a Libertadores.

O Grêmio praticamente garantiu sua classificação com a vitória do União Petrolero sobre o Leon.

É um segundo lugar, mas já é muito para o time que foi montado para a competição.

Leandro é um guri, imaturo ainda, será ele capaz de dar a qualidade ofensiva que o time precisa e que não tem desde a saída de Jonas?

Por mais que veja no guri um baita talento, um jogador de enorme potencial, acredito que ele não está preparado para as agruras da Libertadores. Mesmo assim, será útil. E digo mais, deve receber oportunidade de jogar ao lado do Borges.

Aliás, dias atrás escrevi que Borges é dodói e que logo desfalcaria o time. Lesionado, segundo dizem, não jogou contra o Inter-SM. Pode ter sido poupado. Mas sem dúvida daqui a pouco ele vai deixar o time na mão. E aí, quem será o centroavante?

Reitero: a direção não armou o grupo para vencer a Libertadores.

Vamos ver agora o que ela vai fazer diante da classificação à próxima etapa da
competição. Vamos ver.

Soube que a rede Globo antecipou 30 milhões de cota de TV.

Então, que se invista na qualificação da equipe.

SAIDEIRA

O argentino Escudero voltou a mostrar que conhece. A esperança de título renasce se Escudero e Leandro confirmarem diante de adversários mais fortes.

A inveja e a Kidiaba

Inveja. É o que estou sentindo. Inveja é um sentimento baixo, mesquinho, pequeno. Mas quem nunca teve inveja na vida que atire a primeira pedra.

Não sinto inveja do RG, por exemplo. Imagine, rico daquele jeito, submetido à vontade do irmão e curtindo pagode. Não dá pra ter inveja.

Inveja mata. Dia desses, no litoral, um brigadiano admitiu ter matado um boxeador de futuro promissor por inveja.

Inveja é o título de um livro do Zuenir Ventura.

Esse sentimento corrói por dentro. Mas foi incontrolável quando li que o Inter vai disputar um torneio com a elite da elite do futebol mundial. Só grandes clubes do futebol europeu, e o Inter aqui do terceiro mundo.

Os outros três levam uma vantagem sobre o Inter: não consta que tenham perdido para o Mazembe, nem jogo de peteca ou de bocha. Menos ainda de futevôlei, especialidade do Renato.

Não seria mais justo levar o Mazembe no lugar do Inter?, pensei no olho do furacão causado pela inveja.

A vida é injusta, o mundo é injusto.

Quando começava a superar esse sentimento tão negativo e corrosivo, eis que vejo Sobis e Cavenaghi no ataque do Inter contra o Zequinha.

Vi alguns lances formidáveis do argentino. Um tiro de sem pulo extraordinário, após o passe do Oscar (como é que o SP foi perder esse talento? e ainda mais para o Inter, olha a inveja aí de novo).

Sobis, Cavenaghi e Damião. Qualquer um deles seria titular do Grêmio. Borges ficaria no banco do Inter. Ou nem isso. Inveja, pura inveja.

Ah, mas o Inter venceu apenas por 1 a 0, e o adversário era o Zequinha, alguém despeitado (é outro sentimento desprezível) pode observar.

Não importa. O que vale é o enorme potencial desses jogadores citados.

O Inter é candidato ao título da Libertadores. O Grêmio, do jeito que está, com apenas Borges de atacante, passou a ser um mero figurante.

Ainda mais quando cogitam de contratar o Éverton, do Caxias.

Se Éverton é solução, então só me resta mesmo é me afogar no poço escuro da inveja.

Só não faço isso porque tenho o Roth como esperança de novos dias.

SAIDEIRA

Informo que a 1983, de trigo, já pode ser degustada no Box 21, que fica ali na Rua Carlos Von Koserits, 304, bairro Higienópolis, perto da Sogipa.

E que a Kidiaba, uma cerveja escura, fica pronta em dez dias. O rótulo ficou um espetáculo.

Quem quiser, pode encomendar long ou 600 ml. Máximo de três unidades por pessoa.

O email pra contato está ao lado.

domingo, 20 de março de 2011

Renato e os reservas discretos e esforçados

Liguei a TV, reduzi o som abaixo do zero. Liguei o rádio. Estava com toda a boa vontade, disposto a identificar no time reserva do Grêmio alguém que possa ser titular incontestável e que justifique todas as críticas - inclusive minhas - ao Renato por não dar oportunidades a esse ou aquele guri da base.

Depois de 90 minutos, cheguei à conclusão de que a situação está pior do que eu imaginava.

Não vi ninguém incontestável para entrar no time titular. Ninguém.

É claro que há uma meia dúzia de jogadores que podem disputar a titularidade, mas ninguém que a gente possa afirmar que está sendo injustiçado.

De todos que estavam em campo, vi apenas um que ninguém questiona: o Victor.

O resto ainda tem que provar. É evidente que Renato poderia olhar com mais carinho para alguns jovens. Entre eles, o Neuton, que a meu ver deve entrar na lateral-esquerda.

Maylson, que eu admiro, só jogou mesmo no segundo tempo. Saimon é um bom zagueiro. Willian Magrão está sempre entre os titulares.

Gostei do Mithyuê. Gostei também do Viçosa, que tem potencial. O Vinicius entrou e fez um gol num passe do Leandro, um guri promissor, talvez o mais promissor de todos que estavam em campo.

O Pessali fez boa partida, marcou, armou. Mas assim como os outros não foi nada de extraordinário, nada que me desse maior entusiasmo.

O Fernando, que ainda não vi justificar seu prestígio, foi correto, eficiente.

E o Escudero? Marcou um belo gol na vitória por 2 a 0 sobre o Porto Alegre. Fez algumas boas jogadas, mas é outro que precisa jogar mais para ser titular de um time que ambiciona o título da Libertadores.

Ficou claro, contudo, que ele precisa ser melhor aproveitado, até porque Carlos Alberto não mostrou grande coisa até agora.

Gostaria de estar aqui escrevendo que Renato está sendo muito injusto, que existem jogadores na reserva capazes de mudar a cara do time. Mas não é verdade.

Portanto, mais do que o Renato, cabe à direção se mexer.

sábado, 19 de março de 2011

Renato deveria subir à presidência

Sob Intervenção, é o título de uma matéria na ZH deste sábado, assinada pelo sempre atento Luís Henrique Benfica, excelente colega dos tempos do CP e grande repórter. Na linha de apoio, ou segundo título: Odone vai descer ao vestiário.

O conteúdo da matéria está resumido no título. Odone vai intervir no vestiário. Não vai. Renato não vai deixar.

Odone, é claro, tem o direito de chamar Renato pra conversar sobre o time, manifestar sua insatisfação. Perfeito.

Mas, antes de deixar seu confortável gabinete, Odone deveria exercer melhor sua função de presidente do clube.

Se Renato não está mais correspondendo como técnico, Odone vai pior como presidente.

Seria o caso de inverter a situação:

"Sob Intervenção

Renato vai subir à presidência"

Esta seria a manchete correta para colocar o Grêmio no prumo ao menos no que diz respeito ao futebol.

Paulo Odone e seus subordinados do futebol não estão fazendo o dever de casa: faltam substitutos para Jonas e André Lima. Hoje, só há um atacante confiável, Borges, o resto não faz cócegas nas defesas adversárias.

Pode-se sonhar com título da Libertadores tendo apenas um atacante, que nem é lá essas coisas?

E a lateral-esquerda. É incrível, mas tenho saudade do Fábio Santos.

E aí entra uma das minhas críticas ao Renato. Por que não dar ao Neuton as mesmas oportunidades que ele tem dado, genero e injustificadamente, ao Gilson?

Outro que merece ser melhor aproveitado: Maylson.

E afinal, quando iremos saber se Escudero é uma boa contratação ou não?

Odone e Renato têm muito o que conversar. Coisas para dizer um ao outro.

Só não sei se o local adequado é o vestiário ou o gabinete presidencial.

Talvez campo neutro.

SAIDEIRA

Na matéria do Benfica, há citação de várias fontes, mas sem dar nome aos bois (cornetas?) (É 'um conselheiro', 'um assessor' e um 'interlocutor de Odone', nomes que é bom nenhum.

Está certo, preservar a fonte.

Imaginem se fosse o Kajuru assinando a matéria. Com ele, parece que não tem essa de preservar o sigilo da fonte.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O tamanho do futebol do Grêmio

Ver o Grêmio numa tela de quase três metros de largura jogar o futebol sofrível que teve a coragem de apresentar contra o glorioso León é algo apavorante, traumatizante.

Foi o que senti hoje, quando vi o empate por 1 a 1 de dois times jogando uma bolinha varzeana, na casa de um amigo conselheiro do Grêmio, ao lado do Antônio Augusto, o maior plantão esportivo de todos os tempos. Ele está na rádio Pampa, à noite.

Esse time do León é pra vencer sem maior esforço, mas com um mínimo de talento, que apareceu raras vezes no jogo. Numa delas, Douglas deixou Carlos Alberto em condições de marcar, e o meia fez um golaço.

Fora o gol, o melhor que Carlos Alberto fez foi a comemoração imitando o Kidiaba. Damião provocou, levou o troco. E que troco!

(Ah, a cerveja Kidiaba vem aí, lançamento em abril.)

Quem me acompanha sabe que já joguei a toalha em termos de título da Libertadores.

Com o time atual e com Renato perdido, confuso e teimoso (difícil entender a insistência com Gilson e Bruno Colaço no meio de campo, entre outros atentados), o Grêmio cai na próxima fase.

Pode um time que tem apenas um atacante de qualidade, e qualidade limitada porque não sabe chutar com o pé esquerdo e é zero no cabeceio devido à sua altura, almejar algo mais que uma figuração na Libertadores?

Se com Borges é complicado, imaginem sem ele. O que faz a direção que ainda não contratou um centroavante com estatura de centroavante? E um companheiro para o camisa 9?

Já dei a dica: vejam no futebol japonês. Tem gente querendo voltar pra jogar de graça.

Já sugeri o Fábio Júnior, goleador do campeonato mineiro. Está bem, ele não é nem uma maravilha, mas teria feito os gols que Borges perdeu.

Será que vão morrer abraçados ao Clementino, ao Viçosa, ao Borges (abusou de arte de perder gol)?

Nos últimos anos, sucessivas diretorias comemoram vaga na Libertadores, o brinquedinho que todos sonham. Aí, com o brinquedo na mão, não sabem o que fazer com ele. É o que está acontecendo agora com Paulo Odone e cia.

Pior que isso só perder o Renato e ficar 40 dias esperando um técnico como aconteceu recentemente.

Decidi, depois do jogo desta tarde, que não vou aceitar mais o convite do meu amigo para ver o Grêmio na tela grande enquanto não vierem reforços para o ataque e enquanto Gilson continuar titular.

Se é pra me assustar, prefiro ver na tela pequena, no máximo cinco polegadas, que é afinal de contas o tamanho do futebol do Grêmio desde a saída do Jonas.

SAIDEIRA

Renato ofereceu hoje um banquete para os urubus se esbaldarem. Mas não tenho dúvida de que fez isso muito mais pela falta de opções ofensivas. E aí, é responsabilidade da direção. O fato é que aqueles que estavam à espreita, e outros que já davam uma alfinetada aqui e outra ali, vão se revelar plenamente.

Vão desprezar a omissão da direção e cair de pau no Renato.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Adilson é a bola da vez se Renato sair

Renato é criativo. Ao ver que tinha confiado demais no Kajuru, inventou essa de que pensava ser um trote e contra-atacou com outro trote. Veneno contra veneno, princípio da homeopatia.

É claro que foi a saída que Renato encontrou por ter falado demais. E logo pra quem?

Ele acreditou que Kajuru fosse preservar o sigilo da fonte. Normalmente, por ética, quando o informante diz 'olha, não sou que te disse', o repórter dá a notícia, mas não revela de onde saiu a informação.

Kajuru, não, colocou toda a gravação no ar.

Não tenho dúvida de que Renato foi procurado pelo Fluminense e que está inclinado a aceitar a proposta de voltar ao Rio. É no Rio que está sua família. Tem também seus amigos, seus parceiros de praia, etc.

Outro fator que pode levar Renato a deixar o Grêmio: ele perdeu seu melhor atacante e não houve reposição. Com Jonas, já seria difícil ganhar a Libertadores. Sem Jonas, e sem ninguém para o lugar (e agora sem André Lima), o título ficou impossível.

Ah, o Flu está mal na Libertadores, alguém pode lembrar. É, mas tem time para sair dessa, ainda mais com Renato.

Renato, se sair mesmo, sai por cima. Tirou o Grêmio do buraco no Brasileirão, algo que muita gente duvidou e hoje, livre da segundona, despreza esse fato;
de lambuja classificou o clube para a Libertadores.

Alguns ingratos estão relevando isso, e até torcendo para Renato ir embora.

São os mesmos que dentro de mais algum tempo estarão gritado: volta Renato!

Ah, quem vem se Renato sair?

Não tenho dúvida de que vem Adilson, que há dois levou o Cruzeiro à final da Libertadores. Não gosto dele como treinador, mas a direção gosta.

terça-feira, 15 de março de 2011

Renato Portaluppi de volta ao Flu?

Em entrevista ao jornalista Jorge Kajuru, do site Esporte Interativo, Renato Portaluppi admite que poderá voltar ao Tricolor Carioca até o final de semana.

Confira:

Só os títulos são eternos

Ao participar do Cadeira Cativa, ontem, defendi a atuação do Márcio Chagas da Silva, mais ou menos repetindo o que escrevi aqui. Estava presente o técnico Lisca, que criticou os acréscimos dados pelo juiz no tempo do jogo, assim como boa parte da crônica esportiva e também o atacante Damião. Sem contar as brincadeiras pela internet feitas por torcedores colorados, todas muito criativas, como essa de o auxiliar levantar a placa onde aparece escrito em letras luminosas: 'vai até empatar'.

Aliás, ao comemorar o gol lembrando os acréscimos, Damião quis mexer com os gremistas, mas na verdade agrediu a arbitragem. Jogadores gremistas criticaram o Damião, mas eu acho que o tribunal de justiça desportiva da FGF poderia intimar o jogador a explicar sua atitude. Afinal, ele estava ironizando o trabalho de um juiz de um jogo que sequer era o dele.

Fora isso, nada contra a brincadeira do Damião. O futebol anda muito carrancudo, dentro e fora de campo.

Por falar em carranca, o Muricy está aí, disponível. O técnico multicampeão está livre. Vejo aqui e ali muitos colorados sorridentes. Há quem vá torcer contra o Inter na Bolívia na esperança de ver Muricy no lugar de Roth...

Por outro lado, especulações sobre a volta de Renato ao Flu. Duvido que Renato, apesar de seu fascínio pelo Rio, vá se deixar seduzir pela tentação de voltar. Renato valoriza e preza muito sua imagem de ídolo do clube do seu coração.

Mas...

SAIDEIRA

Segue a polêmica envolvendo o Beira-Rio. Acho que o clube não deve vender sua alma só pra garantir a Copa do Mundo no seu estádio.

Escrevi o mesmo sobre a troca do Olímpico pelo Banhadão do Humaitá. Sei que o Banhadão é o pato feio que um dia se revelará um formoso cisne, mas não gosto dessa história dos 20 anos e preferia mesmo uma bela reforma do Olímpico.

O Brasil, do governo Lulla, se curvou à Fifa (as empreiteiras agradecem). Os clubes poderiam manter a coluna ereta.

Gostei da postura do São Paulo, que, diante do que exigia a Fifa, mandou os velhinhos suíços pra aquele lugar.

Agora, o presidente Luigi teme ficar marcado como o presidente que entregou a Copa para o Grêmio. Para mim isso não significa nada.

O que me interessa são as vitórias, são os títulos, porque esses são eternos.

FECHANDO A CONTA

Está espumando uma nova safra da 1983, já estupidamente gelada. Reservas pelo email
ilgowink@gmail.com.

domingo, 13 de março de 2011

Fábio Jr (não o o cantor) e os secadores venenosos

O time B do Grêmio imitou os reservas do Inter: perdeu. Aquela história de que o Gauchão é tão fácil que dá até pra escalar um time reserva pra ser campeão realmente não se confirma na prática.

O Grêmio perdeu para o Cruzeiro em pleno Olímpico, mas poderia ter obtido resultado melhor se Carlos Alberto não tivesse sido expulso. Achei rigorosa demais a decisão do árbitro Coruja, que nunca passou de um juiz razoável.

Dizem que ele teria ofendido o jogador gremista. Renato ouviu e ficou revoltado. Acabou expulso também.

Não tenho dúvida de que o interesse da FGF (e da TV) é de que outro time ganhe o segundo turno. Então, prevejo arbitragens estranhas. O Grêmio, ao escalar reservas, contribui para isso.

Estou ansioso para ver como será a arbitragem no Centenário, entre Caxias e Inter.

FECHANDO A CONTA

O Grêmio precisa urgentemente de outro centroavante. De preferência um centroavante com tamanho de centroavante.

Minha sugestão: Fábio Júnior.

Ele está com 34 anos, mas segue fazendo gols como poucos. É um dos goleadores do campeonato mineiro defendendo o América.

Lembrei desse nome ontem ao ouvir que ele havia feito três gols na rodada.

Não é o melhor nome. Pode ser que ele venha e seja um novo Tuta (toc-toc-toc), mas pelo que ele tem feito no América penso que seria um acréscimo.

Sem um goleador a mais o Grêmio não vai longe na Libertadores.

Renato já está mudando o esquema para jogar com um atacante de ofício. Tudo certo. Mesmo assim é indispensável a contratação de outro jogador para disputar com Borges, um jogador que se lesiona com facilidade.

SAIDEIRA

Da série 'secadores de Renato': um comentarista, ontem, lá pelas tantas disparou: 'Renato está levando um banho tático do Leocir (técnico do Cruzeiro)', desprezando o fato de que era o time reserva do Grêmio em campo.

Depois, não satisfeito acrescentou mais uma ou outra frase igualmente venenosa.

Em breve, começarei a dar nomes aos bois (ou jararacas).

GORJETA

Grande atuação do goleiro Matheus. Igualmente excelente o goleiro do Cruzeiro, Fábio.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Márcio Chagas precisa explicar por que acertou

Que tempos estranhos esses! Quando guri, ouvi meu pai repetir que honestidade era obrigação, nunca um atributo a ser elogiado.

Hoje, o sujeito honesto pode ser alvo de chacota, dependendo da circunstância.

Vejam o caso do juiz Márcio Chagas. Ele tem sido procurado para explicar por que fez cumprir a lei do jogo em Grêmio x Caxias.

Até os quero-queros do Olímpico perceberam que o Caxias jogou desde o início preocupado em fazer tempo. O juiz, por óbvio, também percebeu que uma das estratégias do Caxias era mesmo fazer cera.

Então, o que fez o Márcio? Ficou em cima, atento, para não fazer papel de trouxa. E alertou sempre que estava marcando cada ação fraudulenta.

O que devemos lamentar é que o normal é o juiz favorecer o infrator nesse tipo de jogada que afronta a lei do jogo e o espírito esportivo, bem, isso nem existe mais faz tempo.

Márcio explicou que já agiu dessa maneira em outras ocasiões, dando até 10 minutos de acréscimo.

Não duvido que seus chefes na arbitragem o critiquem, não duvido.

A lamentar apenas que Márcio se preocupou em preservar o espetáculo, segundo ele admitiu, ao não expulsar o goleiro caxiense por fazer cera.

Aliás, outra coisa que os juizes fazem: não punem os goleiros que não deixam o jogo correr com o claro objetivo de levar vantagem.

Márcio constatou a infração do goleiro e não o puniu para 'preservar o espetáculo'.

Que espetáculo? Futebol é antes de qualquer coisa um esporte no qual estão em jogo muitos interesses, o mais insignificante deles é a qualidade a ser apresentada.

Futebol não é uma peça de teatro, um ballet, um show de rock, é um negócio que envolve muito dinheiro, e ganha mais quem sai do 'palco' vitorioso.

Então, Márcio errou ao não expulsar o goleiro, que, segundo ele mesmo, deveria ter sido expulso.

Logo no começo do jogo me pareceu ter ocorrido um pênalti a favor do Caxias. Será que ele viu e não marcou para 'preservar o espetáculo'? Afinal, um pênalti logo no começo desequilibra e prejudica de certa forma o tal espetáculo.

Em compensação, o juiz estendeu o tempo do 'espetáculo'. E aí é alvo de críticas.

Tempos estranhos...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mudança de esquema, inveja e secação

É preciso mudar o esquema. A frase é do presidente Paulo Odone, ainda assustado com o sofrimento para vencer o glorioso Caxias do mais glorioso ainda Éverton.

O presidente demorou, mas aderiu à minha tese: mudar antes de afundar.

Um time que aspira o título da Libertadores não pode levar dois gols do Caxias dentro de casa. De jeito algum.

Ou Renato ajeita essa defesa, acerta o meio de campo e afina o ataque, ou a caminhada do Grêmio na Libertadores vai ser mais curta que esperança de pobre.

Com todo o respeito ao Caxias, mas não passa de um Mazembe criado a galeto, massa e polenta.

Se o Grêmio fosse o Inter, o Mazembe da Serra gaúcha teria feito a festa.

Mas o Grêmio foi o aquele Grêmio que não se entrega, aquele Grêmio que orgulha os gremistas e causa inveja nos colorados.

Mas nem sempre esse Grêmio vai vencer na superação. Vide o recente fracasso diante do 'poderoso' Junior de Barranquilla.

É preciso acima de tudo jogar futebol, e isso implica em ter um sistema defensivo estruturado, um meio de campo organizado e um ataque criativo e definidor.

Repito o que escrevi aqui há algum tempo: aplicar o esquema com três zagueiros e um atacante (pode até ser dois, um centroavante e um jogador de movimentação e velocidade).

André Lima provou ontem que merece ser titular. Borges tem mais técnica. Mas André Lima joga com mais vibração, se envolve mais e tem tamanho de centroavante. Borges tem qualidades, mas prefiro o André Lima. Os dois juntos só em situações emergenciais.

Carlos Alberto precisa encontrar urgentemente o futebol que esqueceu em algum lugar do passado. Fazer como o W. Magrão, que esteve soberbo.

Além da vitória nos pênaltis, extraída a fórceps mais uma vez, o que aconteceu de mais positivo é que Gilson provou que realmente o Grêmio é muito para o seu futebol instável e nada efetivo.

Renato está impedido de escalar esse jogador de novo.

Gostei do Rodolfo. Mostrou bravura, vontade de vencer, indignação diante do resultado negativo, o que é raro nessa era de profissionalismo exacerbado. Foi expulso e levou um zagueiro com ele, um zagueiro que fez falta ao Caxias no finalzinho.

O Caxias reclama de excesso de minutos de acréscimo. O tempo dado foi correto.

O técnico Lisca, que fazia ótimo trabalho no Caxias, pediu demissão. Alegou que ele e sua família estariam sofrendo ameaças. Estranho.

Os técnicos caem fácil demais nesse Gauchão.

Por fim, espero que Renato comece a repensar seu esquema.

Ah, e Dagoberto não vem mesmo?

SAIDEIRA

Milton Neves, o Invejoso, diz em seu twitter a respeito do jogo de ontem: imortal mesmo é o cronômetro do juiz.

Ridículo. O cara não viu o jogo e emite opinião. E sem merchandising...

COPO SECO

Há tempos venho dizendo que a secação, o olho grande, em cima do Renato é impressionante. Ontem, o Caxias vencia por 2 a 0. Coleguinhas tinham orgasmo microfônico. Um deles disparou feliz: o Grêmio está tomando um banho tático. No minuto seguinte William Magrão descontou, abrindo caminho para acabar com o 'banho tático'.

No segundo tempo, silêncio sobre o assunto.

FECHANDO A CONTA

Dia 9 de março, uma data que vou comemorar anualmente. E não é pela conquista da Copa Piratini, claro.

O dia marca o novo nascimento de dois dos meus filhos, que capotaram ontem na freeway, vindos do litoral. Foi um cagaço. Felizmente, ambos estão bem, muito bem diante do estado do carro.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Renato, a folga e os secadores

Há muito tempo venho alertando que tem gente secando o Renato. A secação vem de tudo que é lado, inclusive de dentro do Olímpico. Na imprensa, então...

Quem acompanha programas esportivos, colunistas, etc, já chegou à igual conclusão.

Renato, é claro, dá munição. Gosta de brincar com fogo.

Essa história dos três dias de folga pode resultar em tiro de canhão contra Renato.

Se o Grêmio perder pro Caxias hoje à noite, mais pra quinta-feira do que pra quarta de tão tarde que é o jogo, muito secador vai tirar a máscara.

Agora, eu acredito que o Grêmio bate o Caxias, mesmo com o pensamento voltado para a Libertadores. E aí o pessoal da tocaia terá de engolir mais essa bravata do Renato e enfiar a viola no saco.

Se o Grêmio perder, com certeza não será por causa da folga, que considero uma decisão adequada porque a meta mesmo é a Libertadores.

O jogo desta noite é importante porque uma vitória dá o título do turno e permite que o time fique mais tranquilo para enfrentar os desafios que terá pela frente neste mês.

Então, apoio o Renato nessa.

Só volto a insistir que ele precisa dar um jeito no time. Sacar o Gilson, definir alguém para jogar ao lado de André Lima na frente e dar um jeito no Carlos Alberto, que não pode jogar improvisado fora de sua posição.

Quem sabe olhar com mais atenção para jogadores como Maylson e Mithyuê...

SAIDEIRA

Está feia essa briga no Inter. Racha de velhos companheiros. O Grêmio se entregou pra OAS. O Inter dificilmente escapa de 'parceria' com uma grande empreiteira, no caso a Andrade Gutierrez. Por trás de tudo, essa tal de copa do mundo no Brasil.

É por essas e outras que fui e sou contra a copa aqui. Quem mais lucra com ela são as empreiteiras e os políticos.

A Copa do Brasil, outra herança maldita da era Lula, que deixou entre outras coisas uma dívida de curto prazo de 128 bilhões de reais, tudo por conta da ilha da fantasia que ele criou.

terça-feira, 8 de março de 2011

Eu, um sobrevivente

Eu sou um privilegiado. Nasci no dia consagrado à mulher.

Talvez por isso me dê tão bem com elas; e elas comigo...

Como dizia um velho colunista social carioca: sorry, periferia.

Os cães ladram e a caravana passa, dizia ele também, o Ibrahim Sued.

Sou um privilegiado também por ser gremista. Poderia ser colorado. Não seria de todo ruim, mas não gosto de ficar imitando os outros.

Além disso, teria de suportar 23 anos de gozação gremista pelo título mundial de 1983, o primeiro de um clube gaúcho.

Acima de tudo sou um privilegiado pelos três filhos maravilhosos que tenho. É o meu maior e talvez meu único legado. Bem, tem a 1983, a Mazembier e a Kidiaba, que vem aí toda serelepe, saltando de bundinha.

Sou também um sobrevivente. Sobrevivi a oito anos do (des) governo Lula. Sobrevivi ao Collor, ao FHC, ao Sarney, aos ditadores.

Estou preparado, curtido, posso sobreviver também a Dilma.

Sobrevivi ao axé, ao pagode, ao sertanejo.

Sobrevivi à falência da velha Caldas Júnior. Caí e me ergui.

Sobrevivi ao título mundial do Inter, que me desnorteou tanto que saí da redação do Correio do Povo naquele dia cantando o hino colorado.

Há anos sobrevivo aos comentários do Zé Esquilo, ao Roth, ao Ricardo Teixeira, à Fifa.

Sobrevivi a um princípio de afogamento no rio Taquari, ainda criança. Submergi e fui salvo por uma fada, um anjo, talvez uma sereia.

Sobrevivi agora depois de percorrer 1.100 km no feriadão. As estradas estão cada vez mais perigosas. Já não adianta muito ser cauteloso, porque sempre pode aparecer um caminhão tombando na nossa frente.

Andei na BR 282, em SC, a poucos quilômetros do acidente que vitimou 27 pessoas da colônia de uma cidade gaúcha.

Vou sobrevivendo assim, vivendo um dia após o outro, sem pressa. O tempo faz a gente ser mais paciente, mais tolerante (nem tanto), mais compreensivo.

Agora, está começando a ficar difícil entender essa insistência do Renato com a dupla André Lima e Borges. O André já está chiando. E com razão. Ele joga fora de posição depois de amargar algumas temporadas de baixa. Ao lado Jonas, ele ressurgiu. Ao lado do Borges, ele pode ir para o banco de reservas. Nessa, estou ao lado do André.

Vou sobreviver também a isso. Só não sei por quanto tempo o Grêmio vai sobreviver na Libertadores se Renato não tomar providências e ajustar esse time.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A brevidade da espuma de chopp

Vou resumir o que acabei de escrever e que na hora de salvar para publicar simplesmente desapareceu.

Desapareceu como o futebol do Grêmio sem Jonas (agora na seleção pra desespero de seus detratores) no ataque e Lúcio no meio.

O Grêmio conseguiu uma vitória a fórceps sobre o Leon. Foram dois gols daqueles achados, como quem vasculha um balaio na Feira do Livro e encontra um preciosidade por preço de banana.

A melhor chance de gol, com bola trabalhada, em todo o jogo, foi dos peruanos, no primeiro tempo, com Victor salvando a pátria.

Gillson mostrou que não pode jogar de titular. Bruno Colaço deve entrar no seu lugar imediatamente. Gilson é um jogador de começo e meio, mas sem fim. A não ser o fim da picada. Raramente conclui bem uma jogada.

André Lima e Borges juntos só porque a direção não contratou ninguém para o lugar de Jonas.

Insisto: Renato precisa implantar o esquema com três zagueiros e apenas um atacante de ofício, de preferencia que seja o André Lima.

Fora disso, a vida na Libertadores será tão breve quanto uma espuma de chopp.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Maquiavel e as propostas sedutoras

Foi a partir da união dos principais clubes do País que a TV (rede Globo) passou a pagar melhor, muito melhor, pelos direitos de transmissão dos campeonatos brasileiros.

O Clube dos 13, sob o comando de Fábio Koff, passou a ter poder de fogo, apesar de todas as suas divergências internas.

Agora, depois de tantos anos, outras empresas de comunicação estão diante da possibilidade de lucrar com esse filão.

Quem apresentar a melhor proposta, com valor mínimo de 500 milhões de reais, leva a competição a partir de 2012. Tudo muito claro, justo e transparente. Ao menos vendo assim de fora.

A atual detentora dos direitos, a Rede Globo, decidiu fugir da disputa, ou melhor, não entrar na disputa. Partiu para negociações diretas com alguns clubes.

O Grêmio, através de seu conselho de administração, vai negociar diretamente com a Globo. Outros grandes clubes devem seguir esse caminho.

A Rede Globo divulgou nota hoje explicando sua posição. Na verdade, não conseguiu justificar sua desistência de participar desse processo límpido e transparente.

A Rede Record seguiu o exemplo. Frisou em sua nota que o processo de 'licitação' é igual ao do Comitê Olímpico Internacional para os Jogos Olímpicos. E que a ideia é acabar com o monopólio.

Há um ponto preocupante no documento: a emissora só irá entrar no jogo se os clubes estiverem unidos. Ou seja, do jeito que está, cada clube brigando apenas pelo seu, a rede Record também ficará de fora.

A consequencia, que me parece inevitável, é a Globo continuar transmitindo o Brasileirão, mas agora sem a intermediação do Clube dos 13, que ficará esvaziado, perdendo sua maior razão de existir. Será que chegaremos a tanto?

Não é de duvidar-se que mais adiante os valores passem a ser cada vez mais reduzidos. A negociação individual num primeiro momento pode ser sedutora, mas com o tempo pode se transformar numa bruxa nariguda e desdentada.

Sem união, os clubes a médio ou longo prazo ficarão fragilizados.

Segue atual a tática do mestre Maquiavel: dividir para governar.

GORJETA

Será que entre as cláusulas para transmissão dos jogos o Clube dos 13 fixou o horário dos jogos da TV aberta nos dias de semana para algo como 20 horas?

SAIDEIRA

A Sandy como garota propaganda da Devassa. Só pode ser brincadeira. É agora que ninguém mais segura a Kidiaba, que vem aí logo, logo.

FECHANDO A CONTA

Há algum tempo venho destacando os problemas da bola pelo alto na área do Grêmio. Hoje, a ZH fez matéria de página inteira sobre o assunto. Título criativo: Medo de Altura.

Daqui a pouco todos vão estar falando e escrevendo sobre o que escrevi ontem: a solução para o Grêmio é o esquema com 3 zagueiros e um atacante de ofício. Se isso não acontecer, pago uma rodada de 1983 pra todos os botequeiros.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sugestão para melhorar o Grêmio

Pode não ser unanimidade, e acho mesmo que não é, até porque não existe unanimidade em nada neste mundo, menos ainda no futebol.

Mas o fato é que muita gente já percebeu que a dupla André Lima/Borges é uma forçação de barra, uma tentativa desesperada na falta de alguém melhor para compor uma dupla
mais harmônica.

Muita gente já percebeu também que o sistema defensivo do Grêmio como um todo é vulnerável, por baixo e principalmente por cima. O adversário, mesmo o mais modesto, entra com facilidade na área e fica cara a cara com Victor.

Como resolver esses problemas? É fácil constatar, criticar, difícil é apontar soluções.

Analisando o grupo de jogadores à disposição do técnico Renato, vejo apenas uma saída para fortalecer o time, que realmente precisa melhorar se quiser disputar o título da Libertadores. Do jeito que está, fica no meio do caminho.

O Grêmio tem jogadores em abundância para a defesa. E jogadores de boa qualidade, alguns são muito bons, acima da média, e com características diversas.

O mesmo não acontece no ataque. Os dois melhores na verdade deveria disputar a posição de centroavante. Nunca jogar lado a lado. Contra adversários mais fracos, até pode resolver. Mas não há Cruzeiros na Libertadores.

Então, sem mais delongas, apresento minha sugestão:

O Grêmio deveria adotar o esquema 3-6-1.

Os zagueiros: Paulão (Vilson está lesionado), Mário Fernandes e Rodolfo;
Meio-campo:
Gabriel e Lúcio (Bruno Colaço) nas alas;
Adilson e F. Rochemback na primeira linha;
Carlos Alberto e Douglas na segunda linha;
na frente, André Lima (Borges).

Com essa formatação, o time ganha em consistência defensiva e não perde força ofensiva, nem agressividade.

O esquema permite que Carlos Alberto jogue mais adiantado (hoje ele está mais preso e não consegue jogar tudo o que sabe ou que sabia) ao lado de Douglas e Lúcio, os três chegando mais na frente, juntando-se ao atacante, formando um pelotão que alia técnica e velocidade.

É a minha (i) modesta contribuição.

Não, não quero o cargo do Renato. Talvez o do Odone, porque daí posso mandar no técnico. Com a vantagem também de impedir que o Grêmio deixe o Clube dos 13.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Scliar e o alerta do Cruzeiro

O cruzeirense Moacyr Scliar morreu sem ter visto o renascer do seu clube.

O Cruzeiro eliminou o Inter da disputa pelo título do primeiro turno do Gauchão e neste domingo jogou como o velho Cruzeiro. Enfrentou o Grêmio, no Olímpico, com valentia. Não fosse o goleiro Victor poderia ter complicado o jogo ainda mais.

O Cruzeiro caiu de pé, como se dizia naqueles tempos do velho Cruzeiro da Montanha. Hoje, o Cruzeiro do Montanha, apelido do abnegado Ernani Campello, repórter da rádio Guaíba. Montanha acreditou num sonho, e este sonho está concretizado.

Scliar teria orgulho desse Cruzeiro que vimos jogar hoje no Olímpico.

Fico feliz pelo ressurgimento do Cruzeiro. Além do mais, o Cruzeiro prestou um serviço ao Grêmio. Com um elenco de nomes modestos - alguns de qualidade, como o zagueiro Léo -, o time estrelado escancarou problemas que parecem ser crônicos em seu adversário.

Um pouco antes das férias, alertei para algumas coisas. Uma delas, a facilidade como os jogadores rivais cabeceiam na área do Grêmio. Continua mesma coisa. Cheguei a sugerir que o Roger, aluno de Felipão, mestre em treinar zagueiros, fosse utilizado para resolver o problema.

Quando um time que almeja o título da Libertadores leva dois gols de cabeça - o primeiro deles de um jogador de metro e meio de altura - de um time como esse do Cruzeiro, que tem como meta máxima permanecer na série A gaúcha, é porque a coisa está feia, pior do que parece.

Mário Fernandes, conforme li tempos atrás, não joga na zaga porque é fraco na bola aérea. Será que ele está jogando e eu não percebi? Será que ele está disfarçado de Paulão ou de Rodolfo?

A bola aérea foi mandar o Grêmio pro espaço. Algo precisa ser feito urgentemente. Se não tem como melhorar a zaga, que se reforce o meio de campo para que o número de bolas alçadas para a área diminuam.

Renato precisa tomar providências imediatas.

Outro problema: Gilson não pode ser titular da lateral-esquerda. Ainda mais agora com Bruno Colaço jogando o que está jogando. E tem ainda o Lúcio.

No meio, Carlos Alberto e Douglas se sobrepõem. Eles quebram o galho contra times mais fracos. Quem quiser se enganar que se engane.

O mesmo no ataque. André Lima e Borges são jogadores de área. Gostam de ocupar o mesmo espaço. Renato, na falta de melhores alternativas, insiste com a dupla. Mas talvez seja hora de testar melhor o Viçosa, que entrou bem fazendo jogada pelo flanco e até cavou um pênalti em jogada de brilho individual.

Alguns dizem que sou pessimista, outros que sou realista.

O fato é que com esse futebol que jogou hoje contra o Cruzeiro o Grêmio terá vida curta na Libertadores.

Nem eu sei se estou sendo pessimista ou realista.

É isso: as férias não melhoraram meu humor, tampouco reduziram meu enfoque crítico.

SAIDEIRA

Destaques do Grêmio nesta vitória por 4 a 2. Pela ordem: Gabriel, Douglas, F. Rochemback e Borges. Gostaria de ver o Borges assim contra times mais qualificados e com marcação mais dura.

FECHANDO A CONTA

O sujeito que atropelou ciclistas na Cidade Baixa agiu como um criminoso. Estranho que a polícia não esteja atrás desse motorista, esperando que ele se apresente. Por que?
Ele agiu sabendo que poderia matar alguém.
Eu suspeito que esse sujeito tem as costas quentes.
Curioso que um delegado chegou a comentar que o tal elemento (pra usar expressão policial) pode ter acelerado o carro sobre os ciclistas temendo ser agredido. Teria, nesse caso, uma desculpa para atenuar sua culpa.
Essa não dá pra engolir nem com a 1983 bem gelada.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vitória e a entrevista de Renato

Além dos três pontos - que é afinal o que interessa -, gostei da entrevista do Renato no final do jogo contra o Petrolero. Mostrou que ele está com os pés no chão, não ficou deslumbrado com os 3 a 0, e que percebeu que o time precisa melhorar muito.

Confesso que fiquei preocupado com a facilidade que o time boliviano encontrou pra tocar a bola e chegar na área gremista, em especial no primeiro tempo.

O Petrolero é formado por uns sete ou oito jogadores da seleção do país. Mostrou que é um bom time, tem jogadores de qualidade, de drible, de boa técnica. Não tenho dúvida de que irá classificar-se à próxima fase e que o jogo da volta será um inferno.

E tudo isso só valoriza a vitória gremista. Mesmo assim, penso que o Grêmio precisa melhorar muito para brigar pelo título.

O jogo estava encrespado. Aí, veio o pênalti. A meu ver, existiu. O jogador boliviano meteu a mão direita na bola, que ricocheteou depois na cabeça.

Antes, quase no começo, houve um toque de mão de Paulão na área tricolor. O juiz não viu, os bolivianos reclamaram. Até acho que foi involuntário. Mas não tenho certeza.

Escrevo isso pra deixar muito claro que fiquei preocupado com o primeiro tempo. No segundo, o Grêmio foi muito superior, porque o adversário se abriu em busca do empate.

André Lima e Borges não podem jogar juntos. Quer dizer, até podem, mas não é o ideal. Gilson foi muito mal no primeiro tempo. A seu favor o lance em que evitou o gol boliviano no finalzinho. No segundo tempo, ele melhorou bastante e até fez gol. É o ponto mais vulnerável do time. Mas pode evoluir, como mostrou neste jogo.

Os melhores: Gabriel e Fábio Rochemback.

Agora, independente de alguns problemas, o Grêmio está com um grupo forte, tem um treinador que sabe o que faz, tem seus critérios e suas convicções, e isso é muito importante.

Eu prefiro um time com mais força de marcação, mas reconheço que Renato com seus arroubos ofensivistas está me surpreendendo e detonando minhas teses.

Que continue assim.

SAIDEIRA

Como é importante um time contar com um técnico em paz e harmonia com sua torcida.

PORTAS FECHADAS

Férias coletivas no Boteco do Ilgo. Desde o faxineiro até o proprietário, todos em férias. Serão apenas alguns dias. Logo estaremos de portas abertas de novo. Talvez com as águas de março...

Jockymann e seu Colorado Delirante

O Inter pagou caro pelo esquema covarde de seu treinador. O Emelec estava pedindo pra perder, mas Celso Roth não ouviu os apelos do adversário e insistiu com seu esquema medroso.

No final, o castigo. Ah, Lauro falhou, mas antes dele a zaga e o técnico.

Como reagiria o Colorado Delirante, um dos tantos personagens criados por Sérgio Jockymann, que foi para o andar de cima ontem?

O CD era um ofensivista. Lembro-me de uma entrevista que o Hiltor Mombach fez com o CD para o velho Correio do Povo, o big. Coisa de 20 anos atrás.

O Jockymann, digo, o Colorado Delirante, estava preocupado com seu time. O Grêmio já havia sido campeão do mundo, em 1983 (olha a ceva aí, gente), data marcante na vida de gremistas e colorados. O Inter só patinava.

Eu sigo fã do SJ. Gostava dele como cronista de jornal e de rádio. Ele tinha um comentário da rádio Guaíba que fez história. Estou tentando lembrar sua frase ao final de cada crônica, sempre tendo ao fundo a música do filme Um Homem Uma mulher. Acho que o Esquilo vai lembrar.

Mesmo na crítica mais ácida e amarga como Celso Roth, ele conseguia ser brincalhão e descontraído como o Renato Portalupppi.

Não tenho dúvidas: Jockymann e seu personagem prefeririam um técnico como Renato Portaluppi, tanto pelo humor como pela ousadia.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Toca do Vice


Entro em férias nesta sexta-feira, dia 18. Volto em uma semana.
Até lá, quem tiver muita sede, vai encontrar a 1983 na Toca do Vice.

Trata-se de uma simpática e acolhedora loja especializada em cervejas artesanais e afins.
Entre marcas consagradas, está a partir de hoje a Cerveja Campeã.

Quer dizer,a 1983 deixa de ser exclusividade do Boteco do Ilgo.
São as leis do mercado, o que posso fazer?

A Toca do Vice fica na Rua Felizardo Furtado, 348, loja 1.
Confira o site: www.atocadovice.com.br

Ah, fale com o Marcos, proprietário da loja, e aproveite pra perguntar por que 'vice'.
Eu esqueci de fazer isso. Por que "A Toca do Vice"?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Lista de Portaluppi

A lista tricolor dos inscritos na Libertadores é sensata. Lamento a ausência do W. Magrão, mas nada preocupante porque não vejo maiores dificuldades nesta etapa. Mais adiante, sim, penso que ele será muito importante, a não ser que esteja com algum problema de lesão que está sendo ocultado.

Meu meio campo teria Adilson, F. Rochemback e W. Magrão (passando Lúcio pra ala esquerda), aquele que jogou muito em meados do ano passado. Maylson seria o coringa.

Não entendo a insistência com Gilson. É um lateral veloz, como exige o futebol, mas tem sido pouco efetivo. Antes dele, Bruno Colaço. E antes ainda, o Neuton. Aliás, havia uns urubulinos dizendo que o Neuton ficaria fora da lista. Erraram.

Diante do que há, meu time titular no momento seria o seguinte:

Goleiro: Victor

Defesa: Gabriel, Mário Fernando, Rodolfo e Neuton

Meio: Adilson, Fábio Rochemback, Lúcio e Douglas (Carlos Alberto)

(observação: Maylson é a primeira opção para os três primeiros do setor)

Ataque: André Lima e Escudero (Vinicius Pacheco)

(observação: Borges começa como reserva, até porque daqui a pouco ele pode se lesionar de novo e não podemos abalar a confiança do André)

Eu imagino que o Renato irá começar com André Lima e Borges. Afinal, não se sabe o quanto realmente Escudero pode render.

Se Escudero não for bem como segundo atacante, ficará escancarado o erro da direção em não contratar um substituto para Jonas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ronaldo larga o futebol: tudo está piorando

Ronaldo sai de cena. Em compensação, entra Damião.

Quando eu digo que tudo está piorando não é exagero. O futebol piorou. O que se vê hoje é muita correria, muita pancada sob o pretexto de que 'futebol é jogo de contato'.

Quando um jogador faz duas ou três jogadas que saem da rotina, já é taxado de craque.

Mas se ele abusar, vira jogador 'enfeitado'. E ainda pode ser punido pelo juiz, que protege os truculentos e abomina os talentos.

Tenho uma tese: juiz de futebol tentou ser jogador, mas era tão ruim que foi pro apito. Agora ele se vinga deixando baixar a lenha nos bons jogadores.

Já os jogadores ruins, aqueles que passam o tempo todo tentando roubar a bola dos habilidosos e quando conseguem não sabem o que fazer com ela, reclamam quando levam uns toques a mais e apelam pra ignorância mais ainda. O juiz olha pro lado, faz que não vê.

Não há lutar mais para os talentos no futebol.

Tudo está piorando. Alguém vê Caetano, Chico Buarque, Gil, Ivan Lins e outros craques da música ocupando espaços que merecem? Ah, mas tem o tal de Luan e outros do 'sertanejo universitário', um rótulo que procura identificar um sertanejo de maior qualidade, como se o fato de ser universitário represente alguma coisa em termos de arte.

Fosse assim, o que seria de Lupicínio Rodrigues? Por coincidência, Lupi, o genial Lupi foi funcionário da Faculdade de Direito da Ufrgs. É o mais próximo que ele chegou de um banco universitário.

Fosse compositor hoje ele poderia entrar no gênero 'dor de cotovelo universitária'.

Está tudo piorando. Até presidente semianalfabeto a gente já teve. E houve quem aplaudisse.

E o desmatamento desenfreado. Áreas iguais a centenas de campos de futebol são desmatadas diariamente na Amazônia. Depois não sabem a razão de tantas desgraças na natureza.

Volto ao Ronaldo: vamos sentir saudade. Sempre que um grande jogador larga o futebol é uma perda.

A dor dessa perda é ainda maior porque nós sabemos que o que vem por aí está sempre ao menos um nível abaixo daquele que se foi.

Fiquemos por aqui: Nilmar ainda faz falta ao Inter; assim como Jonas deverá fazer muita falta ao Grêmio, embora muita gente pense que não.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sinal de alerta no Grêmio

O Grêmio não jogou tão mal que merecesse perder, e o Novo Hamburgo não jogou tão bem que merecesse vencer.

Um empate ficaria de bom tamanho. O goleiro Eduardo Martini confirmou sua boa fase. Fez grandes defesas e ainda contou com a falta de perícia dos atacantes gremistas.

Já o goleiro Victor, agora deixando a barba crescer (alguma promessa para voltar à Seleção?), bateu roupa no segundo gol. Acho que a bola não desviou no meio do caminho. Falha, de novo.

Mas Victor tem crédito, assim como Renato, que segue falando tudo o que passa pela sua cabeça.

Ele diz que a maioria dos jogadores tirou o pé, pensando no Oriente Petrolero. Renato exagera. Vi a maioria, ou todos, disputando com vontade. Faltou só uma coisinha: qualidade.

O jogo serviu como alerta.

Espero que Renato tenha visto mais ou menos o que vi.

1. Gilson não pode ser titular. Não pode ser inscrito na Libertadores se isso custar a vaga do Neuton;

2. Borges e André Silva juntos só em situação de emergência; André Silva, em princípio, deve ser titular pela forma como terminou o ano (bem, ele tinha Jonas 'consagra centroavante' ao seu lado);

3. Carlos Alberto vai disputar posição com Douglas. É um articulador, com a diferença que é mais combativo. Eles até podem jogar juntos eventualmente, mas não é o ideal.

4. Maylson deve ao menos figurar entre os 15 principais jogadores do grupo.

5. Renato não deve abrir mão de Adilson sob hipótese alguma;

6. O time deve jogar sempre com dois volantes, ao menos. Fora de casa, com três;

7. Quem pode ser o segundo atacante? Eis a questão. Escudero?

Ainda acredito na contratação de Dagoberto.

SAIDEIRA

O Inter também não anda bem das pernas. Penou pra vencer o Pelotas dentro de casa, e com time titular. Destaque para Damião.

A defesa vazou de novo. Não sei qual está pior, se a do Grêmio ou a do Inter.

Do jeito que a coisa vai, título da Libertadores é difícil.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Secação até na relação torcida-treinador

O torcedor colorado é um forte. Um otimista incorrigível. Logo que o Inter ganhou do Juventude no beira-Rio semana passada, um deles, extasiado, gritou num microfone de rádio:

- Rumo ao tri da Libertadores.

Três dias depois o Inter, com o time titular, perdia para o Veranópolis...

Torcer para um time de Celso Roth é como andar numa montanha russa. A subida é lenta e a queda vertiginosa, de um golpe só como foi contra o glorioso Mazembe (Aliás, saiu nova safra da Mazembier, limitada a 25 unidades).

É como uma guilhotina desabando no pescoço. Eu sei bem como é, já passei por isso.

O colorado sabe que a guilhotina vai descer em algum momento, só não sabe exatamente quando. É a morte anunciada.

Começar o ano sabendo que não se vai longe é triste.

Por isso, eu reconheço: é forte o torcedor colorado.

Alguém vai achar que estou debochando. Não é deboche, é solidariedade.

Agora, o torcedor colorado fez por merecer. Difícil esquecer a torcida, no Beira-rio lotado, urrando em uníssono:

- Fica Roth!!!!!!!!

Antes, quando ele treinava o Grêmio (toc-toc-toc) era ironia, gozação. Virou paixão.

No lado oposto, a torcida gremista em lua de mel com Renato Portaluppi.

Sei de alguns colorados com inveja dessa relação de puro afeto. Alguns inclusive na crônica esportiva. Olho grande geral.

Já sequei em jogo de futebol, e atire a primeira pedra quem nunca secou.

Agora, secar a relação torcida-treinador, nunca tinha visto.

SAIDEIRA

Boa parte dos comentários aqui no boteco giram em torno de como deverá jogar o Grêmio quando todos os jogadores estiverem à disposição de Renato.

Renato estaria acenando com a possibilidade de jogar com um volante só. Ele é audacioso, ousado, mas não é louco, ao menos não tanto.

Renato gosta de uma saída de bola qualificada. Portanto, entre FR é titular. O segundo volante pode ser Adilson, mas desconfio que entra W. Magrão.

Depois, dois meias: Douglas, Escudero e Carlos Alberto. Escolham dois. Tem o Vinicius Pacheco correndo por fora.

Eu prefiro um terceiro volante, ou um meia com característica de marcador aplicado. Eu gostaria de ver o Maylson de titular nesse time de Renato em algumas partidas ao menos.

Considero o time com dois meias criativos muito faceiro. A não ser que Renato os convença a marcarem também, o que é possível. Renato já demonstrou que consegue tirar o máximo de seus comandados.

A direção deveria ter contratado um jogador de qualidade para fazer a função de Lúcio, que quebrou bem o galho por ali, mas quem pensa em título da Libertadores deve contar com alguém muito superior nessa posição.

Escudero, Pacheco e C. Alberto se sobrepõem, ao menos em tese.

Vamos confiar na habilidade Renato.

Afinal, ao contrário de Roth, crédito ele tem.

SAIDEIRA

Recebo email da www.beermaniacs.com.br informando que a cerveja Brooklyn Lager foi eleita pela revista Prazeres da Mesa como a melhor cerveja do ano.

Informo aos botequeiros e botequeiras que a 1983 não participou da disputa...

Ah, outro site legal sobre a loira e afins: www.bebendobem.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Chico Buarque e o crédito de Renato

O torcedor pode não gostar do Alecsandro, mas eu gosto. A frase é do presidente colorado, Giovanni Luigi.

Não posso deixar de lembrar do verso de Chico Buarque: “Você não gosta de mim, mas a sua filha gosta”.

Composta nos anos 70, a música era uma mensagem para o gal. Ernesto Geisel, porque uma de suas filha, ou filha única, teria declarado que gostava do Chico.

Não sei se é verdade, mas deve ser. O Chico compositor, do qual era fã, não existe mais. Nem o Geisel, nem a ditadura, ao menos a de direita.

Estou com o Luigi. Gosto do Alecsandro. É um goleador. Longe de ser um grande jogador, mas um goleador.

O problema dele é a falta de jogadas de ataque. Falta alguém que o coloque em condições de marcar. Alecsandro é um centroavante-dependente. Sem luz própria, incapaz de criar jogadas pra si mesmo.

Coisa que Nilmar e Jonas fazem com naturalidade. Jonas ainda melhor que Nilmar, porque tem um número maior de qualidades.

Saudade.

CRÉDITO

Aqui no boteco ninguém tem crédito. O pessoal vem e se serve, como num bar que conheci ali na João Abott, Petrópolis, uma noite dessas em que ou a gente sai de casa ou morre incinerado com esse calor. Mas paga na saída.

Se Renato Portaluppi viesse aqui nesse boteco virtual teria de pagar. Nada de pendura. Ninguém sabe o dia de amanhã.

No Grêmio o crédito de Renato parece ser ilimitado, como o cartão corporativo do ex-presidente Lula (ele se foi, alívio).

Fico imaginando se fosse Roth quem viajasse a Ijuí e anunciasse que não sai do quarto do hotel até a hora do jogo.

Renato viajou, pelo que soube, para ajudar na captação de sócios. Mas se ele vai ficar no hotel, distante dos torcedores...

Renato deveria ficar por aqui, mas se viajou tem que participar.

Roth, ao contrário, padece de débito permanente, está sempre no negativo. De vez em quando ele sai do fundo do poço pra respirar, dá uma enganada, mas é tragado pelos juros da dívida.

(Será que Luigi gosta de Roth, ou foi obrigado a engolir essa última obra de Fernando Carvalho – é uma pergunta, estou sem interrogação).

Renato, não. Renato saca a toda a hora. Saldo ilimitado.

Diz e faz o que quer, o que lhe dá na telha.

Torço para ele faça um depósito grande, porque se continuar só sacando...


SAIDEIRA


E o Dagoberto, vem ou não vem (ponto de interrogação).


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bola aérea é o furo

Terminei o comentário anterior dizendo da minha preocupação com o sistema defensivo do Grêmio.

Vejo que o time está ganhando reforços de qualidade do meio para a frente, jogadores de chegada ao ataque, mas com pouca vocação pra marcar.

Na vitória por 2 a 1 sobre o Caxias, mais uma vez se viu o time com um bom número de jogadas ofensivas, mas vulnerável atrás.

O que mais me preocupa, na realidade, é a bola pelo alto. Escrevi isso antes. E hoje o time levou outro gol com o adversário subindo sozinho. Não vi ninguém encostar nele. O sujeito veio de trás e golpeou com tranquilidade, sem ser perturbado. E isso é inadmissível para uma equipe que tem pela frente na Libertadores adversários mais qualificados e competitivos que o Caxias.

É cedo para uma avaliação do potencial da equipe, mas é evidente essa fragilidade na marcação da bola aérea. Os zagueiros parece que ficam paralisados, posicionados sempre aonde a bola não vai cair.

O Renato, que foi atacante, talvez não saiba orientar nesse aspecto, mas Roger, um exímio marcador, pode dar sua contribuição, ainda mais que foi discípulo de um cara especialista nesse tema, o Felipão.

Felipão cansou de vencer porque soube marcar em sua área e fazer gol na área inimiga.

Por enquanto, a eficiência gremista é só na área rival.

No jogo desta tarde, destaque para Lúcio. Tudo indica que Lúcio, com a chegada dos reforços para o meio, vai acabar na ala esquerda. Gilson até que foi bem, fez sua melhor partida. Merece ser observado com atenção.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Carlos Alberto e Escudero. E Dabogerto?

Dia desses, ao ler que Carlos Alberto estava em litígio no Vasco, pensei em sugerir seu nome aqui no boteco. Temi que cadeiras e garrafas - algumas cheias, o que seria intolerável - acabassem voando e que eu fosse alvo de vitupérios (a partir de hoje vou imitar uns e outros que gostam de introduzir (Ops) palavras complicadas em seus textos).

Afinal, Carlos Alberto é o tipo do boleiro, figura que aos poucos está desaparecendo do futebol, dando lugar aos 'Trabalhadores da Bola', gente que muitas vezes não joga nada, mas corre, se esgarça todo, se arrebenta, enfia a cara na chuteira, mas não sabe bem o que fazer com uma bola.

Carlos Alberto é um grande jogador. Assim como tentou RG Traíra Parte II na esperança de ter de volta o grande jogador, por que não apostar no Carlos Alberto?

Sei, a gente logo se lembra do Leandro. Quando Leandro foi contratado, pouco se sabia de sua vida extra-campo.

Carlos Alberto não tem currículo, tem folha corrida. Exagero, claro.

Acredito na capacidade de mobilização de Renato Portaluppi.

E não tenho dúvida de que a indicação é do técnico. Não tenho dúvida, também, que Renato está 'por aqui' do Douglas. Não é informação, é dedução, intuição.

Então, deixo aqui firmado meu apoio à contratação. Mais adiante, se ele fracassar, podem apontar seus dedos acusatórios contra mim.

Não tenho culpa de gostar de jogadores talentosos e inteligentes.

SAIDEIRA

Se deixei de lembrar do Carlos Alberto aqui neste espaço, nao cometo o mesmo erro em relação ao Dagoberto. Está aí o sucessor de Jonas. Um jogador rápido e habilidoso, que lembra um pouco o jeito do Nilmar e do próprio Jonas.

Se ele vier, somando-se a Carlos Alberto e a Escudero, começo a acreditar no título da Libertadores.

Ah, é preciso também acertar o sistema defensivo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Constrangimento, vergonha e consagração

Vencer o Liverpool com tanta dificuldade é constrangedor. Mas perder seria pior, seria vergonhoso, assim como foi para o Inter ser derrotado pelo Mazembe.

Assim como foi vergonhosa a eliminação do Corinthians diante do Tolima, com o gordo Ronaldo e tudo mais.

A estreia de RG Traíra não foi vergonhosa, mas foi também constrangedora.

Já Vinicius Pacheco, que trocou a Gávea de RG Traíra pelo Olímpico, teve uma noite consagradora.

Pacheco exibiu as qualidades de jogadores criados no Flamengo: muita técnica, habilidade e um jeito malandro de jogar. Algo que cai bem nesse futebol carrancudo aqui dos pampas.

Ele marcou dois gols, o primeiro foi quase brincando, como se o jogo estivesse decidido e não empacado no 1 a 1, justificando o 'constrangedor' da primeira frase.

Gostei do Vinicius Pacheco, sem empolgação, porque não nasci ontem e sei que o futebol é propício ao surgimento de estrelas fugazes em sua constelação.

Mas não gostei do Grêmio. Gostei da vitória, gostei da reação - alavancada com a expulsão de um uruguaio, justa por sinal -, mas não gostei do que vi em campo: um Grêmio assustado diante de um time quase amador.

O Grêmio pega agora um grupo que em outra circunstância eu (e penso que todos nós) definiria como fraco. Mas pelo que vi do Grêmio nesta retomada em que até o Liverpool dá susto, cada jogo promete ser um martírio.

SAIDEIRA

Bruno Colaço: nasce um lateral-esquerdo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reforço com cara de Libertadores

Depois de Lins, Vinicius Pacheco e Rodolfo, o Grêmio parece que está finalmente contratando um jogador com cara de Libertadores.

Damián Escudero é a contratação mais reluzente da atual direção, que acenou com o bi-Traíra e acabou se abraçando ao glorioso Pacheco.

Escudero tem boa trajetória no futebol, mas confesso que pouco sei de suas características. Por ser argentino, deve ter um perfil guerreiro, um jogador que briga pela bola como um mendigo por um prato de comida.

É claro que só isso não basta. Não podemos esquecer de Herrera, que brigava muito, o problema é que com a bola também, ou principalmente.

Quem souber mais sobre o Escudero me informe. Já me disseram que ele pode jogar na função do Douglas, cadenciando e pensando o jogo. Outros apontam que ele pode substituir Jonas, jogando ao lado do camisa 9.

Mas há quem garanta que o argentino irá disputar posição com Lúcio.

Enfim, só não disseram que ele pode jogar no lugar de Vitor também.

Para mim, que vinha insistindo na contratação de pelo menos um 'castelhano' para enfrentar as agruras da Libertadores com seus juizes suspeitos, Escudero chega em boa hora. Se jogar 70% do que dele dizem, é um grande reforço.

Os outros três não me entusiasmam. Rodolfo é experiente e pode ganhar um lugar na zaga. Mas não vai ganhar a posição no carteiraço porque não está com essa bola toda.

Vinicius Pacheco é um incógnita. O Flamengo costuma revelar meias habilidosos, mas pouco competitivos. Vamos ver qual é a do Pacheco.

Já o Lins é uma daquelas apostas com maior risco. Vem de clube pequeno, sem muita história.

Agora, ele tem a seu favor o gol no Gre-Nal. Gostei da frieza dele ao receber a bola reboteada. Dominou na corrida, esperou o goleiro sair e desviou com categoria.

Coisa de centroavante matador.

SAIDEIRA

Se o Grêmio não errar tanto quanto na quarta-feira passada, goleia o Liverpool. Goleia, mas sempre com muito respeito. Afinal, os mazembes continuam por aí, e às vezes falam espanhol.

FECHANDO A CONTA

Qual a melhor contratação: Cavenaghi ou Escudero. Ambos chegam em baixa e buscando o prestígio extraviado nos chutes de rosca da vida.

Em breve saberemos a resposta. Não arrisco palpite.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A vitória de quem não teve medo de perder

Um Gre-Nal como esse disputado em Rivera só serve pra avaliar os jogadores que estão surgindo e pedindo passagem.

É claro que o torcedor festeja porque sempre é bom bater o maior inimigo. Além disso, o clássico entra pra estatísticas, sem contar o fato de ser o primeiro disputado no exterior.

Então, fiquei ali atento diante da TV para analisar algumas promessas. Nesse aspecto, confesso que me decepcionei. Não vi grandes coisas em nenhum dos times.

O Muriel foi o melhor do jogo. Fez algumas defesas difíceis, embora tenha vacilado no gol de falta de Bruno Colaço. No final, Marcelo Grohe, menos exigido, evitou o empate colorado.

No Grêmio, o melhor foi Colaço. Gostei também do Clementino. Lins, autor do gol da vitória gremista, mostrou que tem estrela. Marcar gol em Gre-Nal é sempre importante.

Sobre Colaço, Roger, com a autoridade de ter sido um lateral-esquerdo que marcou história, sentenciou:

- É um grande lateral-esquerdo.

A vitória por 2 a 1 foi justa. O Grêmio foi na maior parte do tempo o time mais ambicioso, mais atrevido.

Ficou claro que os dois técnicos reservas eram monitorados pelos titulares. Roth implantou seu projeto de time: o Inter começou com três volantes. Thiago Humberto, um dos mais experientes do grupo, acabou ficando no banco em função dessa decisão de Roth.

Até nas substituições foi perceptível a mão de Roth: a troca de seis por meia dúzia. Se Enderson tivesse autonomia talvez o Inter tivesse ido melhor, ou ao menos seria mais agressivo.

O técnico interino do Grêmio, Roger, também seguiu os mandamentos do chefe. No segundo tempo, isso ficou visível. Renato/Roger mandou o time ir pra cima do Inter. A virada acabou fazendo justiça ao time mais ousado, mais criativo e menos covarde.

Se num jogo como esse um técnico não ousa, não demonstra criatividade, então merece mesmo a derrota.

Por tabela, Renato venceu Roth.

Venceu quem não teve medo de perder.

Para completar, alguns jovens mostraram qualidades (além dos já citados), mas nenhum me deixou entusiasmado a ponta de registrar nomes aqui.

Mas aguardo os comentários dos botequeiros.

SAIDEIRA

Ficou claro que se o Grêmio depender de seus reservas para conquistar a Libertadores vai cair na segunda ou na terceira fase.

FECHANDO A CONTA

Espero que a Federação não invente mais Gre-Nal no Interior.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Apostas e contratações

A maior credencial do volante/meia Éverton foi ter marcado um golaço no Inter, vitória do Cruzeiro por 1 a 0.

Aos 26 anos, esse cearense canhoto tem uma trajetória discreta. A seu favor, porém, a indicação do técnico Renato.

Imagino que Renato tenha apresentado uma lista de sugestões de jogadores que possam exercer a função do Lúcio pelo lado esquerdo, pensando, claro, na Libertadores.

Não vi tal relação, mas Éverton deve ser uma das últimas opções. Reserva do Cruzeiro pode ser realmente um reforço para um clube que tem como prioridade vencer a Libertadores?

Pela lei das probabilidades, não. Mas o Grêmio parece apostar no azarão. Alguém sempre vai lembrar Jardel. Desprezado no Vasco, marcou época no Olímpico.

Para cada exemplo como esse de Jardel, temos pelo menos dez que confirmaram o que deles se poderia imaginar em função do currículo.

Resta torcer que Éverton entra no grupo dos jardeis da vida.

E isso pode acontecer, por que não?

Eu jogo todos os dias na Quina. Se eu jogo tenho chance de ganhar.

Mas a hora não é de apostar, é de trabalhar e buscar jogadores que tenham mais condições de dar uma resposta à altura de uma competição como a Libertadores, na qual o nível de exigência está muito acima dos nomes que chegam ao Olímpico.

O Grêmio, que já deveria ter como exemplo o Inter na elaboração de contratos com seus jogadores, poderia fazer como o seu rival: contratar pouco, mas com precisão cirúrgica.

O Inter traz Cavenaghi. Sua história recente é semelhante a que tinha Maxi Lopez quando desembarcou em Porto Alegre há quase dois anos. Poucos gols e boa parte do tempos esfregando banco de reservas.

E daí? Qualquer contratação tem um percentual de risco.

A arte é trazer jogadores com mais chances de dar certo. É o que o Inter tem feito.

Já o Grêmio busca fora jogadores que tem em casa, em sua base. SE é pra apostar, que se aposte nos guris criados no Olímpico, que pelo menos têm muito mais identificação com o clube.

A contratação de Rodolfo aparentemente é uma boa. Há problema na zaga, busque-se alguém que possa resolver. Rodolfo tem credenciais para isso, da mesma forma que o argentino recomendado pelo D'Alessandro.

SAIDEIRA

O Gre-Nal será muito útil para Renato observar quem está apto a disputar lugar entre os titulares. Matheus Magro é um nome que se destaca há algum tempo. Mythiuê pode, enfim, deslanchar. Vamos conferir.

A decisão de deixar Renato distante de Livramento foi acertada. Conforme escrevi aqui tempos atrás, Renato não pode correr o risco de ter sua imagem arranhada por causa de um
Gre-Nal de Gauchão e ainda por cima contra um Inter C.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Há muito o que fazer

Sem Jonas e sem Vitor o Grêmio ficou menor. Sim, sem Vitor, porque custo a acreditar
que o goleiro que levou os dois gols do Liverpool era mesmo o Vitor.

Acredito que o Marcelo Grohe em seus piores dias não levaria esses gols. Um botequeiro já previa que Vitor poderia sofrer uma queda por causa da convocação para a Seleção.

Duvido que seja por isso, mas o fato é que o Vitor desta noite não é aquele goleiro quase imbatível que conhecemos.

Se Vitor foi mal, o time não foi melhor.

Os gols do Grêmio também ocorreram por falha do goleiro. Os dois goleiros pareciam competir para ver quem errava mais.

No final, o empate por 2 a 2 foi satisfatório. A classificação fica praticamente garantida. O problema é o que vai acontecer depois.

Com o time atual o Grêmio não passa da segunda fase. Rodolfo está chegando, e vem em boa hora. É preciso um zagueiro para impor respeito.

Claro, é preciso considerar que o time está treinando há menos de três semanas, e sentiu falta de melhor preparo físico.

Além disso, o Liverpool fazia uma partida histórica: era sua primeira participação em Libertadores.

O fato é que faltou qualidade no meio de campo, que ficou sob controle do adversário boa parte do tempo. O Grêmio abusou da ligação direta.

Na frente, Viçosa se esforçou, mas não tem a menor condição de ser titular. Não de um time que almeja o título da Libertadores.

Há muito o que fazer.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não tem como fazer do Liverpool um Mazembe

Um grande time começa a ser derrotado pelo menor antes do jogo. É o que tenho sempre dito aqui. Há que se respeitar qualquer adversário.

Escrevi o mesmo quando o Inter entrou em campo para enfrentar o Mazembe pensando na Inter de Milão.

O Liverpool é uma zebra esperando por um time de salto alto.

Esse time uruguaio perderia para o Mazembe, que é forte no continente africano. O Liverpool não é forte nem em Montevidéu.

Numa melhor de três, perderiam os dois.

Eu não tenho dúvida de que o Grêmio vence logo mais à noite. Sei, o jogo é num potreiro, tipo aqueles em que eu jogava na colonia do Vale do Taquari, encarando uns caras que recém haviam saído da roça e que estavam loucos pra patrolar os 'bundinhas' da cidade.

A gente entrava em campo (no potreiro) tocando a bola, enfeitando as jogadas, e quando a gente se dava conta estava perdendo o jogo e ainda por cima com as canelas cheias de hematomas.

Como eu sei que Renato não vai deixar ninguém entrar de salto alto, o Grêmio vence e encaminha sua classificação.

Só não garanto as canelas sem hematomas.

FECHANDO A CONTA

O Francisco, antigo botequeiro, sabe tudo de categorias de base. É através dele que soube que Fernando foi muito elogiado pelo técnico da sub-20. Sinceramente, nunca levei muita fé nesse jogador. Espero ter me enganado.

SAIDEIRA

Só não enganei em relação ao Jonas. O David (que não é o Coimbra) me passou um link no comentário anterior. Tem mais gente que pensa como eu, e gente que investe grana nessa convicção. Eu não, eu só dou palpite. Ah, tem botequeiro secando o Jonas.

http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/noticias/default,3186792,Dirigente-do-Valencia-Jonas-sera-um-novo-Nilmar-.html

GORJETA

Vou assistir ao jogo no telão de um amigo. Sei que o Grêmio vai vencer, mas por via das dúvidas levo umas 1983, a cerveja da sorte (pro Grêmio).

APAGAR DAS LUZES

Em breve, novidades pra marcar os 100 mil acessos (a metade tem o meu clic, mas isso fica entre nós).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Poderia ser pior, muito pior

No comentário anterior eu escrevi que o caso Jonas poderia ter um final ainda pior:

Ele, o goleador do Campeonato Brasileiro, jogando no Inter. E a troco de bananas.

Pois ao participar do programa Cadeira Cativa, há pouco na Ulbra TV, Roberto Siegmann, homem forte do futebol colorado, confidenciou no intervalo que soube há poucos dias da situação de Jonas e que havia designado um companheiro do clube para tentar sua contratação.

Como eu não sou cofrinho da informação, revelei essa informação assim que o Reche recomeçou o programa.

O dirigente colorado ficou furioso. Negou. Eu confirmei. Ele negou de novo ao ser questionado pelo Reche, e ainda disparou:

- Eu pensei que as coisas ditas no intervalo morriam ali.

E eu retruquei: não pediu segredo, eu divulgo. Não sou mais repórter, mas continuo sendo jornalista. E ainda por cima fofoqueiro -, brinquei.

Eu fiz questão de informar que o Inter por detalhe não conseguiu tirar Jonas do Grêmio quase de graça para escancarar o erro monumental desta e da atual direção.

A direção anterior errou feio, grosseiramente. A atual teve todo o tempo do mundo para consertar o estrago. Mas preferiu concentrar seus esforços no RG. Deixou Jonas em segundo plano.

Ah, esse fica pra depois. Primeiro, o Ronaldinho.

Deu no que deu. Por pouco Jonas não veste a camisa colorada. Se é que ele toparia no negócio.

Ao deixar o estúdio, Siegmann disse que não poderia confirmar a informação para não entrar em conflito com o Grêmio, e lamentou:

- Mais quatro dias e eu contrato o Jonas.

E fez muito bem o Inter em tentar. É isso aí mesmo.

Se o rival vacila, tem mais é que aproveitar.

Agora, que seria uma bomba no futebol gaúcho, seria>

O salão de festas

O Grêmio tem sido o salão de baile dos procuradores, empresários e afins.

É a principal conclusão a que chego depois que o vice de futebol Antônio Vicente Martins anunciou a saída de Jonas mediante o pagamento de uma multa irrisória de 2 milhões de reais.

O goleador do campeonato brasileiro sai do Grêmio por um dinheiro de zagueiro pangaré.

A gestão da dupla Duda/Meira segue causando danos.

O sr Meira declarou há pouco na rádio Guaíba que teve dificuldades para renovar com Jonas e que teve de fazer algumas concessões.

Está bem, a gente sabe que os jogadores são espertos. Cedem aqui, tomam dali. Faz parte.

Mas é bom lembrar que dois ou três meses antes de acertar a renovação de Jonas até o final de 2011, os dirigentes tentaram trocar Jonas pelo glorioso lateral Vitor, do Goiás, e que nem sei onde anda.

Quer dizer, os dirigentes não levavam fé em Jonas. Diante disso, até devem ter achado que a multa foi razoável.

Fossem dirigentes que vislumbrassem em Jonas (que só não foi goleador do brasileiro de 2009 porque se lesionou na reta final) um jogador precioso, que em breve alcançaria alto valor
no mercado do futebol, com certeza (será?) teriam feito outro negócio.

Renato saiu do Grêmio em troca de 600 mil dólares parcelados; RG saiu de graça num primeiro momento; e agora Jonas.

Se revirar o baú de memórias teremos outros exemplos.

Agora, poderia ter sido pior.

Imaginem se o Inter vai lá, acerta com Jonas, e paga a multa rescisória?

A atual direção também não está isenta completamente de responsabilidade. Sabendo que havia essa multa, poderia destinar uma parcela do que havia programado para RG ao seu
goleador.