segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O salão de festas

O Grêmio tem sido o salão de baile dos procuradores, empresários e afins.

É a principal conclusão a que chego depois que o vice de futebol Antônio Vicente Martins anunciou a saída de Jonas mediante o pagamento de uma multa irrisória de 2 milhões de reais.

O goleador do campeonato brasileiro sai do Grêmio por um dinheiro de zagueiro pangaré.

A gestão da dupla Duda/Meira segue causando danos.

O sr Meira declarou há pouco na rádio Guaíba que teve dificuldades para renovar com Jonas e que teve de fazer algumas concessões.

Está bem, a gente sabe que os jogadores são espertos. Cedem aqui, tomam dali. Faz parte.

Mas é bom lembrar que dois ou três meses antes de acertar a renovação de Jonas até o final de 2011, os dirigentes tentaram trocar Jonas pelo glorioso lateral Vitor, do Goiás, e que nem sei onde anda.

Quer dizer, os dirigentes não levavam fé em Jonas. Diante disso, até devem ter achado que a multa foi razoável.

Fossem dirigentes que vislumbrassem em Jonas (que só não foi goleador do brasileiro de 2009 porque se lesionou na reta final) um jogador precioso, que em breve alcançaria alto valor
no mercado do futebol, com certeza (será?) teriam feito outro negócio.

Renato saiu do Grêmio em troca de 600 mil dólares parcelados; RG saiu de graça num primeiro momento; e agora Jonas.

Se revirar o baú de memórias teremos outros exemplos.

Agora, poderia ter sido pior.

Imaginem se o Inter vai lá, acerta com Jonas, e paga a multa rescisória?

A atual direção também não está isenta completamente de responsabilidade. Sabendo que havia essa multa, poderia destinar uma parcela do que havia programado para RG ao seu
goleador.

Quando a torcida joga contra

Se com a torcida a favor já é difícil, o que dizer com a torcida contra.

O torcedor é o único que realmente é movido à paixão no mundo do futebol, não a dinheiro,a busca de prestígio, notoriedade.

É o torcedor quem movimenta essa engrenagem milionária. Sem receber nada em troca, a não ser a felicidade de ver seu time vencer, conquistar títulos, alegrias que se dissipam facil e rapidamente, porque o espetáculo não pode parar e logo em seguida há outro jogo, outro campeonato, outro objetivo.

O torcedor do Grêmio nesses dias de expectativa e ansiedade tem sido intolerante. Já o do Inter, ainda se recuperando do golpe desferido pelo Mazembe, parece um pouco distante, contemplativo.

O torcedor colorado fica ali, à espreita.

Já o gremista está inquieto, agitado. A alegria pela derrota do Inter redobrou, multiplicou, a esperança de que seu time volte a conquistar um título que ultrapasse a fronteira e a divisa do Rio Grande do Sul.

Por isso, o gremista está nervoso. Quer aproveitar o momento em que o adversário está no canto do ringue, lambendo as feridas e recuperando as energias, para buscar o nocaute: o título da Libertadores.

O problema é que o torcedor, que não é bobo, já percebeu que as coisas não estão indo de acordo com o que esperava. Os reforços não chegam, e quando chegam são inexpressivos, apostas.

Sobra, então, pra quem? Para os jogadores. Jonas sentiu na carne a fúria até então reprimida do torcedor. Foi vaiado, e reagiu.

Gostei da reação de Jonas. Goleador do time em duas temporadas seguidas, Jonas merece mais consideração.

Vaias em início de temporada só atrapalham.

Neste domingo, contra o Canoas, alguns jogadores, jovens que buscam seu espaço, foram vaiados.

Poderia escrever mais umas trinta linhas apenas sobre esse assunto, mas assim como o torcedor, não estou com paciência.

Vaiar gurizada em começo de temporada é coisa de torcedor rabugento, que desconta no atleta a raiva que deveria direcionar para a direção, ou ao seu patrão, colega de trabalho, etc.

Nesse aspecto, a torcida e a direção estão se equiparando: pouco contribuem para o sucesso do clube na Libertadores.

A continuar assim, o modesto Liverpool uruguaio vai parecer o clube inglês.

SAIDEIRA

Bergson foi emprestado a um time coreano, o famoso quem. O guri é uma das promessas do clube. Não entendi esse negócio.

Negócio. Talvez esta seja a explicação: negócio. Nunca se sabe exatamente o que há por trás dos negócios do futebol.

Enquanto a torcida vaia guris (e Bergson já foi vaiado), a direção os manda pra longe.

Repito o que escrevi dia desses: não estou gostando desse começo de ano.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Começo preocupante e a má vontade com Odone

Não estou gostando desse começo do Grêmio.

E não sou o único. Em contato com alguns torcedores, percebi neles o mesmo sentimento de dúvida e preocupação.

Há um consenso: a atual direção gostaria de ter contratado outro treinador.

Teve que engolir Renato. E isso realmente não é bom.

Alfinetadas, provocações, frases ásperas e queda de braço entre as partes.

Renato disse que não gostaria de comandar o time B nos jogos no interior.

O vice de futebol Antônio Vicente Martins retrucou em cima, sinalizando que quem manda é ele.

Poderia ter feito isso ao pé do ouvido do Renato, mas ele tinha que mostrar ao público que
ele é quem manda.

Nesses momentos a questão passa a ser de economia interna, não de alimentar a imprensa, que está no seu papel e está sempre buscando o inusitado.

Nesse aspecto, Renato é uma fonte inesgotável.

Um dirigente mais preocupado em preservar a harmonia teria tratado de outra maneira esse incidente que seria pequeno, reduzido à pó, se Martins tivesse agido com discrição.

Não, não esperem discrição de Renato. Ele até pode dar uma amenizada, mas logo irá retornar ao seu normal, que é falar demais.

Cabe à direção do clube administrar essa situação e deixar Renato trabalhar em paz.

A condução das 'contratações' é outra preocupação que constato entre torcedores.

Em alguns, essa preocupação é tanta, tão grandiosa, que eles já começam a sentir saudade do ex-presidente Duda Kroeff, o que é grave. Gravíssimo.

A gestão do Duda só não foi uma calamidade porque, depois de muita resistência, ele concordou em contratar Renato.

Renato poderia ter vindo quando Celso Roth foi demitido e o time ficou 40 dias esperando pelo cidadão Paulo Autuori, quando a torcida nas pesquisas pedia Renato Portaluppi.

Ainda assim há quem sinta saudade do Duda, não pelo que Duda fez ou deixou de fazer, mas pelo que Paulo Odone está fazendo nesse início. Há, também, queixas aqui e ali sobre as questões envolvendo a Arena.

Mas detecto também que existe muita má vontade de muita gente
com relação a Odone.

E aí fica difícil, mais difícil.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Renato: um prato cheio

Renato sempre falou demais. Desde os tempos de jogador iniciante no Grêmio.

Sempre foi um prato cheio pra imprensa. Quando o Grêmio 'deu' Renato pro Flamengo (600 mil dólares em quatro parcelas que o Flamengo sempre atrasou) eu era setorista.

Lamentei o fato porque perdia um 'assunto' e, claro, porque o clube perdia o seu melhor talento, um sujeito que dava gosto de ver jogar, que levava gente aos treinos e aos jogos.

O Grêmio e o futebol gaúcho ficaram mais pobres com a saída de Renato. E isso vale para mais uns poucos jogadores.

Renato como treinador segue sendo um 'assunto'. Fala demais e muitas vezes diz coisas sem pensar direito.

Aqueles que não gostam de Renato se aproveitam, chegam a salivar de satisfação.

Renato não quer ir a todos os jogos no Interior com o time reserva.

Ele está certo.

O que importa é o time principal, é a Libertadores. Se ficar à beira do campo e começar a perder, Renato terá sua imagem abalada. Sempre vai ficar aquele estranhamento. E sempre vai aparecer alguém pra cornetear.

Há quem queira Renato treinando os reservas no Gre-Nal. No outro lado estará um técnico reserva. Do lado do Grêmio o técnico titular?

Estão de brincadeira, ou de sacanagem.

Outra coisa: Renato é gremista. Para ele é insuportável perder Gre-Nal. E também por isso ele deve ficar distante de Livramento. Que veja o jogo pela TV.

Sobre observar um ou outro jogador nesses jogos no Interior, é interessante que Renato vá a alguns deles. Mas tem auxiliares capacitados para avaliar no seu lugar.

Renato deve ficar concentrado na Libertadores.

E, se possível, pensar mais antes de dar entrevistas que possam dar armas ao inimigo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Wiki ataca

Sou fã do WikiLeaks. Seu dono, o australiano Julian Assange, não deixa pedra sobre pedra.

É uma metralhadora giratória.

Ele está prestes a realizar um velho sonho meu: divulgar quem são os ricaços que possuem conta nos indevassáveis (até agora) bancos da Suíça.

Os clientes são de vários países.

Não tenho dúvida de que vai aparecer nome de brasileiro aí. Afinal, os brasileiros estão em todos os lugares.

Tem tsunami, tem brasileiro; tem turista retido na Patagônia, tem brasileiro; torres gêmeas, tem brasileiro; e por aí vai.

Então, estou louco pra ver os nomes que irão aparecer nessa lista.

Minha esperança é ver gente da política e, principalmente, gente do futebol.

Quem sabe saberemos, então, por que tem tanto clube endividado. E não é apenas porque os dirigentes gastam mal (afinal, não sai do bolso deles).

Depois do WikiLeaks, aguardo ansioso por uma operação da Polícia Federal no setor
esportivo de um modo geral, não somente no futebol, mas principalmente no futebol, que é afinal onde mais gira dinheiro.

Minha sugestão para nome da operação, já que a PF gosta de batizar suas investidas:

Operação Bola na Rede.

Vai ter peixe grande caindo nessa rede.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Troca-troca no rádio

A Guaíba ganhou um reforço de peso. O nome vai ser anunciado amanhã e a estreia será na quarta-feira.

Mesa de boteco é isso: tem até notícia quentinha.

O nome dele: Marcos Couto.

São as ironias da vida. Couto começou imitando o Haroldo de Souza e hoje tem seu estilo próprio, que ainda lembra o mestre um pouquinho.

O Haroldo foi pra Band e o discípulo pra Guaíba. Um troca-troca no bom sentido.

Todos saem ganhando.

Agora, tem gente estranhando o comportamento do Haroldo no jogo de ontem, em Canoas.

Repasso conforme ouvi.

Haroldo chegou ao estádio da Ulbra e foi direto pra cabine da Guaíba. Agiu como se fosse narrar o jogo pela ex-emissora. Pegou o microfone, se acomodou como nos velhos tempos.

Chegou a perguntar pelo Reche. Alguém respondeu que o Reche estava de folga. Haroldo, com aquele seu jeitão, resmungou:

- Só eu que trabalho nessa rádio...

Perguntou quem seria o comentarista. É o Belmonte, informaram. Haroldo reagiu positivamente.

Depois, alertado de que estava na cabine errada, Haroldo assumiu o microfone da Band.

Dizem que ele dava risada.

É um brincalhão.

Mas há quem jure que ele não estava brincando. Que teria sido a força do hábito.

Normal. Afinal, foi muito tempo de Guaíba.

E quem vestiu a camisa da Guaíba como ele vestiu, com entrega e pura emoção, custa a se acostumar.

Mas ainda acho que foi brincadeira do magrão.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Mazembier já existe

Promessa feita, promessa cumprida.

Está aí a Mazembier.

A notícia sobre a cerveja repercutiu em outros Estados. Do Rio, recebi e-mail do representante do Mazembe no Brasil, Paulo Sérgio Alves de Oliveira (Oliveira e Figueiredo Advogados).

Ele quer algumas unidades para levar ao presidente do clube agora em fevereiro. O problema é que fiz apenas 25 garrafas, a maioria long neck.

Agora, representante do Mazembe tem prioridade, não é mesmo?

O clube africano foi responsável pela maior alegria gremista nos últimos anos. E, de quebra, pela maior frustração colorada neste século.

Então, vou dar um jeito de enviar ao menos uma garrafa para o presidente do clube.

É o mínimo que posso fazer.

Ah, o rótulo tem as cores do Grêmio, e o símbolo do Mazembe mordendo uma bola vermelha.

Está escrito que é uma homenagem ao Mazembe "exterminador de sonhos e Vice-Campeão Mundial Fifa/2010".

O amigo Chico Izidro provou e aprovou, e até criou um slogan:

MAZEMBIER, A GENTE TOMA DUAS E VOLTA LIGEIRINHO PRA CASA.

Criativo o Chicão.