terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jornal Já: homenagem ao Jorginho


O Jornal Já Bonfim publica em sua edição de novembro uma entrevista
que fiz com o meu primeiro editor no jornalismo, o Jorge Mendes.

Ele viu quase todos os Gre-Nais. Parece mentira mas é verdade.

Viu o Lara jogar e conviveu com grandes personagens do futebol gaúcho,
gente como o Tesourinha, que ele diz ter sido melhor que o Pelé.

Essa matéria eu fiz pra publicar no CP. Mas não foi possível.

É acima de tudo uma modesta homenagem a esse jornalista, memória viva
do futebol gaúcho.

O jornal tem distribuição gratuita. Pode ser encontrado, por exemplo,
na banca da Já Editores, na Feira do Livro.

Sou muito grato ao editor do Já, o Elmar Bones, que participa da matéria.

Aliás, Elmar é um guerreiro. Consegue manter sua publicação com muita
perseverança e coragem.

De uns tempos para cá enfrenta um processo absurdo da família Rigotto.

A razão disso vocês podem conferir no site www.jornalja.com.br.

Se não for Renato, quem?

O Grêmio deve ou não pagar 400, 500 mil reais por mês para Renato?

Esta é a pergunta que mobiliza multidões, mais até do que o show do Paul, que eu assisti emocionado, principalmente quando ele homenageou George com a belíssima Something que eu sei quase de cor. Admito que não consegui conter algumas lágrimas...

A questão, porém, deveria ser outra:

Se não for Renato, quem virá?

Posso acrescentar ainda outra perguntinha:

E quanto irá receber esse alguém? Esse 'alguém' me lembra as canções açucaradas da Jovem Guarda.

Dia desses o David Coimbra falou sobre essa polêmica em seu blog, destacando que a nova direção do Grêmio está na obrigação de renovar com Renato.

Eu concordo. Odone e cia. não tem outra saída. David foi xingado por muitos torcedores.

Eu me satisfaço se for avacalhado por uns dois ou três, até porque meu universo de leitores é mais pra show do Luiz Carlos Reche cantando Roberto Carlos, como ele fazia até pouco tempo na rádio Guaíba, provocado pelo Mendelsky.

- É tu, Ilgo, quem vai pagar essa grana pro Renato?, podem perguntar já com duas pedras na mão ou uma garrafa vazia da minha 1983.

Se dependesse de mim, treinador não receberia mais do que uns 200 mil. E olhe lá, que estou sendo até generoso.

Agora, quando um Silas da vida veio pra cá ganhando uns 200 mil, o Celso Roth ganha uns 300 mil, o Luxemburgo embolsa algo como 1 milhão de reais, então não vejo por que não pagar
meio milhão de reais para um treinador que já provou sua capacidade.

Com Renato, o Grêmio tem agora um Douglas valorizado, por exemplo. Poderia citar outros jogadores, mas fico só nesse que muita gente, inclusive eu, já queria ver longe do Olímpico. Só com a diferença entre o que valia e o que passou a valer Douglas o Grêmio paga um ano de Renato e ainda tem lucro.

Se o clube cortar alguns jogadores que só dão despesa já paga Renato.

Quem é mais caro, Silas ganhando 200 mil ou Renato ganhando 500 mil?

Renato já pagou com sobras o que o Grêmio lhe deu de remuneração nestes poucos meses.

Alguém pode imaginar quanto custaria cair pra segundona?

Se Renato tivesse vindo três rodadas antes, o Grêmio estaria agora disputando o título do Brasileirão. Quando custa isso? Ou melhor, o que rende isso?

Podemos acrescentar esse prejuízo - o de estar fora da briga pelo título e praticamente fora da Libertadores de 2011 - ao que foi pago para Silas.

Treinador que dá resultado, dá resposta positiva, se paga. Não importa o que custe.

Agora, é importante, fundamental até, estabelecer cláusulas que não penalizem tanto o clube no caso de uma rescisão antecipada com o técnico - Renato pode não repetir o que fez até hoje, é difícil, mas não impossível.

Então, penso que respondi: Renato deve continuar.

Aqueles que pensam o contrário podem começar a sugerir nomes para o lugar de Renato.

domingo, 7 de novembro de 2010

São Renato

Bem que um padre católico poderia ter aproveitado o evento de ontem no Gigantinho, onde houve a canonização de Madre Bárbara, e santificar também o Renato Portaluppi.

Ele juntaria as súmulas dos jogos do Brasileirão, desde o início, algo como AR e DR, Antes de Renato e Depois de Renato. Acrescentaria o que se dizia do grupo gremista, fatos que ocorriam no vestiário, vídeos de jogos, etc.

Com isso, ficaria provado o milagre que Renato Portaluppi fez com o time do Grêmio. Antes de Renato, li e ouvi muita gente metida a especialista, de entendido em futebol, afirmar que o time do Grêmio era ruim, que era um grupo para cair.

Essa gente não foi capaz de considerar que tudo era efeito do trabalho cometido pela dupla Meira-Silas, com aval e complacência do presidente do clube.

A contratação de Renato pelo Guerra mudou tudo. Os 'ruins' de antes viraram bons e até craques. Os desmotivados viraram guerreiros sob o comando de Renato.

O que Renato fez foi milagre. São Renato.

É aquela velha história, quando o time está desarrumado, ninguém mais presta.

Qualquer tentativa de diminuir a importância de Renato - dizer, por exemplo, que ele tem sorte - será aqui rechaçada veementemente.

Se for preciso, darei nomes aos hereges, aos ateus e aos 'atoas'.

São Renato.

Provas da santidade são muitas. A começar pela indicação de jogadores considerados médios para baixo, sobras, refugos. Esses jogadores chegam e mostram qualidade, como se estivessem iluminados pela luz do treinador.

Douglas, o 'preguiçoso', o 'bolinha no pé', se tranformou. Está mais faceiro que lambari na sanga.
Fábio Santos consegue, finalmente, manter regularidade.
Lúcio se revela um volante que marca e sair com velocidade para o ataque.
Fábio Rochemback, o 'Gordo', de jogador pesado e lento, se transforma num maestro, que tanto faz solo de piano como carrega o piano. E isso com alegria e entusiasmo juvenis.

Renato perdeu um titular importante, festejado por uns, nunca por mim, o Borges, e transformou André Lima no companheiro ideal para o craque Nilmar, digo, Jonas.

Há meses, sob vaias de colegas, declarei que Jonas e Nilmar se equivaliam, eram atacantes com luz própria, que criam jogadas e fazem gols.

Hoje, confesso que errei. Jonas é melhor que o Nilmar.

E o Gabriel, o que dizer do melhor lateral que passou pelo futebol gaúcho nos últimos anos...

Em tudo está a mão de São Renato.

Renato fala demais às vezes, mas um santo tem direito de cometer certos excessos.

SAIDEIRA

O Grêmio venceu o Ceará ao natural. goleada que começou com dificuldades, com São Victor (este já deveria estar canonizado há tempo) fazendo seus costumeiros milagres.

Depois, semeados por Douglas e Jonas, principalmente, os gols foram brotando. A goleada só não foi maior porque a arbitragem não deixou.

Com isso, o Grêmio - outro milagre - passou o Inter, o atual campeão da Libertadores e virtual bicampeão do mundo - essa Inter de Mião está mais pra Inter de Limeira.

A vaga na Libertadores 2011 é palpável. Mas, se minha tese estiver certa, o lugar está reservado ao Botafogo. Espero estar errado.

Vamos ver como será o jogo contra o Avaí. Bem, vamos confiar nos poderes de São Renato.

Outra tese: Corinthians campeão. Vamos ver o que fará o Simon no jogo em SP.

FECHANDO A CONTA

Que bola esquisita aquela recuada pelo Bolívar para o Pato. Tudo muito estranho. Saiu o Renan, queridinho dos zagueiros, e a zaga faz esse tipo de coisa.

sábado, 6 de novembro de 2010

Os colorados e Renato, o 'incomodador'

Renato fica ou não fica? A questão deveria interessar apenas aos gremistas. Notórios colorados, no entanto, estão metendo a colher nesse angu. Ouvi dois deles num programa de esportes, ontem, interpretando frases do Renato, que muitas vezes é afoito e espontâneo demais ao falar - sempre foi assim, desde jogador -, como um interesse de voltar ao Rio.

Essa conclusão foi baseada principalmente em declarações de Renato em seus primeiros dias em Porto Alegre, que ele não conseguia ter privacidade, não podia sair à rua sem ser assediado, etc. 'Renato está triste, está infeliz', concluiu o cronista colorado não assumido.

É nessas horas que reavalio uma convicção que (ainda) tenho: que todos os cronistas esportivos são isentos e honestos em suas análises.

É claro que o cronista a que me refiro pode realmente pensar assim, e nesse caso estaria sendo honesto. Não tenho motivo para duvidar disso, até por seu histórico. Nessa hipótese, então, ele estaria sendo no mínimo precipitado ao chegar a tal conclusão - de que Renato não quer ficart aqui - até por falta de mais elementos.

Outro, este assumido, chegou a dizer que Renato não está com essa bola toda porque fracassou na Sul-Americana, da qual o Grêmio foi eliminado prematuramente. Na ânsia de diminuir a importância de Renato, ele desprezou o fato de que o técnico recém começava seu trabalho, feito em cima da desgraceira deixada por seu antecessor, que hoje me nego a citar o nome.

Assim como eles podem ser precipitados em suas análises, eu também me dou o direito de talvez estar sendo precipitado. Mas pelo que tenho lido e ouvido, os colorados da mídia ou não, estão loucos para ver Renato pelas costas.

E por que? Será que temem um crescimento descomunal do Grêmio com Renato? Pode ser, mas acho que para eles deve ser insuportável ver a torcida do Grêmio tão feliz com seu ídolo maior, algo que o torcedor colorado não consegue realizar com seus ídolos do passado, recente ou distante.

Aqueles que lutaram ferozmente como petistas ameaçados com a perda do poder contra a vinda de Renato para o Olímpico como treinador, estão desconsolados.

Alguns, hoje, até negam, na maior cara de pau, que um dia atacaram Renato. Tem um que chegou a declarar que Renato sequer é treinador.

O fato é que Renato está incomodando muita gente, e não são apenas os colorados e os adversários.

SAIDEIRA

Renato a mim não incomoda, pelo contrário. Sempre defendi sua contratação, desde que Roth entregou o Brasileirão para o SP, acumulando derrotas em Gre-Nal. Ali ele deveria ser substituído. Eu queria o Tite. Renato era minha segunda ou terceira opção. Depois, de novo, na Libertadores. A torcida do Grêmio queria Renato, segundo enquetes feitas. Eu junto, mas ainda com Tite como primeira opção.

Agora, Renato me inquieta. Eu achava que o time não jogaria sem Maylson. Renato provou que joga e vence. Queria um time com três volantes de ofício. Renato não me ouviu, e continuou vencendo.

Renato descadeirou minhas teses. Esse Renato incomoda mesmo...

PENDURA

Não acredito que o Grêmio consiga vaga na Libertadores. Nos três últimos jogos foi prejudicado pelas arbitragens. Sua ascensão foi bloqueada por outros 'interésses' ou por incompetência mesmo. Mesmo assim, sempre resta uma esperança. E a esperança aumenta ou diminui a partir do resultado de Grêmio x Ceará, neste sábado.

É preciso vencer e torcer para que Avaí x Botafogo tenha uma arbitragem isenta.

Já o Inter joga em ritmo de treino, fixado apenas na disputa do Mundial, que irá vencer a julgar pelo futebol que a Inter está jogando.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As arbitragens e a trama diabólica

A punição do pernambucano Nielson Dias, o sujeito que conseguiu ver pênalti do Léo, mesmo muito perto do lance, é justa. O SP acabou vencendo por 2 a 0.

Já o Héber Roberto Lopes segue intocável. Este, ao contrário de Nielson, é mais antigo, tem histórico de bons serviços prestados à CBF. Entendam: bons serviços à CBF e à sua famigerada Comissão de Arbitragem não significa bons serviços prestados ao futebol.

Voltando ao jogo em MG. Engana-se quem acredita que o erro 'humano' aconteceu para beneficiar o São Paulo.

Foi para impedir que o Cruzeiro assumisse a ponta, com 3 pontos de vantagem sobre o Corinthians, que, já escrevi há muito tempo, é a bola da vez.

O Corinthians, no ano do seu centenário, será o campeão. Estou apostando.

Pode ser paranoia minha, mas sempre há uma trama maior, algo muitas vezes imperceptível, porque são tantos 'erros humanos' pra cá e pra lá que deixa qualquer paranoico confuso.

Há quem acredite que tudo acontece para beneficiar o Fluminense. Que ele é a bola da vez para ser campeão.

Há quem acredite que o pênalti não marcado sobre o Fluminense - Heber a favor do Botafogo assinalou um na última rodada, conforme lembrou um colega botequeiro no post anterior - foi para ajudar o time carioca. Pode até ser, mas foi principalmente para impedir que o Grêmio continuasse sua escalada rumo ao trio ou quarteto da Libertadores.

Porque aí prejudicaria o Botafogo. O objetivo é colocar o Botafogo no grupo de cima. E afastar, eliminar, destruir, quem ousar se aproximar, ameaçando a trama macabra que a minha mente doentia percebe.

O Botafogo está praticamente dentro do G-4. Mas será o suficiente? Ele não precisa subir mais ainda para ter certeza de que irá disputar a Libertadores? Acho que pode sobrar para o Cruzeiro.

Agora, para concluir, o presidente da tal comissão é o sr. Sérgio Corrêa. Nunca vou esquecer esse nome.

Eu estava na redação do CP, fazendo um jogo decisivo da Copa do Brasil, Grêmio x Palmeiras. Bola cruzada da linha de fundo, bem no finalzinho do jogo se não me engano, e o Jardel vindo de trás manda a bola para a rede.

aí aparece essa figura citada acima com a bandeira - seu 'instrumento', como diziam os narradores - erguida, marcando um impedindo que tirou mais um título do Grêmio.

Nem me lembro que ano foi. Mas faz tempo.

Hoje, esse cidadão acima de qualquer suspeita comanda a arbitragem.

No ano passado, ele foi alvo de uma denúncia de Jorge Rabelo, da comissão de arbitragem do RJ, na qual Corrêa é acusado de tentar comprar aposentadoria antecipada de alguns juizes do quadro da Fifa. Um deles o Djalma Beltrami, que em troca de sair antes do quadro da Fifa apitaria mais jogos importantes. Mas como garantir isso se é 'sorteio'?, questionou o denunciante num documento oficial.

Essa é a nossa arbitragem...

SAIDEIRA

Renato falou demais. Falou bem, mas falou demais. Mexeu com os novos dirigentes, talvez estimulado pelos atuais. Botaram pilha no Renato.

Uma frase dele me intrigou: 'por enquanto estou pedindo' (para calarem a boca). O que ele quis dizer? O próximo passo é mandar (calar a boca), ou ele vai partir para a porrada?

Ou será capaz de largar o clube, porque, afinal de contas, seu objetivo foi atingido (impedir o rebaixamento).

Não duvido de nada.

Agora, os cartolas que estão chegando, meio que patrolando, falaram demais demais mesmo. E não gostaram da reação de Renato.

Nada que uma boa conversa regada a 1983, aqui no boteco, não resolva.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A 'galinha morta' e as arbitragens

O Grêmio venceu o Goiás e a arbitragem. Quando era uma 'galinha morta' cacarejando para fugir do rebaixamento, o Grêmio não incomodava ninguém. A não ser, claro, sua torcida.

As arbitragens, com raras exceções eram isentas. Teve um jogo, acho que contra o Cruzeiro, o Grêmio até foi ajudado pelos homens de preto.

Com a surpreendente sucessão de resultados positivos, o Grêmio foi subindo, subindo... Subiu tanto que passou a incomodar, a ameaçar os planos dessa gente sem rosto e sem nome que articula há anos para beneficiar essa ou aquela agremiação do eixo Rio-SP.

Bem, aí o Grêmio passou a ser vítima dos tais 'erros humanos', que durante alguns jogos ou não existiam ou, mais raramente, lhe eram favoráveis.

Contra o Inter, Carlos Simon deixou de marcar um pênalti a favor do Grêmio.

No jogo seguinte, Héber Roberto Lopes, um juiz que sempre surge no caminho da dupla Gre-Nal em momentos de definição - talvez por ser um profissional eficiente, cumpridor de seus deveres -, não marcou um pênalti escandaloso em Jonas e depois cometeu outras atrocidades que nunca serão punidas.

Nesta rodada, no Serra Dourada melancolicamente vazio, o juiz José de Caldas Souza se esforçou para prejudicar o Grêmio. Fez o que estava ao seu alcance. Anulou gol, deixou de marcar pênalti e permitiu pancadas por trás no goleador do Grêmio, sem punir os agressores com cartão.

O problema que dessa vez o Grêmio foi muito superior ao adversário. O Goiás, diante da iminente queda para a segundona, está perturbado. Sem confiança, sem moral, sem torcida. Tivesse um pouco mais de tranquilidade poderia aproveitar melhor os 'erros humanos' da arbitragem.

O que importa, mesmo, é que o Grêmio continua na briga por uma vaga na Libertadores.

Vamos ver o que irão aprontar contra o Ceará. Se bem que no Olímpico fica mais difícil qualquer tipo de armação. Difícil, mas não impossível.

SAIDEIRA

Depois do jogo, o puxão de orelhas nos cartolas. Se não podem ajudar, que calem a boca. É mais ou menos esse o recado do Renato. Não é o momento de deixar vazar notícias sobre dispensas e contratações. Nem de falar em problemas financeiros, ou de supostas propostas salariais do Renato para renovar.

A situação perdeu (merecidamente) a eleição. Que se conforme.

A oposição venceu. Que festeje em silêncio e espere a sua vez.

Renato, que tirou o Grêmio da zona de rebaixamento (é preciso nunca esquecer), quer agora uma vaga na Libertadores.

Por favor, calem suas matracas e deixem o Renato trabalhar.

Quem abrir a boca pra atrapalhar, é pior que essa corja que atua nos bastidores do futebol brasileiro.

FECHANDO A CONTA

O Inter ficou no empate com o Fluminense. Está fora da disputa do título. Continuo apostando todas as minhas fichas no Corinthians, como já registrei aqui entre um chopp e outro há muito tempo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A vida continua

Conheço um jornalista esportivo que até hoje questiona quando lhe
dizem que o Inter conquistou o título mundial.

No dia da decisão contra o Barcelona ele simplesmente apagou. Tomou uma dose cavalar de
lexotan e só voltou a si muito depois do último foguete.

Até hoje, ele sustenta que o Grêmio é o único clube gaúcho campeão do mundo.

Eu quase segui o exemplo em relação à eleição de ontem. Fui o último a
votar na minha zona. Os pobres fiscais bocejavam quando eu cheguei.

Votei e mantive o rádio desligado. Não entrei na internet. TV só pra
ver filme, Silvio Santos, Gugu, e qualquer coisa mais que me
mantivesse distante de notícias sobre a eleição e, principalmente,
sobre a apuração.

Tarde da noite, vacilei e acabei ouvindo que a Dilma havia vencido. As
urnas confirmaram as pesquisas.

Logo, na próxima eleição fiquemos apenas com as pesquisas. Até porque
o título de eleitor, documento criado unicamente pra gente usar em
eleição, não tem validade alguma na eleição.

Então, elimine-se a eleição, e fiquemos com as pesquisas, que, como
sabemos, são absolutamente isentas e idôneas.

O problema é como a mídia vai reagir sem a grana preta que o governo
paga para divulgar a eleição, motivando a gente votar. O voto é
obrigatório e ainda assim gastam tanto pra convencer a gente a
votar.

Ainda me refazendo do golpe (golpe? onde? Contra quem?), decidi
reabrir o boteco, sacudir o luto e seguir em frente.

Ganhou a Dilma, ganhou o PT.

Bem, pelo menos temos um presidente mais instruído.

Vamos torcer para que tudo dê certo e a eleita faça um bom governo,
com respeito à liberdade.

O Brasil merece.

SAIDEIRA

Depois de sei lá quantos anos, Haroldo de Souza deixa a Rádio Guaíba.
O desenlace ocorreu na sexta-feira. Ele vai pra Band.
A Guaíba fica mais pobre, perde força. Uma pena.
Mas desconfio que o Reche vai comandar uma reação.